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Festa Infantil | Brincadeiras Antigas

Essa festa fez muito sucesso quando mostrei no instagram @vestidademae porque ela está criativa, sem excessos e lúdica. Quem não gosta de lembrar das brincadeiras de crianças mais antigas? Soltar pipa, brincar com balões, carrinhos de madeira, peão, catavento, foguete… Que criança nunca sonhou em ser astronauta brincando de foguete?

A festa foi criada pela Petite Partie e elas contam mais: “Quando a Mariana, mãe do Joaquim e do Pedro, nos pediu esse tema para a festa deles nós amamos! Pensamos em uma proposta bem clean, com painel de boiserie que remeteria a um quarto infantil, cores alegres e os elementos trabalhados de forma bem sutil. Adoramos o resultado final!”.

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Foto: Tati Pugliese (SP)

Decoração: Petite Partie (SP)

Peças: Sua Festinha (SP)

Balões: Balão Cultura (SP)

Flores: Flor da Cidade (SP)

Papelaria: Papelaria Ilustrada (SP)

Mesas: Fetes (SP)

Bolo e doces: I Love Lucy Eventos (SP)

Painel: Criarhh (SP)

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Como escolher a escola infantil

As dicas abaixo são baseadas em minha experiência pessoal, meus valores e tudo o que tenho aprendido em cursos que participo sobre educação infantil. Esses são os pontos que eu sugiro você refletir e alinha com seus valores na hora de escolher a melhor escola para seus filhos:

 Individualidade da criança: uma grande pedagoga me contou que a maior preocupação dela quando colocou as crianças pequenas na escola era como a escola não iria estragar seu filho. Na primeira infância a identidade da criança está em formação. Como a escola irá respeitar a formação da identidade de cada indivíduo no ambiente coletivo é a melhor questão para perguntar ao visitar as escolas. A criança está descobrindo quem é ele, o que ele quer. Escolas com ‘set de regras’ muito rígidos nessa fase moldam a forma como se constroí a identidade. (Sugestão: na visita à escola, pergunte como a escola cuida da identidade individual da criança em formação).

 Área verde: criança precisa de espaço para brincar, correr, explorar. Precisa do contato com a natureza que não temos oportunidade de ter para quem vive em apartamentos pequenos. Contato com pequenos animais, chão de terra, tanque de areia, horta, área verde. Numa Era em que cada vez mais a tecnologia faz parte do nosso dia, manter a criança conectada na natureza é fundamental. (Sugestão: na visita à escola, pergunte sobre o tempo em que as crianças passam dentro da sala e o tempo em atividades fora da sala, ao ar livre, no pátio da escola).

 Localização: Para alguns pais é o item mais importante, principalmente em grandes metrópoles como São Paulo, não faz sentido perder tanto tempo com a criança no carro para ir e vir, especialmente primeira infância – a criança pequena já chegará cansada ou dormindo se ficar muito tempo no carro. Praticidade para ir e vir é importante.

 Foco em brincar: na primeira infância brincar é o caminho genuíno para aprender e formar-se como sujeito autônomo e social. Aquisição de conhecimento técnico ou qualquer exigência é nula nesta fase. As crianças desenvolvem suas competências corporais e individuais brincando. Fuja de qualquer aceleração de experiências, pré-alfabetização, competição. Essa é uma ansiedade dos pais que tem atrapalhado o desenvolvimento genuíno das crianças. Criança precisa brincar e hoje as escolas infantis desempenham esse papel, já que antigamente as crianças tinham mais possibilidade de brincar livre na rua e praças. Eu me encanto pelas escolas com espaço criativo para brincar, brinquedos de madeira, espaços lúdicos sempre renovados para despertar novas atenções, brinquedos que possa escalar, tanque de área.

 Sem apostilas: acho simplesmente bizarro ter apostilas para crianças na primeira infância. Pelo o que conversei com alguns pais e escolas, acabou se tornando uma ferramenta muito mais para agradar aos pais, que querem sentir que a escola está “educando” seus filhos. Se a escola não tem apostila, acham a escola fraca. Para mim, se a escola segue apostilas prontas, simplesmente não estão respeitando o item 1, da construção da individualização. Não estão prestando atenção nos projetos, temas e questões que cada indivíduo e turma trazem para o dia a dia em escola. Vou dar um exemplo real do ano passado do meu filho: a professora percebeu que um dos livros favoritos da classe no momento da leitura era “o Grande Rabanete”. Com essa percepção de temas que surgem da própria classe, a professora criou diversos projetos: plantaram rabanete, acompanharam o crescimento, teve um biólogo explicando como cuidar da plantação, depois na aula de culinária fizeram uma salada de rabanete. Se as aulas são pré-moldadas baseada sem apostilas, nada disso teria acontecido. é muito mais interessante se desenvolver a partir das experiências reais.

 Diversidade e inclusão: em pleno terceiro milênio, num mundo globalizado, se a escola não está aberta para a diversidade, para atender crianças com necessidades especiais, não serve para cuidar de nossos filhos. Porque hoje uma das maiores competências do mundo é empatia. Se não aprendemos desde criança a compreender a necessidade do outro, que triste o adulto se tornará. (Sugestão: na visita à escola, pergunte como a escola recebe alunos com necessidades especiais).

 Alimentação saudável: não é um assunto ainda prioridade para todas as famílias, mas sem dúvidas foi prioridade na minha decisão de escolha da escola. Em algumas escolas são os pais quem enviam o lanche. Em outras, é fornecido pela escola. Neste segundo caso, peça para visitar a cozinha, veja o cardápio, converse com a nutricionista da escola. Na primeira infância é onde a base da alimentação se forma. Lógico que o mais importante é o exemplo que se dá em casa, mas se a criança vai ficar o dia inteiro na escola, muitas vezes tendo o lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, então é importante avaliar. Evitar consumo excessivo de industrializados. (Sugestão: na visita à escola, peça para ver o cardápio mensal do lanche/ refeições e visite a cozinha).

 Parceria escola-família: valores de vida se aprende em casa, e não na escola. Mas é importante que a escola esteja alinhada com seu estilo de vida e os valores que você acredita. É importante também que a criança entenda que você gosta daquele ambiente que ele vai lá para brincar e que haja uma parceria entre escola e família. Que você possa ter contato com o professor na entrada e saída da escola, que haja atividades para a família em dias específicos (dia da família, dia do esporte, festa junina etc). Um exemplo que eu adoro da escola do meu filho é a oportunidade de numa semana específica antes da feira do livro, as mães podem ir na classe ler um livro para toda a turminha. Dá um orgulho enorme no filho de ter a mãe ali com ele e é uma forma de fazermos pate um pouquinho do dia dele na escola, é muito especial. (Sugestão: na visita à escola, pergunte como é a comunicação entre escola e famílias – se além da agenda do aluno ou app, há momentos que a mãe possa conversar com a professora, se há reuniões individuais ou somente coletivas).

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Quando colocar os filhos da escola

Qual a idade certa de colocar as crianças na escola?

A melhor resposta que escutei foi a da educadora Daniela de Rogatis, no curso sobre “o papel da escola”: não tem mais a ver com idade, mas sim com a prontidão. Quando as crianças dão sinais de que o ambiente se esgotou para eles.

Pensem comigo: tempos atrás, as crianças só iam para escola depois dos três anos. Bebês e crianças passavam o tempo em praças, parques ou quintal de casa. Sempre em contato com a natureza, brincando, explorando. E assim desenvolviam naturalmente tudo o que precisa nessa faixa etária: identidade própria, desenvolvimento motor e o afeto.

Nos anos 70, com o aumento de fábricas no Brasil e a mulher indo ao mercado de trabalho, surgiram as creches para que, assim, as mães pudessem trabalhar. Somente em 1988 a educação infantil foi reconhecida pela constituição no Brasil. Viram como é recente? As escolas infantis surgiram da necessidade dos pais irem trabalhar, e não mais da necessidade das crianças precisarem de um lugar para se desenvolver ou aprender inglês.

Minha experiência

Como trabalho em casa, fui uma mãe bem presente no primeiro ano do Nicolas. Na realidade, só pretendia colocá-lo na escola depois dos 2 anos. A gente brincava, tinha música, exploração sensorial. Mas, meu prédio não tinha outras crianças, nem tem playground, só tem uma brinquedoteca pequena.

Um dia, comecei a visitar escolas e me encantei por uma em específico, com natureza, bichinhos, árvores, playground lindo, intervenções lúdicas. Vi aquelas crianças brincando ali e meu filho com a babá na brinquedoteca pequena. Então, resolvi colocá-lo na escola com 1 ano e 4 meses.

Nicolas sempre foi explorador. Por isso, eu sentia que o ambiente já havia se esgotado para ele. E, assim, achei que era a hora certa de ir meio período brincar num lugar com mais espaço e natureza. Foi dessa maneira que escolhi a escola do Nicolas. E esse foi o propósito. Para brincar, mais opções de experimentar e explorar. Não para aprender nada específico. E sempre bem claro que valores, respeito, rotina se aprende em casa, com o nosso exemplo, e não na escola.

E da forma como fiz com Nicolas, o Oliver irá para escola quando eu sentir que é o momento dele.

 

Babá ou Escola Infantil

Definitivamente, não existe uma resposta que seja uma fórmula mágica. Porque depende da babá e depende da escola. Se a criança tem uma boa babá e espaço para brincar, não há necessidade de ir para escola. Mas, se a babá passa mais tempo no celular do que criando momentos de exploração para a criança, melhor ir para escola. Mesma coisa para a criança passa mais tempo vendo TV e iPad do que brincando e em contato com a natureza

Quem precisa retornar ao trabalho depois da licença maternidade, não consegue ter ajuda de uma boa babá ou familiar e precisa deixar os filhos na creche, não há o que discutir.

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