Entendendo a Doença Celíaca

Por: Natália Vignoli

Este mês dediquei meus posts a quem tem problemas com o glúten! Bastante subdiagnosticada e subestimada, a doença celíaca hoje é mais comum do que imaginávamos. Da classe de doenças autoimunes, os portadores dessa patologia produzem anticorpos contra partes do glúten, uma fração protéica presente no trigo, na cevada, no malte, na aveia e no centeio, levando a uma intolerância a alimentos que contêm esses ingredientes, o que, em longo prazo, lesa a mucosa intestinal e causa diversas complicações.

Resumidamente, a doença celíaca pode ser dividida em três tipos:

– Clássica ou típica: sintomas bem definidos.

– Não clássica ou atípica: presença de alguns sintomas que, em geral, não chamam a atenção.

– Assintomática ou silenciosa: apresentam apenas alteração na parede intestinal, sem a presença de sintomas maiores.

A idade mais comum de aparecimento dos sintomas se dá dos 6 meses ao 5 anos de vida, principalmente após a introdução de papinhas à base de pão, macarrão, bolachas e alimentos industrializados que contenham esses cereais. Contudo, o diagnóstico pode acontecer mais tarde.

Existem sintomas que valem darmos atenção na investigação da doença, sendo que, em bebês e crianças, os mais comuns envolvem o atraso no crescimento e desenvolvimento, distensão abdominal, palidez, inchaço, vômitos, diarréia crônica e anemia por deficiência de ferro que não responde à suplementação. Vale ressaltar que em crianças com menos de 2 anos, é comum não aparecerem sintomas.

Outros indicativos que merecem a atenção, principalmente em adultos, são problemas na glândula tireóide, níveis altos de transaminases (enzimas do fígado), infertilidade, alternância de episódios de constipação e diarréia, alterações de humor, cansaço, presença de artrite, irregularidade do ciclo menstrual, dermatite herpetiforme, quadros de má absorção e deficiências nutricionais.

Mas porque quis falar um pouco dessa doença aqui no blog? Bem, os celíacos ou os pais de uma criança celíaca, passam por um processo complexo de adaptação. O que comer na escolinha, em festas e quais são os alimentos indicados acabam sendo um transtorno para esses pacientes, mas nada que um pouco de calma e informação não resolvam, então vamos lá:

laco1VdM  Regra básica: substituição dos alimentos fontes de glúten, como trigo (presente em pães, bolachas, torradas, macarrão, bolos, tortas), cevada, centeio, malte e aveia pelas opções: arroz, farinha de arroz, milho (e pipoca), amido de milho, farinha de milho, polvilho doce, polvilho azedo, fubá, mandioca, farinha de mandioca, batata (todos os tipos), fécula de batata, quinoa, amaranto, painço e trigo sarraceno.

laco1VdM Ter cuidado com a contaminação cruzada, ou seja: não usar, por exemplo, a mesma faca que usou para passar manteiga no pão com glúten e no pão sem glúten. Pizzarias que oferecem pizza sem glúten devem fazer as massas em locais separados, por exemplo. Não guardar bolachas com glúten no mesmo pote de bolachas sem glúten.

laco1VdM Atente-se às preparações que levam farinha de trigo, ou a forma de preparo dos alimentos, como almôndegas, hambúrgueres e molhos brancos, por exemplo. Busque sempre o rótulo nutricional, lá é obrigatória a presença dos ingredientes e da especificação “contém glúten” ou “não contém glúten”.

laco1VdM Tenha calma! Temos substituições para praticamente tudo! Hoje, já é possível encontrar padarias especializadas em produtos sem glúten e, alguns supermercados, dedicam parte de suas gôndolas para produtos destinados a esse fim.

Nos próximos posts, vou sugerir algumas receitas e trocas para você ver como é possível – e fácil – viver sem glúten!

#Ficaadica: quem se interessar, acesse: http://www.acelbra.org.br   

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