Transtornos Alimentares: como manter uma alimentação equilibrada em um mundo desequilibrado?! Parte 1

Por: Natalia Vignoli

Já conversamos um pouco sobre isso no blog, talvez eu não tenha dado “nome aos bois”, mas acho importante, de tempos em tempos, falar mais sobre o tema: Transtornos Alimentares. Esse assunto é bastante complexo e, mesmo separado o post, temos muito pano para a manga!

Chamamos de transtornos alimentares a anorexia nervosa, a bulimia nervosa, o transtorno do comer compulsivo e ainda temos algumas variações entre eles!

Como saber se o seu filho está correndo perigo? Bem, existem diversos sinais para ficarmos alertas, mas em geral a preocupação em demasia com alimentação e calorias, interesse exagerado em receitassaudáveis”, coleção de revistas de dieta e visitas contínuas a sites de regime, medo extremo de engordar, baixa autoestima, o ato de pesar-se sempre, cortar alimentos que considera “perigosos” como pães, massas, doces, gorduras e açúcares são sinais de alerta.

Para meninas que já tiveram a menarca e, de repente, param de menstruar (geralmente associado a uma perda importante de peso), é outro sinal de alerta, da mesma maneira, visitas frequentes ao banheiro logo após as refeições e alimentos escondidos no armário, embaixo da cama e em gavetas, são sinais a serem considerados.

É importante saber que os transtornos alimentares podem existir sem uma perda ou um ganho importante de peso. Além desses parâmetros, é importante atentar-se ao comportamento da criança frente à alimentação!

Para começar, devemos nos lembrar de que a alimentação é, antes de qualquer coisa, um ato social, iniciado logo no início da vida (amamentação na primeira hora de vida) e que tem a função de, além de nutrir, formar o vínculo mãe-bebe, sendo um dos principais mecanismos pelo qual o bebe conhece o mundo!

Hoje vivemos um “bum dicotômico”! Por um lado somos bombardeados por mensagens de dietas, sucos verdes (sim, eu adoro um suco verde, mas quando bem contextualizado!), barriga negativa, miss fitness e por ai vai. Do outro lado, um bum gastronômico, com programas de culinária, alimentos novos, receitas apetitosas e porções enormes. O resultado? É que qualquer um ficaria perdido com tanta (des)informação!

Nos preocupamos com a saúde dos nossos filhos, tentamos a todo custo que a alimentação seja nutricionalmente balanceada e adequada, temos pavor do processo de introdução alimentar e o coitado do brigadeiro, que na nossa época era motivo de sorriso, colher de pau e panela raspada (além da língua queimada), é hoje um aspirante à vilão da “Marvel”…

No próximo post vamos explorar mais o tema! Por enquanto vamos parar para pensar e ficar com a parte de “atentar-se ao comportamento da criança frente à alimentação!” e mais, como é o nosso comportamento frente à alimentação?

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