Grávidas: cuidados especiais no verão

Por: Dra. Camila Takase

Com esse tempo quente (o verão no Brasil em 2013 vai até 20 de Março), cuidados redobrados com a alimentação e com o corpo são fundamentais para as futuras mamães!

Durante o verão aumenta bastante a queixa das gestantes de inchaço nos membros inferiores. Muitas relatam que não conseguem nem calçar os sapatos de tão inchados que estão os pés!!

Isso acontece pois nos dias quentes, ocorre uma dilatação maior dos vasos sanguíneos, fazendo com que o sangue circule de forma mais “lenta”, facilitando o extravasamento de líquido dos vasos para os tecidos (chamado de edema). Os membros inferiores são os mais afetados, principalmente nas gestantes a partir do quinto mês, quando o útero já está maior e começa a dificultar o retorno do sangue que está nos pés para o coração. Podemos notar que esse inchaço piora progressivamente ao longo do dia, intensificando-se no final da tarde e à noite. É o chamado edema gravitacional.

Apesar de intensificar-se durante o verão, o inchaço pode afetar as grávidas durante toda a gestação, isso porque na gravidez temos um aumento de até 50% no volume de sangue circulante. Além disso, alterações hormonais como o aumento da progesterona, provocam uma dificuldade na circulação e na drenagem linfática, contribuindo ainda mais para o aparecimento do edema.

O que pode ser feito para amenizar o inchaço?

1) Cuide da sua alimentação

Utilize pouco sal na dieta. Ele é um dos maiores culpados pelo inchaço na gravidez. Outros alimentos ricos em sódio também devem ser evitados (salame, lingüiça, salsicha, sanduíches “fast food” e os temperos prontos).

Atenção, muitas gestantes deixam de beber água com medo de piorar o inchaço, porém isto está errado!!! Quanto mais líquidos a gestante ingerir, melhor!!!

2) Exercite-se

Exercícios físicos, principalmente aqueles feitos na água como hidroginástica e natação,  ajudam a reduzir o inchaço. A água exerce pressão no espaço extra-vascular, favorecendo a entrada de líquidos nos vasos sanguíneos e linfáticos, melhorando a circulação.

3) Use meias elásticas

Muitas gestantes dizem que as meias incomodam, esquentam e a maioria acaba deixando-as de lado, mas as meias elásticas de compressão específica são muito importantes. O objetivo é pressionar as paredes das veias periféricas, não permitindo o extravasamento de líquido para os tecidos, diminuindo o acúmulo de água nas pernas e pés. O uso das meias deve ser diário, desde o início da gravidez até o período pós parto.

4) Pernas para cima

Esta é a solução mais antiga e prática para o problema. No fim do dia é recomendável que a gestante coloque as pernas para o alto, com o objetivo de facilitar o retorno do sangue das pernas para o coração. Se estiver no trabalho, ela pode colocar as pernas numa cadeira ou qualquer apoio, mantendo os pés ao mesmo nível do quadril. Em casa, a grávida pode deitar e acomodar as pernas em dois ou três travesseiros, para elevar os pés.

5) Drenagem linfática

Quando aplicada de maneira adequada, a massagem é uma aliada importante da gestante pois ajuda a melhorar a circulação, diminuindo o edema. A drenagem linfática deve ser feita por profissional capacitado pois apresenta restrições durante a gravidez: a região abdominal não deve ser massageada, os movimentos devem se concentrar nos braços, pernas, costas e glúteos e as sessões só devem iniciar após o terceiro mês de gestação.

Sinais de alerta

Quando o inchaço vier acompanhado de outros sintomas, principalmente hipertensão arterial, temos que ficar atentos com algumas doenças graves, como a pré-eclâmpsia e/ou eclâmpsia. Nesses casos o inchaço geralmente é generalizado, a gestante fica hipertensa e dependendo da gravidade do quadro temos que antecipar o parto para evitar complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.

Gestantes com problemas cardíacos, quando estão descompensados, também podem apresentar edema importante nos membros inferiores. Fiquem alertas!

Camila_T

Festa Infantil | Pic-nic Chique

Vocês acompanharam neste post o primeiro aninho da Julia. Em Janeiro, ela comemorou 2 anos e ganhou outro vídeo lindo (os pais são as pessoas por trás da produtora de vídeos H2 Brasil Vídeo). É muita emoção acompanhar cada passo!

a love for life | Júlia | (12/24 meses) from H2 Brasil on Vimeo.

E a festinha de 2 anos, com tema pic-nic chique e feliz!

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quem_fez

Foto: Graciela Lindner | Filme: H2 Brasil Filmes | Decoração: Festejar By Lenise | Cerimonial: Patricia Lima | Buffet: Styllus | Brinquedos e Animação: SóRIR | Gazebo: Flor de Liz -Mila | Móveis: Peça as Peças | DJ, Som, Tv`s: Ello Eventos | Bolo: Conceição Matos Bolos Artísticos | Doces: Sheila Rozar | Local: Condomínio Bosque das Mansões

Levem seus filhos ao Oftalmologista

Este é um relato e alerta importante contato pela minha amiga Dani Pacces:

Escrevo para alertar a maior quantidade possível de familiares de crianças até os 7 anos de idade sobre o problema visual que foi diagnosticado em janeiro desse ano, durante as férias, na Cristiana. A notícia de qualquer doença em nossos filhos nos parece desesperadora, e assim o foi durante a consulta com o oftalmologista nos primeiros 5 minutos após a conclusão do diagnóstico. Mas foi nessa mesma consulta que decidi não sofrer com isso e agradecer por não ser algo que a prejudicará durante toda a vida, e principalmente, porque HÁ tratamento.

Minha filha está usando óculos e tampão na escola. Esse é o tratamento para a doença dela, a AMBLIOPIA. Congênita, essa doença acomete 1-2 a cada 100 crianças. A grande questão é que essa doença PRECISA ser tratada até o final dos 6 anos de idade e portanto, temos apenas 1 ½ ano pela frente de tratamento duro, disciplinado, consistente, consciente. Caso esse diagnóstico tivesse ocorrido há mais tempo, maior seria o período de tratamento e assim, maiores as chances de sucesso. Não faz parte do protocolo do pediatra da Cris solicitar teste oftalmológico (acuidade visual) para todos seus pacientes com 2-3 anos de idade. Também não faz parte do protocolo da Escola da Cris solicitar esse mesmo teste para os pequenos ingressando no estudo infantil. A Escola o faz no I5 considerando ser esse momento especial e importante para a visão já que se inicia a pré-alfabetização. Ok para as crianças que precisam usar óculos. Mas é tarde para as crianças que possam ter o diagnóstico da Ambliopia. Importante: muitos casos de Ambliopia não têm sintomas! E foi o que ocorreu com a Cris!

Tentando explicar de uma maneira simples, depois de já ter devorado milhares de artigos sobre o assunto, com a Ambliopia (também conhecida como “doença do olho preguiçoso”) a visão de um dos olhos não se desenvolve adequadamente. Além dela ter 4º de hipermetropia em apenas um olho (o que foi a causa da doença), sem o desenvolvimento correto da visão ela alcança apenas 25% da visão em um dos olhos. O olho não se desenvolveu. O olho parece sim ser normal. Zero sintoma ou aparência diferenciada. Mas o cérebro favorece apenas o olho que enxerga bem. E assim ocorreu desde que ela nasceu. A luz captada pelo olho é transformada para sinais nervosos que seguem pelo nervo óptico até o cérebro. No nosso caso, favorecendo o olho bom, o cérebro se acostuma a usar apenas esse olho, deixando o olho sem desenvolvimento, sem uso algum. Assim, o sistema visual para o olho “ruim” fica prejudicado e praticamente para de se desenvolver. Não se trata de “compensação” de um olho para o outro, como estamos acostumados a escutar. O indivíduo aprende a enxergar com um olho apenas. No caso da Cris, ela não teve problemas de desenvolvimento motor algum e não apresentou nenhum sinal de dificuldade para enxergar. Ela sempre enxergou muito bem. Mas com apenas um olho.

Como eu descobri? Em outubro do ano passado ao brincar de fechar um olho e abrir o outro, ela comentou: “Mamãe, com esse olho eu enxergo em 3D, igual no cinema”! Achei estranho e até imaginei que ela pudesse enxergar um pouco menos com um dos olhos. Consulta oftalmológica no final do ano, com a correria de eventos e festas? Deixei para o próximo ano e, caso houvesse a necessidade de usar algum óculos como as primas, ela iria adorar! Mas com o diagnóstico de uma doença assim, tudo foi diferente. E para variar, com a culpa que todas nós mães temos, fiquei por um tempo “remoendo” que esse período de 3 meses poderia ter feito diferença no tratamento da Cris. No início desse ano ela fez novos comentários e o pai marcou a consulta com o oftalmo para o dia seguinte. E aí tudo começou.

Convencer uma criança de 5 anos a utilizar tampão durante período integral não é uma tarefa fácil. O tampão adesivo machuca a pele, ainda que seja bonitinho e colorido. E assim começou o tratamento da Cris. Nós a levamos em 2 excelentes e renomados oftalmos para confirmar o diagnóstico. A mãe mais do que rápido se preocupou em conversar com o maior número de pessoas possível que já tivessem passado por isso. Entrei em dezenas de sites para procurar tampões que fossem divertidos, coloridos, mas ela se adaptou mesmo ao tampão de silicone, visualmente menos estético. Compramos 2 óculos. Um para o dia-a-dia com o qual ela possa fazer atividades esportivas e brincadeiras, e um outro para festas. Claro que esse mais bonito ela adora usar também em qualquer ocasião. Mas a minha maior preocupação estava com a auto-estima dela e com o tratamento que se estenderá até os 9-10 anos de idade.

Quando foi que eu chorei? Chorei quando colei um tampão no meu olho. Por 15 minutos. Tirei e chorei por 1 hora depois de ter experimentado o que é isso para ela. Só tentei imaginar que além do tampão, diferentemente de mim que fiquei enxergando com um olho bom, ela com o tampão no olho bom passa a enxergar apenas com olho ruim, com apenas os 25%, e ainda, precisando do óculos para corrigir os 4º de hipermetropia.

Além da adaptação ter sido ótima, o tratamento já mudou 3x! Ela modificou os períodos de utilização do tampão porque sua visão já alcançou 90% no olho “ruim”. A tarefa agora é manter esses 90% e partir para a segunda e terceira fase. Essas fases não são explicadas. Eu tive que me virar para entender isso direito porque os médicos mencionam apenas “ah, o tratamento é lento… tem chão”!

E a moral da história é… LEVEM SEUS FILHOS(AS) AO OFTALMOLOGISTA. Se vocês não receberam orientação de seu pediatra ou da sua escola, o façam agora. Orientem e alertem suas amigas e familiares. Isso deveria ser óbvio como levar seus filhos ao dentista. Mas não o é para muitas famílias. Não o foi para nós. E sem deixar a peteca cair, e com fé, faremos tudo para que a nossa filha Cristiana seja um exemplo de sucesso no tratamento da Ambliopia!

Envie sua história real e foto para real@vestidademae.com.br

Cardápio de Piquenique

Já publicamos festinhas aqui no blog com o tema piquenique, fizeram sucesso! Por isso perguntei para a chef Andrea Pace, do Chef Nouveau Kids Banqueteria, uma sugestão de cardápio. Afinal este tipo de dica você pode usar para uma festinha infantil ou mesmo para aquele domingo no campo com a criançada! “Minha dica é brincar com formatos e cores para atrair a atenção das crianças, como por exemplo as gelatinas na casca da laranja… As comidas neste caso eram com jeitinho caseiro, demonstrando que é possível montar um piquenique saudável e saboroso. Sirva frutas fáceis de comer que não precisem de talheres, como maças, bananas, morangos. Evite suco naturais que podem azedar com o calor, apostar em chás gelados e água saborizadas!

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O menu:

Wrap de peito de Peru, alface e tomate
Míni ciabata com rosbife e queijo prato
Míni quíche de alho poro
Bolo de cenoura com cobertura de chocolate
Brownie de chocolate
Gelatina na casca da laranja
Frutas frescas
Tudo preparado por chefnouveau.com.br/kids/

| Fotos: Felipe Gombossy

Diagnóstico Pré-Natal de Síndromes Genéticas

Por: Dra. Camila Takase

A partir de janeiro de 2013, alguns laboratórios genéticos do Brasil já realizam o PANORAMA, um exame moderno, seguro e não invasivo, para o diagnóstico pré-natal de Síndromes Genéticas.

Como atualmente muitas mulheres estão deixando para engravidar cada vez mais tarde, aumenta a preocupação com o risco de Síndromes genéticas na gravidez, principalmente a Síndrome de Down, que é mais frequente nas gestantes com mais de 40 anos de idade.

O rastreamento das anomalias cromossômicas no pré natal é realizado principalmente através da ultrassonografia morfológica de 1º trimestre, que avalia translucência nucal, osso nasal e ducto venoso. Alterações em alguns desses parâmetros, associado à idade materna, permitem a detecção de cerca de 77% dos casos de Trissomia do 21 (Síndrome de Down), com taxas de falso positivo de cerca de 5%.

Quando há suspeita de alguma Síndrome genética ao ultrassom morfológico, a análise cromossômica fetal pode ser recomendada. Atualmente, o material fetal é retirado para análise através da punção do líquido amniótico (amniocentese) ou da biópsia das vilosidades coriônicas. Ambos são procedimentos invasivos, realizados com o auxílio de ultrassonografia, e apresentam um risco de perda fetal baixo, de cerca de 1 a 2%.

Com o avanço tecnológico, hoje já é possível detectar alterações fetais de modo não invasivo, através de amostra do sangue materno.

Com apenas 09 semanas de gravidez, a gestante realiza uma simples coleta de sangue, que será enviado aos EUA, onde será avaliado por sequenciamento gênico, sendo testados os cromossomos relacionados às principais doenças genéticas: Síndrome de Down (cromossomo 21); Síndrome de Patau (cromossomo 13); Síndrome de Edwards (cromossomo 18); doenças ligadas aos cromossomos sexuais X (Trissomia do cromossomo X e Síndrome de Turner) e Y (Síndrome de Klinefelter e Síndrome do Duplo Y), além de triploidias.

Este teste, além de não ser invasivo, possui sensibilidade e especificidade maior do que 99% para os cromossomos testados, servindo como uma boa opção para o diagnóstico de alterações cromossômicas fetais.

Camila_T

Festa Infantil | Bailinho de Carnaval

Chegou o carnaval! E para a festa de 01 ano da Stella, filha da Tainá que já participou aqui do blog, um bailinho de carnaval com direito à banda, crianças e adultos fantasiados e muita, muita alegria! “Fiz tudo pensando na diversão da minha pequena e de seus amigos pequeninos por isso acho que a missão foi cumprida“, contou a Tainá. Reparem que fofura toda a identidade visual e papelaria da festa personalizada da Tem Amor no Papel e nas fotos incríveis da Fernanda Petelinkar.

Stella, eu amei sua festinha, muitos anos de vida e amor sempre – da tia Fernanda!

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quem_fez

Fotografia: Fernanda Petelinkar (SP) | Papelaria: Chá das Duas Photo & Design (BSB) | Vídeo: Yuppie Video (BSB) | Espaço: Espaço Bambu (BSB) | Bolo, Doces e Decoração: A Doceria da Tathy (BSB) | Suspiros: Xcakes (SP) | Macarrons: Stefânia Tissot | Quadro First Birthday: Moulage Collection (Etsy.com) | Fantasia da Aniversariante: Kids Club | Fantasia da Mãe: Gagumbela | Banda: Canoa Mágica | Buffet: Baqueteria Rio 40 | Briquedos infláveis e Brinquedoteca: Tio Kiko | Maquiagem dos Pais: Ney Lima (Ricardo Maia Hair & Makeup)