Hora de escolher o pediatra

Não deixe para escolher o pediatra do seu filho para depois dele nascer, bem na hora que estiver desesperada precisando de um. A hora certa de escolher um pediatra é no último trimestre da sua gravidez. Os motivos?

  Você se sentirá mais confiante e tranquila sabendo que, se precisar, já tem um bom médico de confiança para entrar em contato em dúvidas e emergências.

Você não precisará sair de casa fazendo uma busca pelo médico ideal carregando seu filho se já tiver escolhido antes. Imagina o desgaste em percorrer 1, 2, 3 consultórios médicos andando com o bebê de um lado para o outro.

Você pode antes mesmo do bebê nascer já solicitar para o pediatra uma lista de remédios básicos para ter em casa. Faça a sua “farmacinha” com as indicações que o pediatra irá passar para higiene, cólica etc.

Você poderá já se informar sobre o calendário de vacinas do ano.

Para escolher seu pediatra, comece pedindo indicações e referências para as amigas com filhos pequenos. É importante que o consultório seja de fácil acesso para você, que o médico te dê um retorno rápido quando necessário, que demonstre paciência com suas dúvidas e interesse pela criança, e que você tenha bastante empatia por ele.

Atualização Agosto/ 2015:

Recebi um release enviado pela assessoria de imprensa do Hospital Infantil Sabará e achei muito completo, interesante para compartilhar com vocês, sobre a escolha do pediatra:

– Onde cursou a residência/especialização médica?

– É Pós-graduação? Tem outros títulos ou especializações?

– Atende em algum hospital?

– Atende o paciente se precisar de internação?

– Atende em maternidade?

– Trabalha com planos de saúde?

– Como faz quando sai de férias ou em finais de semana?

– Faz vacinas no consultório?

– O consultório está convenientemente localizado?

– É facilmente acessível por carro ou transporte público?

– Qual é a política do médico para atender e retornar telefonemas?

– Há uma enfermeira do escritório que pode responder a perguntas de rotina?

– Existe outro médico para cobri-lo quando necessário médico?

– Quem responde as chamadas de telefone quando o consultório está fechado ou durante as férias?

Outras avaliações:

4) Observar a postura do profissional e notar se há um interesse genuíno do médico pelos problemas de seu filho;

5) Ter a percepção geral do ambiente: o médico e equipe do consultório foram amigáveis e atenciosos? Demonstram compaixão e paciência?;

6) Checar como funcionam consultas em caso de doenças agudas. O consultório permite atendimento no curto prazo se o seu filho precisa do pediatra por causa de uma dor de garganta ou infecção mais sérias, por exemplo?

7) Perceber como o médico se comunica: se com clareza, usando a linguagem do leigo (sem jargões médicos) para explicar as doenças e tratamentos. Note se ele se esforça para assegurar que todas as suas perguntas são respondidas;

8) Verificar previamente quais são os valores usuais do médico para as visitas à criança doente, exames de rotina e imunizações.

3 Meses de Vida

Por: Camilla Antunes

Essa semana Davi fez três meses. Confesso que estava ansiosa por isso. E só quem tem filhos sabe do que estou falando. Como uma boa mãe de primeira viagem achava que tudo seria tranquilo na licença maternidade. Planejava colocar muitas coisas em ordem na vida e aproveitaria para descansar um pouco depois de uma temporada intensa de final de ano, em que precisei de disposição para conciliar muito trabalho com a organização da casa para a chegada do Davi. DOCE ENGANO! Bebês dão muuiiitoooo trabalho e precisam demais da nossa atenção. Logo, fui exclusiva do Davi durante um bom tempo.

Nos primeiros dez dias de vida dele vivemos no céu. Ele era mega calmo, só dormia e mamava, ficava sozinho no berço e não dava nenhum trabalho. Mas bem que o pediatra nos avisou que não seria para sempre assim na primeira visita, quando ele tinha apenas seis dias. No décimo primeiro dia tudo mudou. Ele tomou as primeiras vacinas e começou a sentir as temíveis cólicas. Neste mesmo período, eu tive uma mastite (inflamação de glândulas mamárias muito comum durante a amamentação) que ocasionou uma febre intensa e muitas dores no corpo.

Junto a tudo isso ainda tinham os hormônios à flor da pele, típicos do pós-parto. Eu chorei, chorei muito, rios de lágrimas. Tudo fica muito intenso nesse período e nós, mulheres, muito mais sensíveis do que naturalmente somos. Qualquer gota vira uma tempestade e nós só temos vontade de chorar. E o pior: parece que nunca vai passar.
Mas Deus é tão bom que junto com toda essa cruz para carregar nos envia o que de melhor uma pessoa pode ganhar: um filho. Em todos os meus momentos de desespero, eu olhava para ele, agradecia por tê-lo pertinho de mim, respirava fundo e seguia em frente. Sabia que o Davi precisava de toda minha calma, paciência  e amor porque para ele também não estava sendo fácil.  Deixou o conforto da barriga para encarar um mundo de descobertas, onde até respirar dói. Então, o que era a minha angústia hormonal diante da mudança de mundo dele?

E assim os dias passaram. E junto com os dias, tudo passou. As cólicas foram embora no segundo mês, nós aprendemos a identificar o choro dele, ele passou a tirar mais sonecas durante o dia, deu os primeiros sorrisos, está começando a gargalhar, mama super bem e eu a cada dia me lembro menos dessas adversidades iniciais. O nosso amor por ele só cresce junto com a certeza de que as dificuldades são bem menores do que a felicidade.

Bebê Prematuro e Superação

Hoje temos a história da Flávia Gurgel e da vitória do filho Felipe, que nasceu prematuro. Na verdade muito mais do que uma história real, e sim uma lição de vida. Além do lindo texto abaixo, ela compartilhou toda a história dele no Blog do Felipe.

Oi Mães, Tudo bom?
Depois de pouco mais de um ano e meio, resolvi compartilhar com vocês um pouco da minha história com meu segundo filho. Meu nome é Flávia, tenho 32 anos, sou casada há 06 anos e tenho uma filha, a Carol, de 04 anos. A Carol nasceu dia 06 de março de 2008, de 40 semanas, linda, saudável, com quase 3 kg. Depois de 2 anos, eu e o Léo, meu marido, resolvemos dar um irmão ou irmã para ela. No dia 15 de fevereiro de 2010 veio a GRANDE notícia: eu estava grávida! Descobrimos que o bebê era o Felipe e que ia nascer dia 23 de Outubro de 2010. Um detalhe: como trabalho com casamentos, eu tinha mesmo programado para que ele nascesse depois do meu período de mais festas, Setembro e Outubro, e dia 16 de outubro, seria meu último casamento, onde eu estaria de qualquer jeito! E também não queria que ele nascesse de leão nem de escorpião (sou leonina e sei como sou difícil e tenho pai e irmão de escorpião e sei como é complicado também).  Enfim, estávamos nas nuvens!

Dia 12 de junho de 2010, na abertura da Copa do Mundo, meu irmão casou e, claro, eu que organizei! Estava linda, grávida, a Carol, com então 2 anos e pouquinho foi a daminha, mas na hora das fotos, tive um sangramento. Continuei no casamento e o médico me pediu repouso, mas o sangramento não diminuiu e ainda vieram as cólicas. Dia 16 de junho de 2010, eu então com 5 meses, fui fazer ultrassom e estava com um nível hiper baixo de líquido amniótico! Resultado: fui internada na hora (na hora não porque no São Luis tudo demora, e mesmo eu na situação que estava, demorei 8 horas para ser internada). Quando fui internada, minha médica falou para mim que eu só sairia do hospital quando meu filho nascesse! Na minha cabeça? Vou ficar 4 meses aqui! Socorro! E fui internada, colocaram soro nas minhas veias (para repor o líquido) e fui fazendo exames. Em 1 semana, me viraram de cabeça pra baixo, vieram médicos de todos os locais e especialidades, enfim, tinha tido ruptura de bolsa, sem nenhum motivo (até hoje não se explica isso e só chegamos a essa conclusão por eliminatória – não era placenta prévia, nem colo do útero curto e ufa, nem problema com o rim do bebê). Resultado: tive que ficar 2 meses internada em repouso, só podia levantar para ir no banheiro e tomar banho. Vocês imaginam? Eu, super ativa, com uma filha de 3 anos prestes a entrar de férias, noivas, trabalho… E agora?

Bom, aí que vem a lição de vida (modéstia a parte): comprei máquina de café, forninho elétrico, fazia até supermercado delivery, pedia canapés para um dos meus buffets parceiros, brigadeiro para minha doceira preferida, flores para a decoradora com quem eu trabalhava… criei uma casa com escritório no São Luis. Simplesmente adaptei a minha rotina: tinha meu computador, trabalhava, fazia reunião uma vez por semana com a minha gerente, fazia drenagem 2 vezes por semana, terapia uma vez (a minha terapeuta ia lá), minhas manicures iam uma vez por semana fazer pé, mão, escova e depilar, tudo. Meu marido ficou do meu lado o tempo todo, me ajudando, apoiando, ouvindo meus ataques de choro. Minha mãe mudou para perto de casa para poder me ajudar com a Carol e ela e o Léo, junto comigo, foram verdadeiros heróis! Eu via a Carol 1 vez por semana, quando eu tirava o soro, pedia brinquedos on-line e ficava com ela tomando chá, brincando e vendo filmes. Além disso, eu pedia comida de todos os restaurantes, meu pai mandava o motorista me entregar, além dos deliverys (a minha dieta era totalmente liberada). E ainda fiz um kit banheiro, com cremes, sabonetes e óleos deliciosos, meu marido comprou até edredom para eu me sentir melhor. E mais: eu não tinha horário para acordar, fazia fisioterapia com as fofas do hospital, mudei para um quarto que tinha varanda (onde quando dava eu tomava sol); fiz um chá de fralda por fim de semana (cada domingo eram 8 amigos – durou 4 finais de semana – era meu jeito de fazer o domingo passar), chamei a fotógrafa que tirou as fotos da Carol para fazer meu ensaio lá, e até fondue (meu irmão me deu uma panela elétrica) eu fiz, com direito a uma taça de champanhe liberada pelo médico. Os outros 2 heróis aí foram o meu médio, Dr. Aldrighi, que ia todo dia me ver e falar para eu acreditar em Deus. E o Dr. Adolfo, que fazia ultrassom toda semana e me dava palavras e amor e incentivo! Fora as heroínas das enfermeiras e da Dra. Ana Paula, filha do Aldrighi, que foi quem me internou.

Mas a questão é que desde o dia em que eu fui internada, o Felipe podia nascer  e provavelmente nem sobreviveria. Ele não tinha nem 350g quando cheguei no hospital, a luta era para passarmos de 25 semanas, tentarmos chegar em 28 e ele completar pelo menos 1 kg na minha barriga. O quarto dele, meu marido foi arrumando e tirava foto para eu ver, as roupinhas (antes de tudo, tínhamos ido fazer o enxoval na Disney) ele levava para o hospital para que eu pudesse arrumar. Bom, sabíamos que ele nasceria pré-maturo (mais de 32 semanas já era risco para mãe também) e começamos a correr atrás de roupinhas e tudo mais, mas aí vinham as notícias: ele vai ter que ficar na incubadora, você não poderá amamentar, ninguém (só os pais) poderiam vê-lo na UTI, você vai ter que tirar leite e por aí vai… UFA!

E chegamos em 30 semanas! O Felipe completou 1.300 kg na minha barriga e no dia do meu aniversário, dia 14 de agosto de 2010, entrei em trabalho de parto (com 30 semanas e 3/4), esperei até a troca de plantão (da madrugada para a manhã – a essa altura, conhecia e era amiga de todas as enfermeiras e sabia quem eu queria que tivesse comigo naquele momento). E eis, que as 11h30 da manhã, chega o Felipe, com seu mesmo 1.300 Kg, signo de leão, ascendente em escorpião! Um guerreiro!

E aí, veio a outra luta! Mas essa tinha coisas boas: voltei para casa, matei a saudade da minha filha e da minha vida! Aluguei máquina para tirar leite e tirava de 3 em 3 horas, visitava o Felipe todo dia e cada dia era uma vitória, nunca passou pela nossa cabeça que ele não ia sobreviver, às vezes ele piorava, às vezes melhorava, crescia, ganhava peso, perdia peso, ele teve toda as complicações possíveis (só não precisou passar por cirurgia). Nisso, conheci outras mães, vi mil casos e descobri que a UTI é um mundo a parte, onde cada 100g era comemorada como se fosse uma alta. Até que dia 02 de outubro, pude pegar ele no colo pela primeira vez! Ele tinha saído da incubadora depois de 50 dias, e pude amamentar, e tinha leite (coisas de Deus e da natureza).

E dia 26 de Outubro de 2010, o Felipe teve alta, com 2.800 kg…
Hoje? Ele tem 1 ano e 7 meses, é um bebê lindo, esperto, independente, não teve nenhuma sequela, nada… o que eu tenho pra dizer? ACREDITE! Apenas acredite!

Ah! E durante todo esse tempo (2 meses e meio de UTI) consegui fazer todos os meus casamentos, consegui colocar minha vida e minha casa em ordem, arrumar e conhecer o quartinho dele e preparar ele pra chegada em casa! Hoje, ainda tento recuperar os quilos ganhos no hospital e nunca mais sonhar com o que aconteceu, a custa de muita terapia, muito amor do meu marido e dos meus dois filhos!

Envie sua história real, foto, nome da mamãe, papai e filhote para real@vestidademae.com.br

Festa Soldadinho de Chumbo

Pedro fez 1 aninho e ganhou uma festa linda com o tema soldadinho de chumbo! Todos os detalhes estavam lá: soldados de chumbo, ônibus inglês, roda gigante, tudo vermelho e azul, batata frita, hamburger e um monte de gente feliz!

Fotos: Katia e Airton Fotografia | Vídeo: Fusion Vídeo Produtora | Buffet: Doce Mistura  (17) 3245-2945 | Decoração: Karina Affini Aziz  do Atelier Dona Cegonha (17) 3022-067

Mamãe em Forma

Por: Carina Rosin e Gizele Monteiro

Muitos mitos rodeiam a gravidez de uma mulher, e muito mais quando se trata de exercícios físicos durante esta fase tão importante e mágica de uma mulher. Durante a gestação, a atividade física moderada é recomendada e muito benéfica tanto para a mãe como para o bebê.

Antigamente só se falava em hidroginástica e caminhada para as gestantes. Mas tanto as pesquisas quanto a especialização dos profissionais mostram que é possível montar um programa de exercícios que incluencie no fortalecimento muscular com carga e intensidade leve-moderadas, combinado com exercícios específicos para preparação do assoalho pélvico, exercícios posturais, de alongamento e ainda de relaxamento e respiração. Essas necessidades da gravidez não são atendidas com programas e exercícios comuns.

Durante a gravidez, a mudança do centro de gravidade leva a uma nova e maior exigência da musculatura que envolve a coluna vertebral, e com isso surgem as famosas dores nas costas. Somadas à essas alterações temos também o peso das mamas que leva ombros e parte superior do tronco para frente. Isto pode promover sensibilidade no pescoço, braços e ombros, além da região das costas também. Por isso é tão importante o fortalecimento muscular e do alongamento de toda essa região.

A prática de exercícios durante os nove meses de gravidez deve visar a preparação do corpo da mãe para o parto, o pós parto e os primeiros meses após o nascimento do bebê. Com todo o corpo forte, a mãe estará mais preparada para os cuidados com o bebê, sua locomoção será mais fácil (com o barrigão), pernas e braços resistentes para carregar o filho, além de melhorar a disposição, a auto estima e a percepção corporal.

Essa percepção corporal mais a condição física melhorada podem auxiliar muito no momento do parto, afinal o trabalho de parte é bem desgastante fisicamente. Mas o mais importante nisso tudo é o acompanhamento de um profissional especializado, chamado hoje, Personal Gestante, que juntamente com o médico acompanharão a saúde e bem estar da gestante. Nenhuma mulher é igual à outra, muito menos uma gestação, por isso estes profissionais serão mais do que aliados, serão eles os responsáveis por toda a evolução deste programa.

Por isso convido vocês mamães e futuras mamães a conhecerem o programa feito sob medida para vocês chegarem lindas e muito bem dispostas na hora do parto, o Mamãe em Forma. Porque gerar uma vida é maravilhoso, incomparável e o fim de tudo isso só poderia ter este nome: dar a luz!!!

O programa Mamãe em Forma buscou o que há de melhor no Brasil para atender suas mamães, sendo um programa licenciado e usando a marca (selo) Mais Vida Gestantes. O método Mais Vida Gestantes foi idealizado pela professora Gizele Monteiro, que tem mestrado pela UNIFESP, estudando nesse período os efeitos do exercício na gravidez. Tem sido responsável por levar ao mercado o conceito do Personal Gestante e hoje o método já se encontra em várias capitais brasileiras e na Europa, sendo implantado em Portugal. Contato: carina.rosin@gmail.com

 

CineMaterna

A história é muito interessante: num grupo de discussão de mães, uma delas apaixonada com filmes confessou que sentia muita falta de ir ao cinema após o nascimento do primeiro filho. Após esta declaração, um grupo de 10 mães com seus recém-nascidos se organizaram e “invadiram” uma sessão de cinema, ação que chamaram de CineMaterna (o nome é ótimo!). Isto aconteceu em 2008 e depois do sucesso e de várias sessões, o evento ficou oficial e com apoio de uma rede de cinemas. O CineMaterna são sessões de cinema para mães (pais e acompanhantes) com seus bebês de até 18 meses, seguidas de bate-papo em local próximo. Lembrando que os filmes escolhidos são para adultos, e não de crianças!

Tudo é pensado para ficar mais acolhedor: o som é mais baixo que em sessões regulares, o ar condicionado é menos frio, há trocadores dentro da sala e um tapete EVA na primeira fila para acomodar as mamães e bebês que preferem ficar no chão. Até um organizado estacionamento de carrinhos de bebê tem!

Várias cidades do Brasil têm a sessão CineMaterna e a programação você pode ver aqui.

Quem por aqui já foi e tem experiência para compartilhar com a gente? 😉

Presentes para o Bebê

Buscando por um presente fofo e diferente para o bebê da amiga? Ou um novo item de decoração para o quarto do seu filho? Veja estas opções que você pode comprar online!

1. Girafa de crochet em algodão orgânico | 2. Carro de corrida azul e piloto com capacete vermelho, feito de crochet em algodão orgânico | 3. Pipa com rabiola de fita e um menininho na ponta para mensagens e fotos | 4. Casal de ratinhos, em caixa de charuto, com travesseiro, colchão e cobertor | 5. Arca de Noé com barco, uma rampa para o embarque dos animais, Noé e sua esposa, 8 pares de animais em caixa de madeira. Tudo da Maíra Preto.

Fotografando seus filhos

Por: Camilla Antunes

A fotografia ocupa um espaço enorme na minha vida. E essa história vem do berço. Minha mãe, mesmo com poucos recursos, sempre registrou todos os nossos momentos mais marcantes. Eu e minha irmã temos álbuns lindos da nossa infância. Cresci revendo esses álbuns. Sempre que não queria ver TV ou ler um livro, me deliciava vendo fotos. Até que os anos se passaram e quando me vi, estava largando a redação do jornal (eu já fui repórter um dia e por isso estou amando tanto reencontrar os textos neste querido blog) para me dedicar full time à fotografia.

O objetivo da coluna de hoje não é contar a minha história como fotógrafa. Mas sim reforçar a importância da fotografia na vida de todos nós e dar dicas de como podemos melhorar os nossos registros. Para isso, convidei a Beta Bernardo, fotógrafa de famílias aqui do Rio. A Beta teve uma iniciativa super interessante e útil. Ela montou o workshop “Fotografando seus filhos”, direcionados à pais que desejam melhorar o resultado das fotos com suas câmeras caseiras. A seguir, uma breve e informativa entrevista com a Beta.

Todos os pais amam fotografar seus pequenos. Eu acabei de comprovar isso. No primeiro mês fotografamos tudo, desde a chegada em casa ao primeiro jato de cocô na mamãe. Como podemos melhorar essas fotos?
* Observe a luz do ambiente. Prefira sempre aquele cantinho mais claro do cômodo. A luz natural sempre é mais bonita do que o flash.
*Fique sempre no mesmo nível dos olhos das crianças. Isso faz muita diferença no resultado das fotos. É preciso abaixar, deitar e subir. Mas não se acanhe em criar enquadramentos mais ousados, mesmo que você não esteja no mesmo nível da criança.
*Com os bebês, fique muito atento aos detalhes. Tê-los registrados arranca suspiros de qualquer um. Olhe com atenção seu bebê, contemple-o e a foto virá naturalmente, sairá dos seu coração, dos seus olhos diretamente pras lentes da câmera! 🙂
*Prestar atenção no fundo das fotos também é importante. Sempre que possível escolha uma locação que tenha um fundo interessante, colorido ou neutro, de acordo com a sua vontade, e ali posicione sua criança. Ela vai explorar o local e o fundo vai deixar de ser uma preocupação.
*Imprima as fotos de seus filhos!! Não faça seu HD de ábum de retratos!! Vale fazer um álbum artesanal, um fotolivro digital, renovar os porta retratos, presentear os amigos e a família!! Resgatar os álbuns de família é um desafio que temos que abraçar nos dias de hoje!

O equipamento utilizado faz muita diferença no resultado final? Como aproveitá-los melhor?
Equipamento faz diferença sim. Quanto melhor a classificação da câmera, melhor os sensores e a qualidade da imagem. No entanto, qualquer câmera pode proporcionar bons resultados. Se o seu motivo é atraente, a dificuldade técnica do equipamento não aparece. O mais importante é ler o manual. Com o manual conseguimos entender os recursos que temos e como usá-los a nosso favor. Neles estão o primeiro curso de fotografia de cada fotógrafo amador.

Qual a sua dica mais preciosa?
Amo fotografar a espontaneidade de quem é espontâneo por natureza!! Minha grande dica para uma foto gostosa de se ver é fotografar a espontaneidade da criança. Deixar seu filho ser ele mesmo é a maneira mais fiel de retratar a criança que você tem em casa! O fotógrafo é mais telespectador que diretor nessas horas. É preciso estar à disposição, ter paciência e sentir prazer em se deliciar com tal contemplação!! Xiii… contei meu segredo!

O Davi mal chegou e já tem muitas fotos. Como fotógrafos (sim, o Leandro compartilha comigo essa deliciosa profissão) tentamos sempre fotografar os diversos momentos dele. Aproveitamos cada cantinho da nossa casa e fotografamos os banhos, troca de fraldas, passeios, visitas, sonecas, carinhas. Em todos esses momentos buscamos a espontaneidade para que no futuro ele possa ver em imagens o quanto ele foi especial durante todas as fases do seu desenvolvimento. E isso é possível em qualquer família.

Camilla: Nesta foto aproveitei a luz natural que entrava pela janela do meu quarto, coloquei o Davi deitado na cômoda e tentei dar destaque ao adesivo que eu amo no meu quarto. Esse seria o único ângulo para aproveitar a árvore. E ficou lindo, não acham?

*beijo especial para a talentosa Beta Bernardo*

Festa de 1 ano da Sofia | Tema Branca de Neve

Sofia fez 1 aninho e ganhou uma festa linda com o tema Branca de Neve, decorada daquele jeito fofo que encanta adultos e crianças.  Sofia e seus pais usaram vestimentas tradicionais coreanas durante a benção do pastor, trocado por um lindo vestidinho de princesa para o tradicional parabéns. Tudo registrado por Ana Hiromi, porque esta data especial merece!

Fotos: Ana Hiromi | Decoração: Caraminholando Atelier de Festas | Doces: Soul Sweet