Alimentação da mamãe | Ferro

Por: Natália Vignoli

Como conversamos na semana passada, uma dieta que contenha alimentos fontes de ácido fólico e a sua suplementação são essenciais para o bom desenvolvimento fetal. Ainda visando aspectos que devemos levar em conta na nutrição da gestante, vamos falar um pouco da importância do ferro.

As funções mais importantes do ferro relacionam-se a formação de hemoglobina nas nossas células e transporte de oxigênio pelo nosso corpo, fazendo parte da respiração da mãe e do feto.

No início da gravidez, a falta da menstruação ajuda a mulher a alcançar com maior facilidade a necessidade do mineral, mas a partir da segunda metade da gestação esses valores são duplicados, uma vez isso que é necessário para formação de reserva de ferro no bebê e para repor reservas maternas. Assim como ácido fólico, vale iniciar a suplementação antes da concepção.

Ok, seu médico prescreveu a suplementação de ferro, mas como dar uma mãozinha e melhorar sua absorção?

O suplemento deve ser ingerido 30 minutos antes das refeições.

Adicione em seu cardápio, alimentos que favoreçam a absorção de ferro pelo organismo – alimentos ricos em vitamina C, por exemplo.

Mas como fazer isso? Seu almoço e/ou jantar podem ser acompanhados de 1 copo refrescante de suco de acerola ou uma fruta cítrica de sobremesa. Além disso, um suco feito com beterraba + suco de laranja + uvas passas é saboroso, docinho, nutritivo e com fontes de ferro, vitamina C e ácido fólico!

Evite alimentos fontes de cálcio nas principais refeições. Deixe o famoso cheese burguer para ocasiões especiais e quando for comer uma macarronada, não exagere no queijo ralado.

Faça o seguinte: café da manhã e lanches opte por leites e derivados, como por exemplo, fruta + pão + queijo + leite ou iogurte. No almoço e no jantar incorpore a tradição brasileira de arroz + feijão + carne + salada e legumes, com seu suco de frutas cítricas ou a própria fruta.

Reduza o teor de fitato nas refeições! Fitato é um composto presente em cereais e leguminosas, além de interferir na absorção de ferro, são eles os responsáveis pelo desconforto gástrico que algumas pessoas têm após o consumo de feijão, grão de bico, ervilha, lentilha e soja.

Para diminuir o teor desse composto nos feijões, basta deixá-los de molho por 12 horas, trocando sempre a água, ou então ferva o feijão por 10 minutos, despreze a água e cozinhe normalmente.

E os alimentos ricos em ferro? Carnes em geral, principalmente carne vermelha contém um tipo específico de ferro que absorvemos com mais facilidade. Folhas verde escuras são boas opções, assim como feijões, sementes de abóbora, uva passa, semente de girassol, beterraba, espinafre, tofu, alcachofra, batata assada com casca, abóbora cozida, aveia.

Alimentação da mamãe | ácido fólico

Por: Natália Vignoli

Durante a gestação o dito popular de que a mulher “deve comer por dois” não deve ser levado ao pé da letra, contudo nessa época da vida não é hora de perder peso e sim investir em uma alimentação rica em nutrientes, até porque o metabolismo basal da mulher aumenta em torno de 15% durante a gravidez.

Nas primeiras semanas gestacionais pode haver certa diminuição do apetite, contudo isso não permanece por muito tempo. A alimentação deve contemplar um cardápio mais rico nutricionalmente, priorizando a qualidade dos alimentos. Vale lembrar que é entre a 10ª e a 30ª semana gestacional, a época em que acontece a maior parte das reservas energéticas da mãe.

Algumas vitaminas e minerais são mais difíceis de terem sua recomendação alcançada, uma vez que tem suas necessidades aumentam em 50%, como é o caso do ácido fólico, ferro e iodo.

O ácido fólico é suplementado no início da gestação, prática que veio de estudos dos anos 80 que mostravam incidências de anomalias no sistema nervoso do feto, geralmente relacionados à deficiência de folato na dieta da mãe.

Pequenas atitudes como uma visita no seu médico assim que decidir aumentar a família pode evitar problemas futuros, já que muitas vezes mulheres em idade fértil já entram com suplementação de folato.

E como podemos adquirir o ácido fólico na nossa alimentação? Fígado é uma ótima fonte, mas sabemos que não é preferência nacional né! Então invista em lentilhas, feijão preto cozido, espinafre, grão de bico, macarrão cozido, semente de girassol, feijão branco, levedo de cerveja, beterraba, aspargos, vegetais verde-escuros, brócolis, leite, abacate, suco de laranja e cereais enriquecidos (vale lembrar que nossas farinhas são enriquecidas com ácido fólico)

Opções gostosas:

  • Sopinha de feijão com um pouco de limão espremido
  • Panqueca de espinafre com molho de tomate
  • Saladinha de folhas verdes escuras, grão de bico e salpicada com sementes de girassol
  • Vitamina de leite com abacate
  • Nos próximos posts falaremos sobre iodo e ferro!

    Dando uma forcinha para a amamentação

    Por: Natália G. Vignoli

    Você já assistiu a algum daqueles programas de partos reais que acontecem nos Estados Unidos ou na Inglaterra, exibidos por canais da TV paga? Reparou em um detalhe bem comum nesses programas? Logo após o nascimento o recém nascido já é colocado no colo da mãe, mas não para tirar fotos! Ele já vai mamar! Na verdade, esse comportamento acontece em qualquer mamífero, então porque teria de ser diferente entre os homens?

    Há uma explicação fisiológica bem simples para esse comportamento: logo que nasce, o bebê já é capaz de mamar, seu chamado “reflexo de busca” (busca pelo seio da mãe, ou seja, pela sua fonte de alimento) está no ponto máximo.

    No parto, após a retirada da placenta, alguns hormônios responsáveis por evitar que o leite “desça antes da hora” entram em queda, estimulando e liberando outros hormônios e receptores que permitirão que o leite flua sem dificuldades.

    Essa primeira amamentação logo após o nascimento favorece a liberação de certos receptores que enviam uma mensagem para o cérebro da mais nova mamãe, estimulando ainda mais a prolactina, hormônio responsável pela produção de leite.

    Além disso, a sucção de seu “filhote” nesse momento provoca no sistema nervoso da mulher um forte estimulo para liberação de ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite e pelo fortalecimento do vínculo mãe e filho.

    Ao favorecer a amamentação nos primeiros minutos de vida do recém nascido, fazemos com que esse sistema atinja seu pico máximo. Esse ato de amor e cuidado leva a um resultado que tende a ser mais positivo no que diz respeito a todo processo de aleitamento que se seguirá.