Principais queixas durante a gestação – parte 1

Por: Natália Vignoli

Que a gravidez não é doença, todo mundo sabe! Mas por motivos individuais, algumas mães acabam passando por esse período com algumas dificuldades bem chatinhas…

As mais comuns são os enjôos, mal estar matinal, vômitos, azia, constipação intestinal e flatulência, hoje falaremos das náuseas e afins!

Mal estar matinal, náuseas, vômitos e azia: geralmente acontece no início da gestação, lá pela 12ª semana e tende a diminuir com a progressão da gravidez. Fatores como ansiedade, nervosismo, hormônios e lentidão da digestão estão entre as suas principais razões.

O que fazer além de acalmar a futura mãe:

Invista em alimentos mais secos pela manhã, como pães, torradas, biscoitos e bolachas.

Fracione a refeição e diminua seu volume, sempre mastigando bem o alimento. Se necessário, deixe a consistência das refeições na forma de purês e carnes desfiadas, dão a sensação de “pesar menos” no estômago e ainda são nutritivos! Evite sopas e caldos, eles tendem a ter menor densidade energética, podendo comprometer o ganho de peso da mãe e do feto.

Evite líquido durante a refeição, espere 1 hora para tomá-los e evite preparações muito gordurosas, a digestão nessa época está mais lenta e a gordura pode piorar a sensação de plenitude e azia.

Fique distante das cozinhas nos momentos em que a alimentação está sendo preparada. O cheiro da comida pode causar náusea e vômitos.

Prefira que os alimentos estejam em temperatura morna e não muito quente!

Invista no gengibre! Ele é um grande aliado na digestão dos alimentos. Pode ser ralado ou como tempero dos alimentos. Na versão de chá prefira tomar nos intervalos das refeições!

Evite tomar leite puro para acalmar a azia. O mito de que leite melhora gastrite é mentira! 2 horas depois você pode acabar com uma azia bem pior!

Espere para deitar depois das grandes refeições e quando for tirar um cochilo, eleve a cabeceira da cama.

Deixe os líquidos, sucos e frutas com caldo para os lanches.

Mas lembre-se: se os sintomas não melhorarem, fale com o seu médico!

Ganho de Peso Insuficiente na Gestação

Por: Natália Vignoli

A gravidez não é momento de fazer regime e nem de comer por dois, três, quatro… A alimentação deve ser equilibrada e nutritiva, mas sem abrir mão do prazer!

Você sabia que os primeiros meses de vida do bebê são reflexos do estado nutricional da mãe durante a gestação? Por diversos motivos, como azia, mal estar matinal, enjôo e alterações hormonais, a mulher pode não conseguir ganhar o peso suficiente, influenciando no desenvolvimento do bebê.

O ganho de peso insuficiente pode levar ao nascimento do bebê com baixo peso, infertilidade, retardo no crescimento intrauterino e maior risco de mortalidade perinatal (geralmente da 28ª semana gestacional até o 7º dia de vida do bebê).

Para ajudar na ingestão de energia e nutrientes, orientamos algumas estratégias básicas, como:

Aumente o fracionamento e diminua volume da alimentação, ou seja: coma mais vezes ao dia, mas em menor quantidade. Tente fazer as 3 refeições principais e de 4 a 5 lanches, não é difícil:

Café da manhã – Lanche da manhã – Almoço – Lanche da tarde 1 – Lanche da tarde 2 – Jantar – Ceia.

Aumente a energia da refeição adicionando alimentos fontes de carboidratos complexos, como batata, mandioca, mandioquinha, milho, pão, arroz, purês, torradas, bolachas e bolinhos integrais. Evite o excesso de gordura, pois nessa fase a nossa vesícula trabalha mais devagar, refletindo lentidão da digestão de gordura, dando a sensação de que estamos estufadas por mais tempo.

Evitar líquidos durante a refeição: os líquidos, principalmente os gasosos, estufam e nos dão sensação de saciedade, ocupando o lugar de alimentos!

Evitar café, chás estimulantes (preto, verde), refrigerantes e achocolatados. Todos eles tendem a atrapalhar a absorção de importantes nutrientes como ferro e cálcio. Além disso, a cafeína consegue ultrapassar a placenta e, em excesso, altera a freqüência cardíaca e a respiração do feto! Invista nos sucos de frutas naturais e na água.

Quer uma dica de um dia alimentando-se bem?

Café da manhã: Pão + Queijo branco + Banana com aveia + Leite com café pingado.

Lanche da manhã: Bolachinhas integrais + suco de frutas.

Almoço: o tradicional almoço brasileiro é ótimo! Arroz + Feijão + Salada de folhas + Cenoura e abobrinha refogadas + Carne em cubos + Fruta cítrica.

Lanche da Tarde 1: Fruta ou Suco.

Lanche da tarde 2: Iogurte com Castanhas e Frutas Secas.

Jantar: Salada + Purê de batata + Coxa de frango + Escarola refogada.

Ceia: Leite ou iogurte.

Como Oferecer Novos Alimentos para a Criança

Por: Natália Vignoli

Todos nós temos um mecanismo natural chamado “neofobia”, que basicamente quer dizer “medo do novo”… É comum sermos mais cuidadosos em situações que são desconhecidas para nós, na verdade somos assim no nosso dia a dia, sem perceber. Quer um exemplo?

Você não entra no chuveiro sem antes colocar a mão para sentir a temperatura da água, certo? Ou quando está em um lugar com uma piscina, não pula com toda vontade sem ao menos saber se a água está gelada!

Os bebês têm esse instinto ainda mais aguçado, motivo pelo qual a introdução da alimentação complementar às vezes é difícil! É tudo novo para ele, cheiros, sabores, cores e formas. Algumas dicas vão ajudá-la a fazer seu filho ser “um bom garfo”!

Comece desde a lactação! Estudos mostram que as crianças que foram amamentadas exclusivamente e por mais tempo, aceitaram com mais facilidade novos alimentos. Isso porque o leite materno tende a ter sabor e aroma de alguns alimentos contidos na dieta da mãe, o que deixa o “padrão sensorial” do bebê “acostumado” a esses sabores. Esse mesmo estudo mostrou que a criança permanecia mais tempo no seio da mãe, mamando, quando ela consumia alho e baunilha. Em contrapartida, a mamada diminuía quando a mãe ingeria bebida alcoólica.

A criança precisa ser exposta, em média, de 8 a 10 vezes ao mesmo alimento para que seja aceito, portanto não desanime!

Deixe o seu filho tocar, cheirar, brincar e olhar o alimento. Esse “ritual” faz parte do reconhecimento.

Pratos coloridos são atrativos para tomo mundo! Então nada de monotonia de cores e nem de alimentos!

Em geral, os alimentos preferidos pela criança são os de sabor doce e com muitas calorias. Mas isso acontece porque esse sabor é inato do ser humano. É necessário que a criança passe pelo processo de aprendizagem para aceitar os demais sabores, como salgado!

Não force a criança a comer, evite qualquer tipo de punição e chantagem. Essas atitudes acabam criando uma relação negativa entre a criança e a comida. Da mesma maneira, não ofereça alimentos como recompensa e consolação.

A alimentação complementar no primeiro ano de vida deve ser oferecida sem rigidez de horário.

Parece bobagem, mas as crianças tendem a observar a reação e atitudes de seus pais, então evite fazer caras feias ou comentários negativos em relação ao alimento.

Por fim, a criança também tem um mecanismo chamado “auto-regulação energética”, ou seja, ela é capaz de ingerir a quantidade necessária de alimentos para o seu organismo. Quando insistimos para que o filho coma mais, acabamos interferindo nessa capacidade de regulação.

Se ficar insegura lembre-se: seu pediatra falou que o bebê está com crescimento adequado e esperado para o período? Então está tudo certo! Mas não confunda: medo do novo com saciedade! Respeite a fome da criança, mas apresente diversas vezes o mesmo alimento!

Alimentos Contraindicados no Primeiro Ano de Vida

Por: Natália Vignoli

O bebê começa a receber outros alimentos além do leite materno a partir dos 6 meses de vida. Eles são chamados alimentos complementares e devem ser introduzidos aos poucos na dieta, recomenda-se um por vez a cada 2 ou 3 dias, assim conseguimos acompanhar como é aceitação da criança em cada alimento.

No primeiro ano de vida, o Ministério da Saúde contra indica alguns alimentos. Quer saber quais são? Vamos lá!

Açúcar
Café
Embutidos (lingüiça, salame, mortadela, presunto)
Enlatados
Frituras
Refrigerantes
Balas
Salgadinho

Além desses alimentos, recomendamos evitar os que contêm nitratos, como espinafre, beterraba e embutidos. Os nitratos são compostos orgânicos que, no nosso organismo, podem sofrer certas reações que atrapalham a absorção de ferro ou ainda, podem se combinar com outros compostos resultando em substâncias carcinogênicas. Mas não se assuste, após o primeiro ano de vida, quando esses alimentos são consumidos com moderação (principalmente os embutidos), não tem o que temer!

É também recomendado evitar os alimentos que contêm mais agrotóxico, como tomate e morango. Se conseguir adquirir em sua forma orgânica, melhor, não precisam ser restritos! O mel, os enlatados e novamente, os embutidos, são alimentos com potente risco de contaminação, vale esperar para introduzir na dieta do bebê.

Por fim, mariscos, clara de ovo, tomate, amendoim e leite de vaca são potencialmente alergênicos. É recomendável oferecer outros alimentos para o bebê consumir nesse período, assim o seu organismo tem tempo de amadurecer!

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Alimentação da Mamãe | Selênio

Por: Natália Vignoli

Vamos voltar a falar um pouco sobre a nutrição da mamãe?! Como prometido hoje escolhi o Selênio, mineral bom para as solteiras, casadas, senhoras, jovens, futuras mães, mães e avós! 

O Selênio é basicamente um antioxidante, age minimizando o impacto de radicais livres advindos de agrotóxicos, poluição, cigarro, álcool e alimentos industrializados. Além disso, melhora nosso sistema imunológico, fortalece as unhas, o cabelo, melhora a textura da pele e, assim como o iodo, faz parte da produção e regulação de hormônios da tireóide.

A produção de radicais livres leva as gestantes a terem complicações como pré-eclampsia (famosa pressão alta nas grávidas), diabetes gestacional, náusea, vomito, parto pré maturo e baixo crescimento do feto.

Já que o Selênio é um ótimo guerreiro contra os compostos nocivos, alguns estudos sobre seu impacto durante a gravidez têm mostrado que com o consumo de alimentos fontes, há uma boa contribuição para evitar os problemas decorrentes do excesso de radicais livres, além de melhorar a imunidade, geralmente mais baixa nas mamães.

Depois do parto, as defesas voltam ao normal podendo causar problemas na tireóide. O selênio, quando consumido adequadamente, ajuda a controlar o balanço de hormônios e anticorpos tireoidianos, evitando problemas futuros pós gestação e lactação.

Se você gosta da famosa Castanha do Pará, sorte sua! Ela é a nossa principal fonte! Alimentos marinhos, carnes e aves também são considerados fontes do mineral. Mas vá com calma, geralmente 2 castanhas do Pará fornecem a quantidade suficiente de Selênio! Compartilho com vocês duas receitas ótimas:

Tortinha energizante de frutas secas e castanha | versão light **Por Cynthia Antonaccio

Ingredientes:

– 1 pacote de biscoito tipo aveia e mel triturados em forma de farofa (200g)

– 4 colheres de sopa de margarina light gelada

– 1 xícara de chá de damasco seco picado

– 1 xícara de chá de castanha do pará picada

– ½ xícara de chá de uva passa preta sem caroço

– ½ xícara de chá de uva passa branca sem caroço

– ½ lata de leite condensado desnatado

– 1/3 xícara de água filtrada.

Modo de fazer: misture a farofa de biscoito e a margarina com as pontas dos dedos até formar uma massa homogenia. Forre o fundo e as laterais de 12 fominhas pequenas (tipo forminha para tortinha individual). Leve para o forno pré aquecido a 180ºC por 10 minutos. À parte, misture as frutas secas, castanhas e coloque sobre a massa assada. Dilua o leite condensado desnatado na água e regue o recheio. Volte ao forno por mais 10 minutos. Rende: 12 porções

Versão para dias de festa, para dividir e comemorar!

**Minha versão para datas especiais, ou como nossa contribuição para a sobremesa da ceia de Natal! Data em que as frutas secas e castanhas estão em alta!

Ingredientes:

– 2 xícaras de chá de damasco seco

– 4 colheres de sopa de açúcar

– 1 copo de água

– 1 pacote de biscoito tipo aveia e mel triturados em forma de farofa (200g)

– 4 colheres de sopa de manteiga

– 1 xícara de chá de castanha do pará picada

– ½ xícara de chá de uva passa preta sem caroço

– ½ xícara de chá de uva passa branca sem caroço

– 1/2 lata de leite condensado

– 1/3 xícara de água filtrada.

Modo de fazer:

Faça uma geléia de damasco: coloque os damascos, a água e o açúcar em uma panela e deixe cozinhar em fogo baixo até os damascos ficarem bem macios. Processe tudo e reserve.

Misture a farofa de biscoito e a margarina com as pontas dos dedos até formar uma massa homogenia. Forre o fundo e as laterais de 12 fominhas pequenas (tipo forminha para tortinha individual). Leve para o forno pré aquecido a 180ºC por 10 minutos.

À parte, misture as frutas secas, castanhas. Nesse momento, a geléia de damasco já deve estar fria, no ponto passa espalhar sobre a massa da torta, por cima da geléia coloque a mistura das frutas secas e castanha. Dilua o leite condensado desnatado na água e regue o recheio. Volte ao forno por mais 10 minutos. Rende: 12 porções

Papinha Orgânica

Por: Natália Vignoli

Por que a papinha e alimentação orgânica são valorizadas?

O consumo de alimentos orgânicos, ao contrário do que muita gente pensa, não é um capricho de pessoas neuróticas pelo bem estar! Seu conceito vai muito além de alimentos sem agrotóxicos!

Quando um alimento é realmente orgânico e segue todos os critérios de produção para isso, ele contribui para sua saúde, para saúde do planeta, para economia local e para a sustentabilidade.

Para ser considerado orgânico, o processo produtivo envolve toda a cadeia agrícola e comercial desse alimento, empregando o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, minimizando a dependência na utilização de energia não renovável e respeitando a integridade cultural das comunidades rurais.

A agricultura orgânica tem como alguns de seus objetivos:

Produção e oferta de produtos sem contaminantes intencionais.

Preservação e reposição da diversidade biológica.

Incrementar e manter a atividade biológica do solo, promovendo uso saudável dos recursos naturais (reduzindo ao mínimo as formas de contaminação e mantendo o solo de cultivo mais nutritivo).

Reciclar resíduos de origem orgânica com base em recursos renováveis, evitando o desperdício!

Em relação aos animais destinados ao consumo, observar a legislação empregando diretrizes de cuidados e respeito para com o tratamento dos mesmos!

OK, já temos motivos mais do que suficientes para aderir aos alimentos orgânicos, mas ainda há motivos extras!!

Os alimentos de cultivo tradicional são muitas vezes maiores e com mais água do que os orgânicos, mas podemos dizer que a proporção de nutrientes nesse caso, é inversa! Os orgânicos, por conter menos resíduos de agrotóxicos, fertilizantes sintéticos, hormônios, drogas veterinárias, aditivos químicos e substâncias radioativas, além de seguirem os critérios descritos acima, têm sim menor tamanho, mas com mais vitaminas, minerais e sabor do que os alimentos de cultivo tradicional.

Atualmente vale sim investir nas papinhas orgânicas, mas sempre procure pelo selo que certifique a integridade do produto! Quer uma opção ainda mais atrativa? Você mesma pode fazer a papinha orgânica do seu filho!

No início, além do leite materno, sugerimos de 100g a 200g de papinha três vezes ao dia dos 6 aos 12 meses. Nela devemos colocar uma fonte de cereal ou tubérculo (arroz, milho, trigo, batata, inhame ou mandioca), uma fonte de proteína (carnes ou feijões, lentilha ou ervilhas) e uma ou duas hortaliças (verduras e legumes). Também, você deve colocar um pouco de óleo no preparo do alimento, assim ajuda na absorção de algumas vitaminas! Mais adiante abordaremos a alimentação a partir dos 6 meses, aprofundando e discutindo mais sobre nutrientes e como oferecer o alimento!

Antes de terminar, tenho uma última dica importante: Quando for às compras, nos pontos de venda procure pelos alimentos orgânicos que, quando passíveis de contaminação por contato (como hortaliças ou qualquer produto sem embalagem, por exemplo), devem estar separados dos demais em uma área exclusiva que indique que são orgânicos.

Estou amamentando corretamente?

Por: Natália Vignoli

Essa é uma preocupação normal entre as mamães! Principalmente as de primeira viagem! Ok, já desmistificamos todas as simpatias e maneiras alternativas de amamentar, mas também é importante saber se estamos fazendo tudo certinho!

Existem diferentes posições que você e o seu filhão podem usar no momento da amamentação e o mais interessante é que em todas elas temos os mesmos passos e sinais que identificam se está tudo bem! Vamos lá:

Deixe que o seu bebê crie anticorpos em outra ocasião, já comece lavando bem as mãos, antebraços e unhas. Se possível, as unhas devem estar curtas!

Antes e após as mamadas lubrifique a região mamilo-areolar com o próprio leite. Não é necessário o uso de cremes e bucha nesta região, basta passar o próprio leite e tomar sol, simples assim!

No início pode ser que você tenha que “apresentar as mamas” ao bebê, para isso basta apoiá-las nas mãos em forma de C, encoste o mamilo no canto esquerdo ou direito dos lábios do seu filho e vá o direcionando para frente, assim você ajuda a instigar seu reflexo de busca e o ajuda na pega correta.

Comece a amamentação por uma das mamas. Se o bebê conseguiu mamar todo o leite, ótimo passe para a outra mama, caso contrário, na mamada seguinte comece pelo mesmo seio da mamada anterior e depois mude o seio.

Sinais que o bebê apresenta quando a pega está correta:
– Boca bem aberta e cobre quase toda região mamilo-areolar.
– Lábios virados para fora.
– Nariz e queixo tocam a mama.
– Bochecha arredondada.
– Se abaixar o lábio inferior do bebê, é possível ver a língua, que está posicionada na gengiva, abaixo do seio da mãe, fixada e sem ruídos.
– As sucções são longas, coordenadas com a deglutição e respiração.
– Sem dor e sem barulho.

E como saber se ele está bem posicionado?

– Todo o corpo do bebê fica junto a mãe e o rosto fica de frente para a mama
– Quadril segurado com firmeza, nádegas apoiadas na mão da mãe e a cabeça apoiada no braço.
– Seu filho fica aconchegado em você e lhe abraça.
– Cabeça e coluna alinhadas e retas.

Bem, seu bebê já passou dos 6 meses? Já imagino a loucura que deva ser olhar as estantes e prateleiras dos supermercados e, além das inúmeras opções de papinhas para você escolher, agora temos as orgânicas!

E ai, qual é melhor? Ou melhor: o que é uma papinha orgânica? Conversamos no próximo post!

Mitos e Crenças sobre a Amamentação

Por: Natália Vignoli

Assim que a mulher engravida, todos da família, amigos e até mesmo desconhecidos querem palpitar e ajudar. Dão dicas, falam de suas experiências e compartilham crenças sobre a amamentação e o que fazer para ajudar a futura mamãe durante esse período. A mulher acaba se sentindo pressionada e, de certa forma, preocupada em ser capaz de passar por essa etapa sem maiores complicações.

É a amiga que fala que o leite secou porque caiu no chão, é a tia que diz ter escutado que cerveja preta ajuda “o leite a descer”, é a sogra que alerta a mulher sobre o leite ser fraco e até a mãe que sugere um chazinho para hidratar o recém-nascido. A “recém-nascida” mãe mal colocou os pés na sua casa e já está com a cabeça cheia de preocupações, sem saber por qual dica começar para dar conta do recado… Calma! Vamos conversar um pouco sobre essas “crendices” que escutamos por ai!

Crença 1: “O leite materno é tão ralo… ele é fraco! Não sustenta o bebê”!

Veredicto: MENTIRA!

Essa crença é uma das principais causas da introdução de fórmulas e alimentos não indicados para o período. Isso geralmente acontece porque leite materno é comparado ao de vaca e, principalmente o colostro, é mais transparente mesmo!

Mas isso não quer dizer que o leite materno seja mais fraco do que o leite de vaca. O leite de vaca é ótimo para o bezerro, da mesma forma que o leite humano é perfeito para o bebê!

Nenhum outro alimento natural ou industrializado é capaz de oferecer todos os nutrientes e anticorpos que o leite materno possui, tampouco é capaz de proteger a criança contra tantas doenças futuras. Portanto mãe vá em frente e acredite no que você tem!

Crença 2: O leite materno não mata a sede do bebê.

Veredicto: Mentira!

O leite materno contém toda a água que uma criança necessita, mesmo se ela residir em locais de clima quente, até porque maior parte desse alimento é composto de água!

Apenas quando a criança é alimentada por fórmulas é que há necessidade da ingestão de água, caso contrário, ela não precisa de mais nada além do leite da mãe! Pelo menos até os 6 meses de vida.

Crença 3: Para aumentar a quantidade de leite, a mulher deve tomar cerveja preta.

Veredicto: Mentira!

Muitas vezes as mulheres são incentivadas a beber cerveja e, de fato, alguns estudos mostram que a cerveja estimula a ejeção de leite. Contudo, o responsável para que isso aconteça não é o álcool, mas o açúcar da cevada, presente também na cerveja sem álcool, mas essa história de cerveja e leite ainda não foi comprovada! E olha mamãe, a bebida também pode levar a um chamado “efeito rebote”, ou seja, inibe a produção de leite.

Outros estudos mostram que os bebês acabam por diminuir as mamadas quando suas mães consomem cerveja… a razão? O sabor de álcool que acabava ficando no leite!

Por último é importante ressaltar que o consumo de álcool é prejudicial tanto durante a gestação quanto na amamentação, podendo levar a problemas no transporte de oxigênio pelo cordão umbilical, problemas no cérebro, nascimento precoce, aborto espontâneo, alteração de sono e problemas no desenvolvimento motor.

Crença 4: As mães com seios pequenos não terão muito leite.

Veredicto: MENTIRA

Como conversamos no primeiro post que escrevi, a produção e ejeção do leite depende de fatores hormonais e emocionais, aos quais conseguimos dar um empurrãozinho através de estratégias como a amamentação do recém-nascido na primeira hora de vida. Agora, tamanho de seio não tem nada a ver com quantidade e capacidade de produção de leite!

Outras crenças que devemos esquecer:

– O leite da mãe não seca se cair no chão (apenas devemos secar o chão com um pano se o leite cair nele!)

– A amamentação não é uma prática herdada, ou seja, se a sua mãe não conseguiu ou não pode amamentar, não que dizer que acontecerá o mesmo com você.

– O bebê não consegue pegar o peito… Na verdade precisamos saber como facilitar, no momento do aleitamento, a posição correta da mãe e identificar a pega correta do bebê. No próximo post abordaremos exclusivamente esse assunto, já que saber como amamentar é super importante!

Alimentação da mamãe | Iodo

Por: Natália Vignoli

Antes de mudar de assunto, vamos falar um pouco de mais um mineral importante para as gestantes: O iodo! Não, não é aquele iodo que usamos em feridas, de cor vermelha e que mancha tudo!! Continua sendo o iodo, mas esse está presente nos alimentos e nos fornece muitos benefícios!

O iodo participa ativamente da síntese e regulação do hormônio Tiroxina (o famoso T4 – hormônio de regulação da função da nossa tiróide). Ok, mas o que isso tem a ver com o bebê? Bem, o seu desenvolvimento cerebral, tanto no comecinho da gestação quanto após seu nascimento é influenciado diretamente pela tiroxina, que por sua vez é feita a partir do iodo!!!

Quando o iodo está presente na alimentação de maneira adequada, previne problemas como surdez, mudez, estrabismo, cretinismo e até mesmo aborto!

As principais fontes de iodo são alimentos de origem marinha, sal iodado, leite e ovos! Mas tem um detalhe importante: a deficiência de Selênio (mineral que vamos falar em posts futuros) influência na queda do iodo! Portanto invista na cominação iodo+selênio.

**Segue uma receitinha para te ajudar até a nossa conversa sobre o Selênio:

Filé de Salmão com Crosta de Castanha do Pará ao Molho de Pesto Cítrico

Ingredientes:

Salmão:

– 2 filés de salmão

– Pitada de sal e pimenta

– 1 fio de azeite

– 1 folha de louro

Modo de fazer: tempere os filés com os ingredientes e deixe marinar. Vá fazendo a crosta e o molho de Pesto Cítrico enquanto isso!

*Dica: rasgue um pedacinho da folha de louro, assim ela libera mais sabor e aroma!

Crosta de Castanha do Pará:

– ½ xícara de chá de castanha do Pará triturada (não deixe virar farinha, o ideal é que fique em pedaços pequenos)

– ¼ xícara de chá de farelo de aveia ou trigo integral

– 1 colher de sobremesa de azeite

– 1 ovo batido para pincelar

Modo de fazer: misture a castanha com o farelo e o azeite.

Montagem: na parte de cima dos filés de salmão, pincele um pouco do ovo e jogue a mistura de castanha e farelo (ou misture meio ovo batido com a castanha e o farelo. Leve para assar em fogo médio por aproximadamente 15 minutos.

Agora prepare o molho de Pesto Cítrico!

Pesto Cítrico:

1 limão

1 colher de sobremesa de azeite

1 dente de alho amassado

½ xícara de chá de folhas de manjericão

½ xícara de chá de salsinha

1 pitada de pimenta, nós moscada e sal

Modo de fazer: Bata tudo no liquidificador ou processador até ficar um liquido quase uniforme. Reserve.

Montagem: no prato, coloque um pouco do molho, por cima o filé de salmão e jogue mais um pouco do pesto cítrico por cima.

Sirva com arroz integral ou batatas e raminhos de brócolis.

Foto: Fernanda Floret