Armazenamento de Células-Tronco do Cordão Umbilical
Para as grávidas: o médico de vocês já conversou sobre o armazenamento de células-tronco? Este é um assunto importante para ser conversado antes do parto. Hoje em dia já existe a possibilidade de armazenar o sangue do cordão umbilical do bebê, como se fosse um seguro biológico, e assim poder usar no futuro suas próprias células-tronco em caso de necessidade por alguma eventual doença relacionada ao sangue, como leucemia. Veja abaixo as principais dúvidas:
O que são as células-troco?
São células que possuem a capacidade de gerar diversos tipos de células e renegerar diversos tecidos do corpo humano, curando assim diversas doenças. Células-troco são encontradas na medula óssea e no sangue do cordão umbilical. Nos recém-nascidos, as células-troco são encontradas no sangue que fica no cordão umbilical e na placenta, e são uma fonte de células-troco sadias. Resumindo: até poucos anos atrás, se uma pessoas precise de transplante de medula para curar alguma doença e não tivesse um doador familiar, precisaria recorrer ao banco de medulas, e as chances são sempre muito pequenas de se achar um doador compatível. Hoje existem os bancos de sangue de cordão umbilical, para atender os pacientes que precisam de transplante de medula óssea.
Para que servem?
As células-troco do sangue do cordão umbilical são utilizadas no tratamento de doenças da medula óssea. Hoje já são 79 doenças tratáveis, como a leucemia, e as pesquisam continuam.
Quais são as vantagens das células-troco do cordão umbilical?
São células mais jovens comparando com as células da medula óssea e portanto ainda não sofreram qualquer exposição a vírus, bactérias, radiação, meio ambiente. Isso garante uma eficiência terapêutica. Além de poderem ser usadas pelo próprio doador, também existe uma probabilidade de 25% de compatibilidade entre irmãos de mesmo pai e mãe, mãe, pai e primos. Esta é uma porcentagem bem alta se você comprar com a chance de 0,000001% de se encontrar compatibilidade num banco público.
Como é feita a coleta das células-tronco do sangue do cordão umbilical?
É uma coleta rápida, simples e indolor para mãe e bebê. O sangue é coletado após o cordão umbilical ser cortado e a placenta expelida.
Por quanto tempo as células-tronco podem ficar armazenadas?
Até o momento, a mais antiga amostra de célula-tronco de sangue de cordão umbilical descongelada e usada com sucesso tinha 20 anos. Mas a expectativa é que durem muito mais anos, os estudos continuam.
Qual a diferença entre doar o sangue do cordão umbilical para um banco público versus um banco privado?
Doando para um banco público, será uma doação anônima e poderá ser usada por qualquer pessoa. A doação para banco público é gratuita. Doando para um banco privado, somente a família tem acesso a usar as células-tronco, é como ter um seguro biológico seu. A doação para bancos privados é paga.
Quanto custa o armazenamento de células-tronco num banco privado?
O custo da coleta do sangue do cordão umbilical, congelamento e armazenamento tem um valor entre R$3000,00 e R$5000,00. Há também uma anuidade entre R$500,00 e R$800,00 pelos custos de manutenção. Valores pesquisados em Março de 2012, sujeitos a alteração e variação dependendo da empresa contratada.
Informações da empresa de banco de coleta e armazenamento de céluas-tronco do cordão umbilical CordVida. Outras empresas são a BCU Brasil, Inca, Cryopraxis.
Sugiro ler o blog da geneticista Dra. Mayana Zatz na veja online. Ela é defensora de banco públicos e explica o porque no blog.
Sugiro ler também a Nota Técnica Conjunta n.° 001/2010/GGSTO/ANVISA
Eu ia dizer exatamente o que os comentários anteriores disseram. Trabalho com isso, e é importantíssimo orientar os pais que não há 100% de garantias de preservar a saúde dos filhos com métodos como este. Uma doação pública é mais benéfica, visto que pode ajudar inúmeras pessoas, similar a doação de medula. Claro que cabe a cada um decidir isso, mas cabe se informar mto bem antes.
Nao Sei como funciona ai no Brasil, mas aqui nos eua é altamete recmendado a doação do cordão. Primeiro porque tem estudos que apontam que mais da metade dos cordões guardados em bancos privados são perdidos pelo tempo de armazenamento. A maioria desses cordões nao contem quantidade de células (sangue) necessárias para nenhum tratamento. Segundo porque o material doado terá utilização rápida (sem perda de material) pra quem precisa urgência, e o doador tem sua garantia. Se ele algum dia precisar ele vão buscar algum doador compatível. Entao, ninguem sai perdendo. É uma Pratica comum entre os americanos e ao meu ver, muito justo. De novo, nao sei como funciona o banco de doação no BR. Eu Pesquisei os dois lados da moeda e pra mim doar foi a melhor opção.
Oi gente,
Sobre isso, acredito que todas devemos nos informar bastante, e ter opiniões dos dois lados para tomarmos uma decisão consciente!
A doação é uma boa opção sim, mas caso seu bebê precise ele deve entrar na fila de espera como qualquer outra pessoa, já no banco privado não! A disponibilidade para ele é imediata e 100% compatível. Tem um custo, mas para quem pode pagar vale a pena!
Outra questão é, nos bancos públicos, as mamães e oes bebês devem voltar para fazerem novos exames 6 meses apos o parto, muitas não voltam e o material é descartado. E, no Brasil só temos bancos públicos no Rio, INCA e em SP, no Eistein! Sério, no Eistein!
Aqui em BH, onde terei meu bebê, nao tenho esta opção, por isso pesquisei e vou coletar num banco privado, que a Fê até mencionou: no BCU Brasil!
Eles vieram até minha casa,me apresentaram tudo, foram bem francos sobre todas as reais possibilidades de tratamento, tiraram todas minhas dúvidas e foram super agradáveis!
Adorei e recomendo!!!
Estou com 7 meses, e esta semana mesmo me ligaram perguntando como eu estava e como estava o Matheus! Um tratamento sem igual!
Por isso, mamães de BH, não deixem pelo menos de se informarem sobre isso, que é sim um seguro a mais pro futuro dos nossos filhos. Com o avanço da medicina não vou deixar essa oportunidade passar!
Fê! Parabéns por esta informação! adoro esse blog!
bjos!!
Interessante o texto. Pesquisando mais sobre o assunto, encontrei este outro artigo que me pareceu bastante esclarecedor: http://www.anaesposito.com.br/cordao_umbilical.aspx