Gravidez | Tainá Frota

Foi uma feliz coincidência: quinta feira passada publiquei o post da nossa querida Tainá Frota. No mesmo dia nasceu a primeira filha, Stella, com 3,485kg e 50cm. Hoje Stella completa uma semana de vida e desejamos muito amor e saúde.  E para homenagear a mamãe, publicamos agora seu lindo ensaio de gravidez fotografado pela Fernanda Petelinkar. Tainá, que esta estrada da vida seja cheia de doses de felicidade e amor todos os dias! ♥

Fotos: Fernanda Petelinkar

A Primeira Foto do Felipe

A Dani Picoral é fotógrafa e amiga. E escreveu este texto lindo sobre o nascimento do Felipe, o primeiro filho. A primeira foto, não só aquela que saí da câmera fotógrafica mas também aquela que fica na nossa memória e coração.

mamãe nunca vai esquecer
a primeira vez que te viu
mamãe nunca vai esquecer
a primeira vez que te ouviu

Todo final de tarde, quando Felipe está mamando após o banho, canto para ele. Só que minhas músicas foram todas improvisadas,  inventadas para ele, do jeito que eu já fazia no chuveiro quando estava grávida. Minhas rimas não são lá grande coisa e as melodias às vezes são de músicas existentes, mas ele parece gostar… As palavras acima surgiram uma tarde em que eu olhava ele mamar e chorava de emoção (e cansaço!) lembrando do momento do parto (a gente chora muito nas primeiras semanas!).

Durante toda minha gravidez planejei um parto normal. Quando chegou a 36ª semana de gestação, passei a ver meu médico semanalmente. A barriga crescia muito ainda, Felipe já era um bebê bem grande (ele nasceu com 4kg e 52cm). As semanas foram passando e nada do menino encaixar, nada de dilatação, nada de contração. Chegou a 40ª e o médico recomendou uma cesariana.

Confesso que fiquei um pouco decepcionada. Durante os nove meses de gestação vamos imaginando muitas coisas —  como vai ser nossa vida depois que o bebê nascer, como é a carinha dele, como vai ser ver todas aquelas roupinhas ganharem vida no corpinho do nosso filhote — e o momento do nascimento do nosso querido filho faz parte desse imaginário. Claro que eu já tinha muitas fantasias. E muitos medos, é claro. Partir para o bisturi não era de forma alguma o meu desejo mas ao mesmo tempo eu não queria arriscar esperar mais tempo e tentar induzir um parto normal só para depois ter que fazer uma cirurgia de emergência (conheço algumas histórias assim). Fundamental é confiar no médico e dar prioridade para o bem-estar do bebê. Eu confiava bastante no meu e em seus 37 anos de experiência.

E lá fui eu com um tremendo frio na barriga para a sala de cirurgia — eu e o meu medo de bisturi. A preparação foi um tanto quanto atordoante, a equipe se apresentando, a anestesista me explicando como seria a anestesia, o Dr. Pedro vibrando (ele é o médico mais animado que já conheci na vida, ama demais o que faz), todos muito simpáticos e atenciosos, um clima muito tranquilo entre eles… mas cadê o Gui? Alguém diz “vamos começar” e eu “cadê o Gui?”. Eu não conseguia ver a porta, ele já estava ali, pronto para entrar.

E então foi tudo muito bonito. De um jeito que eu não poderia ter imaginado. Guilherme, nervoso,  segurando minha mão com a mão direita e a câmera com a mão esquerda, eu olhando nos olhos dele, apertando forte a sua mão mas ao mesmo tempo dizendo “fica calmo para fotografar!”. Expectativa. Não sei o que ouvi primeiro, o barulhinho da câmera – meu velho conhecido – ou o chorinho do meu filhote. Ele veio direto para o meu lado e parou de chorar assim que ficou perto de mim e sentiu meu cheiro. Eu olhava intensamente pro seu rostinho, procurando gravar cada detalhe. Fotografar com os olhos.

Como fotógrafa eu sei o quão maravilhoso é conseguir guardar em imagens momentos especiais e às vezes sinto falta de não conseguir fotografar o que estou vivendo. Dessa vez não me incomodei porque o momento foi tão rápido mas tão intenso que eu o gravei na memória de um jeito que eu acho que não vou mesmo esquecer. O corpinho dele — cordão umbilical pendurado — sendo trazido até mim, a boquinha parando de chorar ao chegar perto do meu rosto, cada detalhe daquele rostinho melecado. Porém teria sido uma tristeza não ter em fotos coisas que eu não poderia ter mesmo visto, como o maravilhamento do meu próprio rosto ao vivenciar esse momento que acabo de descrever. Saber que todas essas imagens lindas são o olhar de um pai emocionado só as torna mais preciosas ainda.

Envie sua história real, foto, nome da mamãe, papai e filhote para real@vestidademae.com.br

A entrada da criança na escola

Por: Thatiane Kaufman

“… E todo mundo quer
E todo mundo quer saber
De onde vem
Pra onde vai
Como é que entra
Como é que sai
Por que é que sobe
Por que é que cai
Pois todo mundo quer…”
(Trecho da música Toda criança quer – Péricles Cavalcanti)

A entrada na escola é um momento muito importante na vida de uma criança e sua família. É como se fosse, metaforicamente falando, um novo nascimento!  É tão importante que todo mundo quer saber a resposta para a pergunta: Como escolher a escola para meu filho?

De antemão posso garantir que não existe uma escola ideal, mas muitas escolas ideais. Cada família deve buscar aquela que corresponda às suas expectativas.  E como saber se correspondem às minhas expectativas? Bom, este é um longo caminho a ser percorrido. Vejamos:

1. Conhecer os princípios que norteiam a prática pedagógica e como eles funcionam no dia a dia.

Muitos já devem ter ouvido falar em diferentes concepções de escola, denominadas como: “tradicional”, “construtivista”, “montessoriana” ou “waldorf”.

Neste post não vou falar de cada uma delas, pois acredito que, mais que teorizar sobre as diferentes abordagens, esta seria uma pesquisa complementar para quem tem interesse em se aprofundar no assunto. O importante é olhar para a escola em questão com olhos limpos, sem rótulos ou predeterminações.

2. Observar o que nesta escola vai ao encontro do que você acredita.

Para conferir, um dos primeiros passos é agendar uma visita presencial e/ou uma entrevista com a coordenadora.

Na ocasião é muito importante observar o funcionamento da escola como um todo, por exemplo: suas regras e diretrizes, espaço físico, rotina, organização do espaço, a relação dos pais com a escola,  a proposta curricular e de que forma se dão as aprendizagens, entre outros.

3. Buscar informações sobre a escola através de outras fontes.

Ouvir indicações de amigos pode ser uma das referências, mas com certeza não deve ser a única. Pode ser que uma escola considerada ótima para uma família não cause a mesma impressão para outra. O importante é haver “um bom casamento” entre escola e família, pois ambas devem ser parceiras. Para isso deve haver uma linguagem comum na casa e na escola; que elas compartilhem valores e princípios semelhantes. Por exemplo: não adianta procurar uma escola que priorize o contato com artes plásticas e não gostar que a criança volte para casa com o uniforme sujo de tinta. Ou optar por uma escola que trabalhe com educação nutricional e querer levar lanche de casa.

Embora os pais façam a escolha da escola com a intenção de ser uma escolha para vida toda, é importante que deixem aí um “canal aberto” para futuras reflexões e questionamentos. Às vezes uma escola pode ser mais adequada para uma etapa ou um contexto da vida daquela família, e depois ser outra. Os pais devem se permitir reavaliar e repensar a escola escolhida sempre que acharem necessário.

O importante é observar seu filho: ver qual a relação dele com a escola, se está aproveitando e se desenvolvendo. Se você está satisfeito com a escola também. E se sentir necessidade, lembrar da possibilidade de uma mudança.  Se isto de fato for feito, não significa que a escolha anterior foi equivocada. Significa que ela fez sentido em um determinado momento e que os pais estão atentos e abertos a mudanças.

Por fim, para ter certeza se esta escola é a ideal para seu filho e sua família, você deve se fazer a pergunta: O que é prioridade para mim? Será que é uma escola com período integral porque você trabalha o dia todo? Será que para você prioridade é ter língua estrangeira desde pequeno?  Ou você prioriza o espaço, a relação da infância com o brincar, o contato com a natureza? Ou ainda uma escola que trabalhe com educação inclusiva, pois você julga importante o contato com a diversidade?

Pense, reflita, questione. Você deve ter em mente o que essa escola pode ofecerer ao seu filho, que tipo de pessoas essa escola está disposta a formar. Na própria visita você vai notar se há essa afinidade de pensamento e, ao meu ver, isso é o mais importante. São somente as suas respostas que poderão lhe dizer qual é, de fato, a escola ideal para seu filho.

Thatiane Kaufman é psicóloga e pedagoga e trabalha em educação há mais de dez anos.  Atualmente atua como professora e acompanhante pedagógico na Escola Viva. e-mail de contato: thatykaufman@yahoo.com.br

A Experiência da Amamentação

Por: Camilla Antunes

Sempre tive dúvidas se conseguiria amamentar. Sou da geração Nestlé, em que a amamentação era pouco incentivada e as mamadeiras eram insanamente engrossadas com maizena. Também tenho seios pequenos, o que me dava a impressão de que não conseguiria armazenar a quantidade suficiente para alimentar uma criança. No entanto, descobri que muito do que pensava era mito e que a determinação é o principal pré-requisito da amamentação. E eu queria muito viver essa experiência.

O parto normal seria o melhor método para facilitar a produção de leite. Nele, a placenta já está pronta para o nascimento do bebê e os hormônios, equilibrados, facilitam a descida do leite. Já na cesárea marcada, esse processo não ocorre. Quase sempre a placenta não está pronta, os hormônios não entendem o que está acontecendo e a produção inicial do leite fica prejudicada. Infelizmente, o parto normal era uma possibilidade distante. Logo, descartei a cesária marcada.

Procurei uma maneira de amenizar os efeitos negativos que a cirurgia poderia trazer. Insisti com meu médico que não queria marcar a cesária. Fiz uma série de exercícios direcionados para facilitar o trabalho de parto na minha ginástica para gestante (coincidência ou não, todas as vezes que fazia esses exercícios sentia contrações mais fortes). Também conversei com o pediatra e combinamos que ele colocaria o Davi para mamar ainda na sala de parto. Essa medida também facilita a descida do leite e proporciona a emoção de ter seu filho tão pertinho de você logo após deixar o calorzinho da barriga da mamãe.

Por último, chamei uma consultora em amamamentação no dia seguinte ao nascimento do Davi. Esse serviço deveria ser oferecido por todos os hospitais mas infelizmente não é bem assim que funciona. A Fabiola Costa, que também é doula, foi fundamental no período inicial do aleitamento. Ela corrigiu a pega do Davi, examinou as mamas e me deu toda segurança e apoio necessários para continuar no meu propósito. Sem falar nas dezenas de dicas por telefone nos meus primeiros dias de mãe.

No mais, procurei manter uma dieta balanceada e bebi muita, mas muita água. A água é o combustível fundamental para o aleitamento. Estabeleci uma meta de beber no mínimo seis litros por dia, principalmente enquanto estava amamentando. Aqui a família pode ajudar bastante. Era só o Davi começar a mamar que o Leandro, meu marido, vinha com os copos de água.

Hoje, o Davi já vai fazer dois meses e nunca precisou tomar nenhum complemento. As perninhas estão começando a ficar rechonchudas e em todas as visitas ao pediatra só recebemos elogios. É a certeza de que todo esforço valeu muito à pena.

(qualquer dia a gente fala sobre os esforços para amamentar. Com a amamentação, confirmei o velho e sábio ditado: ser mãe é padecer no paraíso)

Aos pais, com carinho

Por: Tainá Frota

Uma das inúmeras razões que torna nós mães privilegiadas em relação aos pais é o fato de gerar o bebê dentro da gente. É uma das partes mais lindas e divertidas. Não a toa 99% de nós morre ou morrerá de saudade da barriga depois do parto. Através dela, vamos nos preparando para as mudanças que vêm e entramos em contato direto com o bebê desde o início. É disso que a maioria dos pais têm mais inveja confessa. Meu marido diz que por mais que sejam pais participativos na gestação, nada se compara ao contato da mãe com o bebê nesse período. Durante a minha gestação, isso ficou mais claro quando ele sentiu nossa filha mexer pela primeira vez. Ele virou para mim e disse: – Nossa, amor! É o milagre da vida!. Nunca vou esquecer os olhos dele  brilhando e a total honestidade desse depoimento. Logo depois disso, tive o super prazer de receber um texto de um amigo que recentemente se tornou pai e que mora na França. Acho que ele resumiu muito bem o desejo desses pais de participarem o quanto antes da vida dos filhos.

Louise, por Daniel Cariello*

Quero que você cresça logo pra você dar seus primeiros passos e poder andar de mãos dadas comigo na rua, você se esticando toda e eu me abaixando, até você ficar cansada e abrir os bracinhos pra mim, pedindo colo sem precisar dizer uma só palavra.

Quero que você cresça logo pra gente passear no parque, fazer piquenique, montar na gangorra, girar no roda-roda até ficar tonto e sair tropeçando, bater um pique-pega, construir castelo de areia, destruir castelo de areia, subir no escorregador pela parte de descer, esquecer o baldinho e a pazinha num canto, voltar mais tarde pra procurá-los e aproveitar pra brincar um pouquinho mais, e à noite eu te contar mais uma história pra você dormir e depois deixar a luz do corredor acesa, pois você tem medo dos monstros.

Quero que você cresça logo pra te levar com a sua mãe pro cinema e ler pra você as legendas em voz alta, atrapalhando todo mundo ao lado, inclusive a sua mãe, enquanto a gente ataca um balde de pipoca com muita manteiga, deixando mais da metade cair no chão, e depois sair da sessão com a barriga doendo de tanto rir daquele filme bobo, procurar uma barraquinha de cachorro-quente e devorá-lo andando na rua, a gente nem se importando que o molho escorra e meleque as nossas camisas.

Quero que você cresça logo pra te ensinar a tabuada do 7, a conjugação do verbo cavalgar no pretérito mais que perfeito, a história dos Beatles, a localização do planeta Júpiter e a importância de comer alface.

Quero que você cresça logo pra gente ir à praia fazer mais uma etapa do campeonato mundial de jacarés, seguida do famoso concurso de quem come mais picolés de côco e, ao voltar pra casa, realizar a tão esperada finalíssima do torneio de video game, com todas as suas amigas pulando freneticamente e gritando mais alto do que uma turbina de avião.

Quero que você cresça logo pra eu me fingir de malvado para todos aqueles garotos da rua que querem te namorar porque você é uma linda mocinha, assim como se fingiam de malvado os pais das meninas por quem fui apaixonado, mas que depois se revelavam pessoas bacanas e até me convidavam pra ficar pro lanche.

Quero que você cresça logo pra ficar emocionado, num misto de alegria e nostalgia, quando você for embora de casa para morar em um apartamento do tamanho de uma caixa de ovos e achar isso o máximo, super orgulhosa da sua total independência, até o dia em que a pia do banheiro começa a vazar às 3 da manhã e você se lembra de ligar pro velho pai e pedir aquela forcinha na bricolagem de emergência do cano furado.

Quero que você cresça logo para um dia você descobrir que não existe felicidade maior do que ter seus próprios filhos e vê-los crescer, mudar e evoluir, e nesse dia é bem provável que eu seja um avô dos mais deslumbrados.

Pensando bem, quero mesmo é que você cresça bem devagar, pra eu poder aproveitar muito desses e de tantos outros tantos momentos ao seu lado, minha filha Louise.

*Daniel Cariello é pai da Louise, redator e autor do blog http://cheriaparis.blogspot.com/.

Descoberta dos Trigêmeos

A Talita me escreveu contando a história real dela em Janeiro. Alguns dias depois houve uma mudança no percurso da história, e internada no hospital ela enviou a continuação. Eu, que já estou completamente apegada, estou aqui enviando todas as energias positivas. Muito amor para Talita, que disse: “Vou compartilhar com você e suas leitoras a nossa história para que o medo não prevaleça quando descobrirem uma gestação, principalmente se for mais delicada.”

Meu nome é Talita e tenho 30 anos. Após meu casamento em 11 de Junho de 2009, meu marido e eu decidimos que 2011 seria o ano de encomendarmos um herdeiro. Fizemos uma viagem ao Chile e logo em seguida eu deixei de tomar remédio. Conversamos com o meu médico e ele disse que gravidez planejada é simples: finda-se o uso do contraceptivo e inicia-se o uso de polivitamínicos (Ácido Fólico).

Todos os amigos e familiares diziam que iria, no mínimo, uns seis meses até eu engravidar por conta do tempo que usei contraceptivo, mas quando temos a certeza de que é Deus quem toma conta desse propósito não demorou dois meses para eu engravidar. Foi fazer tabelinha e na primeira tentativa do período fértil: BINGO!
Nunca fiquei tão feliz em ter um atraso na menstruação, rs! Resultado positivo nas mãos, retornamos ao médico. O primeiro ultrassom e junto a explosão de amor, carinho, esperança e medo: trigêmeos!! “Como assim, doutor, três bebês?”, eu perguntei. E eu chorei o primeiro ultrassom inteirinho enquanto meu marido não falava nada e não tirava os olhos do monitor. A primeira meia hora não conseguimos assimilar a novidade, mas depois foi uma explosão de alegria, orgulho, satisfação e agradecimentos à Deus pela benção concedida. A família ficou sem acreditar, até verem o ultrassom impresso e gravado. E a partir daí estamos vivendo em plena felicidade.


Um desafio foi achar opções de carrinho de passeio para trigêmeos, pois não é muito comum no Brasil e é preciso importar, não há fabricação por aqui. Depois de muitas pesquisas e conversas com mamães de gêmeos, chegamos a conclusão que o melhor seria comprar o enxoval de acessórios nos EUA. Porém, mesmo assim foram dois carrinhos: um unitário e um de gêmeos.

A parte mais difícil mesmo até agora, quinto mês de gestação, é esperar pelas consultas médicas e os exames de ultrassom para descobrirmos os sexos dos bebês, ver como eles estão se desenvolvendo, imaginar como serão seus rostinhos e suas vidas quando estiverem fora da barriga. Mas o mais gostoso é pensar nos detalhes: enfeite de porta de maternidade, qual maternidade eles irão nascer, lembrancinhas aos amigos e parentes que forem visitá-los, as cores das roupinhas, decoração do quarto. E senti-los mexendo e crescendo dentro da barriga… momentos de plena emoção!!

Diante de todos os medos, a ansiedade e o “não saber como será daqui em diante” só temos uma certeza: é muito bom esperar pelos trigêmeos, pois em nossa vida tudo é dádiva de Deus e estamos muito felizes em termos o privilégio de enfrentarmos juntos d’Ele esses novos desafios que apareceram em nossas vidas.

Porém, algumas complicações e imprevistos podem acontecer. Uma gestação trigemelar é mais sensível e delicada, a pressão que os bebês provocam no útero pode gerar um trabalho de parto prematuro e uma internação com acompanhamento médico até o final da gestação. No meu caso, com quase 22 semanas de gestação (5 meses) entrei em trabalho de parto prematuro, os bebês eram grandinhos para o período gestacional.

Após algumas horas no centro cirúrgico, dois bebês nasceram: Pietra e Valentina… mas a parte mais dolorosa ainda estava por vir. Durante o percurso de casa até o hospital em trabalho de parto e com dilatação total, a primeira bebê permaneceu encaixada no canal vaginal e não houve oxigenação necessária para que ela sobrevivesse até receber todos os cuidados necessários ao nascer. Quase uma hora depois nasceu a Valentina e foi possível receber todos os primeiros cuidados. O terceiro bebê permaneceu no útero após uma intervenção cirúrgica que costurou o colo do útero e com o uso de medicamentos para inibir as contrações e eu não permanecer em trabalho de parto.

Mas com menos de 24 semanas os órgãos internos dos bebês não estão todos formados e resistentes, sendo os pulmões o mais importante nesse momento. Então, por conta de uma prematuridade extrema a Valentina não resistiu e após uma parada cardiorrespiratória tornou-se um anjo e retornou para próxima de Deus e da irmãzinha Pietra.

O terceiro bebê é um menino: Thomas!! Estou internada em unidade semi-intensiva para acompanhamento do seu desenvolvimento e, ao completar 24 semanas, iniciaremos o uso da injeções para acelerar a maturidade dos pulmões dele e caso ele resolva nascer prematuro tenha mais chances que suas irmãzinhas.

É triste frustrar as nossas expectativas por conta de imprevistos que a vida nos faz passar. Mas a fé em Deus e a confiança em nossa capacidade de superar esses desafios nos fazem ter a força necessária para continuar nessa jornada.

Mamães, todos os enjôos, as noites sem dormir, as dores no crescimento da barriga, o nariz entupido que parece não desentupir nunca, as fomes repentinas, os desejos e vontades, os quilinhos há mais… tudo isso vale à pena, pois a recompensa depois não tem valor material nenhum nesse mundo que pague. E olhe que eu já digo pela experiência de gerar três de uma só vez, rs.

Um beijo dos papais de primeira viagem, Talita e Rafael.

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Festa Fazendinha

As fotos do aniversário de 2 anos da Marianinha são tão alegres que simplesmente dá vontade de pular para dentro das fotos e ser feliz junto com esta criançada! A mamãe da Marianinha gosta mesmo é de ver suas pequenas livres, com os pés descalços, brincando por esse mundão. Por essa razão escolheu fazer a festa numa fazenda com muitas atividades para os pequenos e contato com os bichos. Paredes rústicas, brinquedos antigos, fogo a lenha e uma mesa de aniversário com muitos bichos, frutas e legumes de pelúcia foram o cenário perfeito para este dia feliz, tudo registrado pela fotógrafa Tata Carvalho.

Fotos: Tata Carvalho | Local da Festa: Cia dos Bichos