Papinha Orgânica

Por: Natália Vignoli

Por que a papinha e alimentação orgânica são valorizadas?

O consumo de alimentos orgânicos, ao contrário do que muita gente pensa, não é um capricho de pessoas neuróticas pelo bem estar! Seu conceito vai muito além de alimentos sem agrotóxicos!

Quando um alimento é realmente orgânico e segue todos os critérios de produção para isso, ele contribui para sua saúde, para saúde do planeta, para economia local e para a sustentabilidade.

Para ser considerado orgânico, o processo produtivo envolve toda a cadeia agrícola e comercial desse alimento, empregando o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, minimizando a dependência na utilização de energia não renovável e respeitando a integridade cultural das comunidades rurais.

A agricultura orgânica tem como alguns de seus objetivos:

Produção e oferta de produtos sem contaminantes intencionais.

Preservação e reposição da diversidade biológica.

Incrementar e manter a atividade biológica do solo, promovendo uso saudável dos recursos naturais (reduzindo ao mínimo as formas de contaminação e mantendo o solo de cultivo mais nutritivo).

Reciclar resíduos de origem orgânica com base em recursos renováveis, evitando o desperdício!

Em relação aos animais destinados ao consumo, observar a legislação empregando diretrizes de cuidados e respeito para com o tratamento dos mesmos!

OK, já temos motivos mais do que suficientes para aderir aos alimentos orgânicos, mas ainda há motivos extras!!

Os alimentos de cultivo tradicional são muitas vezes maiores e com mais água do que os orgânicos, mas podemos dizer que a proporção de nutrientes nesse caso, é inversa! Os orgânicos, por conter menos resíduos de agrotóxicos, fertilizantes sintéticos, hormônios, drogas veterinárias, aditivos químicos e substâncias radioativas, além de seguirem os critérios descritos acima, têm sim menor tamanho, mas com mais vitaminas, minerais e sabor do que os alimentos de cultivo tradicional.

Atualmente vale sim investir nas papinhas orgânicas, mas sempre procure pelo selo que certifique a integridade do produto! Quer uma opção ainda mais atrativa? Você mesma pode fazer a papinha orgânica do seu filho!

No início, além do leite materno, sugerimos de 100g a 200g de papinha três vezes ao dia dos 6 aos 12 meses. Nela devemos colocar uma fonte de cereal ou tubérculo (arroz, milho, trigo, batata, inhame ou mandioca), uma fonte de proteína (carnes ou feijões, lentilha ou ervilhas) e uma ou duas hortaliças (verduras e legumes). Também, você deve colocar um pouco de óleo no preparo do alimento, assim ajuda na absorção de algumas vitaminas! Mais adiante abordaremos a alimentação a partir dos 6 meses, aprofundando e discutindo mais sobre nutrientes e como oferecer o alimento!

Antes de terminar, tenho uma última dica importante: Quando for às compras, nos pontos de venda procure pelos alimentos orgânicos que, quando passíveis de contaminação por contato (como hortaliças ou qualquer produto sem embalagem, por exemplo), devem estar separados dos demais em uma área exclusiva que indique que são orgânicos.

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