Aprendizagem Musical | Como e porque os bebês evoluem com aulas de música

Você sabia que aulas de música são super recomendadas para bebês, inclusive para aqueles que sequer começaram a falar? O bebê pode ingressar em atividades do tipo quando tem ainda meses. Segundo especialistas no assunto, quanto mais cedo, melhor. “Sugerimos que o bebê inicie a partir dos três meses. Assim, ele já tomou todas as vacinas. A primeira infância é uma fase determinante para a formação em música, pois nesse período a criança está em um processo intenso de aprendizado”, declara a músico-educadora Aline Romeiro, da Baby Arts, escola com um programa de educação musical para crianças de 0 a 6 anos.
BENEFÍCIOS
Os exercícios musicais fornecem estímulos capazes de aprimorar diferentes áreas, entre elas os sistemas motor e auditivo, a noção de ritmo, a memória e a sociabilização dos pequenos. “A aula contribui para um desenvolvimento integral. Ao participar de uma cantiga de roda, por exemplo, a criança está desenvolvendo vários aspectos ao mesmo tempo: motricidade, concentração, autoconfiança, respeito ao próximo, além de senso rítmico e tonal. Tudo isso através da música!”, conta Aline. Além de funcionar como um meio para tais desenvolvimentos citados, as experiências têm papel determinante na forma como a criança será capaz de entender, apreciar e exercitar a música no futuro, quando chegar à idade adulta.

MÚSICA NA PRIMEIRA INFÂNCIA
De acordo com o músico, professor e crítico norte-americano Edwin E. Gordon – um dos mais renomados pesquisadores dedicado ao estudo da Psicologia e da Pedagogia da Música – a primeira infância é o melhor momento para envolver-se com a música, ele defende que as experiências dessa fase têm impacto profundo e essencial na vida da pessoa. Por isso, as crianças devem ser expostas a uma grande variedade de estímulos musicais. Segundo Gordon, bebês aprendem música da mesma foram que aprendem a linguagem. Após ouvir sons durante meses, começam a balbuciar. Depois, compreendem o código da linguagem, passam a imitar palavras e, logo, criam frases de forma independente. O mesmo acontece com a música.

MÉTODOS
Toda a orientação musical deve ter natureza informal até o 5o ano, de acordo com a teoria de Edwin E. Gordon. Pais e professores não devem impor, esperar ou cobrar habilidades das crianças, em termos musicais. Nessa fase, o pequeno deve ser exposto a sua cultura e encorajado a absorvê-la. “Nas aulas, cantamos cantigas (com ou sem letra), tocamos e fazemos conjuntos de instrumentos musicais, escutamos e dançamos com gravações, criamos histórias cantadas. São diversas atividades lúdicas, baseada em repertórios temáticos, que mudam periodicamente ao longo do ano, como Música Clássica, Jazz, Musical Oriental, MPB, Rock, entre outros”, declara a professora.

Ela destaca, ainda, a profunda defasagem do cenário brasileiro em termos de trabalho com a música na primeira infância, se comparado com os países europeus. “No Brasil, ainda estamos começando a entender e valorizar a primeira infância como um momento de intensa aprendizagem. Tivemos experiências trabalhando com bebês na Itália e em Portugal e ficamos impressionados ao ver como esse trabalho de música na primeira infância é tão sério lá, com excelentes profissionais trabalhando com bebês. Infelizmente, o que acontece aqui é o contrário: das poucas atividades do tipo oferecidas, a maioria não passa de entretenimento feito por pessoas com pouca ou nenhuma qualificação, ocupando (e desperdiçando) o tempo dos bebês para que os pais possam fazer outra coisa. Na nossa escola, queremos justamente que os pais participem de cada etapa do desenvolvimento da criança e percebam como eles são importantes neste processo.”, conclui.

Relações profissionais

Baby Arts: www.babyarts.com.br/web/

Alameda dos Tupiniquins, 988 – Moema – São Paulo-SP
Tel. 11 4508-5041

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