Aulas de natação para bebês e crianças

A prática da natação traz inúmeros benefícios. Ao listar alguns deles, os profissionais destacam a melhora da coordenação motora, do equilíbrio, da agilidade e da força; o aumento da resistência cardiorrespiratória; o estímulo do apetite; a prevenção de doenças respiratórias; o fortalecimento do pulmão e do coração, e o desenvolvimento das habilidades psicomotoras, da sociabilidade e da autoconfiança. Além da parte física, a prática do esporte também relaxa a mente e ativa a memória, já que estimula a oxigenação do cérebro.

Médicos e educadores físicos concordam: para nadar, praticamente não existe restrição de idade. O esporte, que pode ser praticado do primeiro ano de vida até a terceira idade, é apontado como o mais completo, por ser capaz de mexer com toda a musculatura do corpo e englobar atividade aeróbica, tonificação e alongamento. Muitas vezes, ele pode inclusive exceder o caráter recreativo e esportivo para ser usado com fins terapêuticos, na recuperação de atrofias musculares ou no tratamento de problemas respiratórios, por exemplo. E, como a água amortiza os impactos dos movimentos físicos, o risco de lesões durante a atividade é praticamente nulo.

No caso dos bebês, os pediatras recomendam esperar até os seis meses para as primeiras aventuras na piscina. Antes disso, o pequeno é mais frágil e corre mais riscos, como, por exemplo, de ter inflamações nos ouvidos. Após o sexto mês, o bebê já tomou a segunda dose da maioria das vacinas (ou seja, tem mais imunidade), consegue receber mais informações e tem a capacidade de movimentação do corpo mais desenvolvida. O meio aquoso proporciona movimentos tridimensionais, ou seja, o pequeno pode movimentar-se com liberdade, sem sentir o peso real do corpo, o que torna o exercício de braços e pernas muito mais fácil. É claro que os mergulhos e mesmo a prática de estilos só acontecem mais adiante, mas, a partir dos seis meses, o bebê já pode começar a familiarizar-se com a piscina, que é, inclusive, um ótimo ambiente para a recreação. Nos dois primeiros anos, nadar significa praticamente movimentar autonomamente braços e pernas, o que por si só já é um grande estímulo, capaz de desenvolver o lado psicomotor e a musculatura.

Existem diversas escolas especializadas na natação para bebês e para crianças. No início, as aulas costumam ter duração de cerca de trinta minutos e acontecem de duas a três vezes por semana. Na maioria dos casos, os pais acompanham os pequenos dentro da piscina Recomenda-se atenção à temperatura da água, geralmente os bebês ficam confortáveis para a prática da natação recreativa quando a temperatura da água fica entre 26 e 30 graus. Conforme as crianças crescem, atingindo três ou quatro anos de idade, a duração das aulas aumenta e é introduzido pouco a pouco o ensino dos estilos, como borboleta, crawl e costas. Competições recreativas são recomendadas a partir do 8o ano de idade e treinamentos mais intensos devem começar a partir dos 13 anos, quando o praticante tem mais maturidade e condições físicas e psicológicas.

 

Confira abaixo as orientações da Associação Americana de Pediatria para a prática da natação:

– As crianças geralmente não estão prontas para aulas formais de natação até o seu quarto aniversário.

– Aulas de natação para bebês e crianças pequenas não devem ser promovidas como uma forma de diminuir o risco de afogamento.

– Os pais não devem se sentir seguros de que seu filho está seguro na água ou a salvo de afogamento após a participação em tais programas.

– Sempre que bebês e crianças pequenas estão na água ou perto dela, um adulto deve estar à distância de um braço, proporcionando supervisão próxima.

– Todos os programas aquáticos devem incluir informações sobre as limitações cognitivas e motoras de crianças e bebês, os riscos inerentes à água, as estratégias de prevenção de afogamento e o papel dos adultos na supervisão e no controle da segurança das crianças em torno da água.

– Hipotermia, intoxicação por água e doenças transmissíveis podem ser prevenidas, seguindo as orientações médicas existentes, e não excluem bebês e crianças de participar de programas de experiência aquática, que são necessários.

– Os pediatras devem apoiar o registro de dados sobre afogamento, fomentando pesquisas de prevenção e legislação destinada a reduzir o risco de afogamento para crianças pequenas em torno da água.

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