Dando uma forcinha para a amamentação

Por: Natália G. Vignoli

Você já assistiu a algum daqueles programas de partos reais que acontecem nos Estados Unidos ou na Inglaterra, exibidos por canais da TV paga? Reparou em um detalhe bem comum nesses programas? Logo após o nascimento o recém nascido já é colocado no colo da mãe, mas não para tirar fotos! Ele já vai mamar! Na verdade, esse comportamento acontece em qualquer mamífero, então porque teria de ser diferente entre os homens?

Há uma explicação fisiológica bem simples para esse comportamento: logo que nasce, o bebê já é capaz de mamar, seu chamado “reflexo de busca” (busca pelo seio da mãe, ou seja, pela sua fonte de alimento) está no ponto máximo.

No parto, após a retirada da placenta, alguns hormônios responsáveis por evitar que o leite “desça antes da hora” entram em queda, estimulando e liberando outros hormônios e receptores que permitirão que o leite flua sem dificuldades.

Essa primeira amamentação logo após o nascimento favorece a liberação de certos receptores que enviam uma mensagem para o cérebro da mais nova mamãe, estimulando ainda mais a prolactina, hormônio responsável pela produção de leite.

Além disso, a sucção de seu “filhote” nesse momento provoca no sistema nervoso da mulher um forte estimulo para liberação de ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite e pelo fortalecimento do vínculo mãe e filho.

Ao favorecer a amamentação nos primeiros minutos de vida do recém nascido, fazemos com que esse sistema atinja seu pico máximo. Esse ato de amor e cuidado leva a um resultado que tende a ser mais positivo no que diz respeito a todo processo de aleitamento que se seguirá.

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