Mioma uterino: tudo o que você precisa saber!

Por Dra. Camila Takase

Também conhecido como fibroma, o mioma é um tumor benigno originado do crescimento da própria musculatura uterina. É bastante frequente na população feminina, podendo ser encontrado em cerca de 35% das mulheres em idade fértil.

Na raça negra é cerca de 3 vezes mais frequente, atinge tamanhos maiores e costuma aparecer em pacientes mais jovens.

Geralmente o mioma não provoca infertilidade! Na maioria dos casos a paciente com mioma engravida espontaneamente e a gestação evolui sem intercorrências, mas isso depende da localização do mioma.

Entre todas as causas de infertilidade, acredita-se que apenas 4% estão relacionados à presença do mioma, principalmente quando ele está localizado na camada interna do útero (mioma submucoso).

Ainda não se sabe ao certo o que provoca o aparecimento do mioma mas sabemos que o seu crescimento está relacionado ao aumento dos níveis de hormônios femininos, por isso durante a gravidez temos um crescimento dos miomas e na menopausa, uma regressão.

O mioma submucoso é o menos frequente, porém o que mais ocasiona sintomas como sangramentos abundantes e infertilidade. Como está localizado na camada interna do útero, pode atrapalhar a implantação do embrião ou bloquear a passagem dos espermatozoides quando está próximo às trompas.

O mioma intramural é o mais frequente e o que mais cresce de tamanho. Fica localizado na camada muscular do útero e pode provocar cólicas menstruais intensas além de sangramento menstrual aumentado.

Quando o mioma está localizado na parte externa do útero é denominado subseroso. Geralmente não provoca sintomas, exceto quando cresce demais e comprime outros órgãosm como intestino ou bexiga, ocasionando fortes dores abdominais.

Diagnóstico

Cerca de 50% das mulheres com miomas não sentem nada e tem o diagnóstico feito através de exames de rotina como a ultrassonografia pélvica. Entre os sintomas mais frequente podemos citar as cólicas menstruais, sangramento excessivo e irregular, além de sensação de “peso” em região pélvica ou aumento do volume abdominal.

Tratamento

Serve para amenizar os sintomas. Como o mioma é um tumor benigno, se a paciente estiver assintomática, o tratamento não é necessário. Basta um controle semestral ou mesmo anual de seu crescimento com ultrassonografia pélvica.

Nos casos mais leves, são utilizados suplementos de ferro (corrigir a anemia), anticoncepcionais, anti-inflamatórios, anti-fibrinolíticos (diminuem o fluxo menstrual) e medicamentos analgésicos (melhora das cólicas).

Quando não há melhora com o tratamento clínico, nos casos de infertlidade ou quando o mioma cresce muito rapidamente, sua retirada (miomectomia) pode ser necessária e em alguns casos mais graves, quando a paciente já tem filhos, pode-se realizar a retirada do útero inteiro (histerectomia).

Sempre devemos levar em consideração o número e tamanho dos miomas, gravidade dos sintomas, idade e planos futuros da paciente (deseja ou não ter filhos) para decidir pelo melhor tratamento.

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