A culpa e a tranquilidade na gravidez
Mãe já nasce com um pouco de “culpa”. Estou no meu sexto mês de gravidez e fico pensando se estou me alimentando suficientemente bem, se estou descansando o suficiente, se estou estressando o bebê, se estou bebendo água o suficiente (isto sei que não estou ainda!), se o bebê está bem formado… Enfim, se, se e se…
Mas se por um lado todas estas questões rondam minha cabeça, por outro lado meu coração está tranquilo. Não sou daquelas grávidas que só pensam e só conversam sobre gravidez e maternidade 24h por dia. Gravidez pode ser a melhor coisa na vida da mulher, mas não é a única e não sei fazer uma coisa só, rs! Tenho meus 3 trabalhos (os 2 blogs e meu outro trabalho em horário comercial = 3 equipes e estratégias para gerenciar), a reforma no apartamento novo (isso sim gerando stress!), a casa para cuidar, outros projetos, marido, família… Enfim, não dá para ficar lendo livro sobre gravidez e passando hidradante no corpo o dia inteiro.
As pessoas falam “aproveite essa fase da barriga porque depois que nasce dá saudades”. Mas afinal, que raios querem que eu faça para aproveitar essa fase da barriga? rs! Querem é colocar mais pressão em cima das grávidas, rs!
Para mim, aproveitar cada fase é levar tudo com leveza. Não tenho tempo de ficar contando histórias para meu bebê na barriga e colocando música para ele ouvir. E não me sinto nem um pouco culpada com isso! Também não estou me preparando fazendo mil cursos e lendo mil livros sobre o assunto. Eu acredito no instinto materno, em que vou saber o que fazer quando precisar – ou se não souber, ligo pra mãe, para o médico, para a melhor amiga e pronto. Tudo dá certo no final.
Recebo os e-mails de tópicos criados na comunidade do BabyCenter, no meu caso, o grupo das mães de Março de 2015. Desculpa a sinceridade, mas pelo assuntos que são abertos lá, é tanta insegurança, medo, gente querendo comparar a opinião de médicos, enfim… Sinto que falta nas pessoas mais confiança em si mesma! Confiança no próprio médico, no bebê, na situação. Eu pelo menos me sinto assim – totalmente alheia aos certos e errados instalados nos grupos da internet, totalmente confiando no meu médico e em mim.
Aproveitar a “fase do bebê na barriga” para mim é isso, viver um dia após o outro, fazendo tudo o que costumava fazendo antes, apenas num ritmo mais devagar e com uma dose extra de amor.
Oi Fe! Tenha certeza absoluta que nosso instinto de mãe nos obriga a fazer sempre o melhor! Agora com a minha terceira gravidez, eu “super experiente” me faço as mesmas perguntas, principalmente quanto ao ritmo de trabalho que é intenso (como fazer?). Mas olho meus 2 meninos já criados, felizes e totalmente adaptados a rotina maluca dos pais e tenho certeza que a Micaela vai se inserir tranquilamente nesse contexto, vai vir para completar assim como o seu pequeno também! Grande beijo!!!
Nossa Fernanda! Concordo 100% com vc! Desde que engravidei, 90% dos assuntos das pessoas que vem falar comigo estão relacionados à gravidez…tipo, várias “dicas”, sugestões, do que eu tenho que fazer e não fazer.. É tanta gente dando pitacos …Não quero virar aquele tipo de mãe que só tem um único assunto.Bem, estou curtindo essa fase com muita serenidade! 😉
Adorei o seu depoimento fer. Na minha primeira gravidez minha barriga demorou muito para aparecer (7 meses) e eu escutei todos os comentários mais absurdos que possa imaginar. É pressão o tempo todo! Até para ter barriga. Rsrs.
Também não conseguia cantar, conversar com a barriga e as vezes me achava péssima por não estar achando a gravidez tããooo legal. Tive medo do novo, mas nunca estive tão serena (eu que sou super ansiosa, consegui manter a tranquilidade até no parto) e sabe aqueles comentários de que você nunca mais vai dormir? Que não da nem tempo de tomar banho? É muito exagero! Não sei se foi eu que fiquei muito anestesiada ou se a minha filha era muito calma… Mas conseguia tomar meus banhos demorados, tirar o pijama e de quebra ainda fazia o jantar do meu marido. O sono também voltou depois de um tempo, mas nunca me incomodou precisar acordar para amamenta-la. Gostei tanto que estou grávida de novo ( minha filha tem 1 ano e 5 meses) de 20 semanas e adivinha? A pressão para a barriga aparecer já começou! Hahaha
Beijos
Oi Fe! Casei em 2010 e você me acompanhou através do vestida de noiva. E agora o vestida de mãe me fazendo companhia durante a minha gestação. É uma delícia ler seus relatos. A gente tem que ter leveza mesmo nessa fase, não pirar com a multidão de conselhos e dicas. Acima de tudo acreditar no instinto e contar com o amor e cuidado da família nesse momento que é uma delícia.
Tive quase o mesmo pensamento que vc durante a gravidez. E eu sempre trabalhei muito, então não conversava muito com a barriga. Mas diferentemente, apesar de amar meu pequeno hoje com 3 meses, eu não gostei de estar grávida. Costumava dizer que eu seria a mulher mais feliz do mundo com meu filho nos braços e meu corpo de volta. E realmente eu sou. Em termos de leitura, li a sinopse de vários livros e escolhi apenas 1 pra ler, e pra minha sorte, amei (Crianças francesas não fazem manha). Eu recomendo ler pelo menos com bastante atenção o capítulo sobre o sono. E acredito muitíssimo na intuição, é o que mais me ajuda como mãe.
Bruna, eu estou lendo este livro e amando cada página, me identifico muito com o livro!!
Oi Fernanda,
Muita calma nessa hora! Risos. Tive meu bebê em junho/2014, e sempre me falavam para eu curtir a barriga e que iria sentir falta. Me sentia a grávida mais linda do mundo, com a barriga mais linda do mundo, não vi o meu nariz virar uma coxinha, meus braços continuaram fininhos…. mas juro para você, nunca tive essa tal saudade da barriga!!!! A cada dia vivo momentos diferentes e experimento sensações diferentes com a evolução do meu filho, então acho que cada fase é única, e cada fase é uma dádiva de Deus. Não leve a sério tudo que você lê e nem tudo que te falam, não existe receita de bolo para ser perfeita, cada pessoa tem necessidades diferentes e Deus te deu esse bebê porque você seria a mãe perfeita para ele, assim como você já é!!! Relaxa, viva essa fase com leveza, que ser mãe as vezes, mas só as vezes, é padecer no paraíso, o restante do tempo é estar bem feliz no paraíso!!! Beijo.
fernanda , vc ja viu o documentario “O Renascimento do Parto” ? nao deixe de assistir. recomendo!!
OI Anna, já vi sim. Beijos
Fernanda, quando me casei li seu blog inteiro, literalmente todas as páginas e atualmente grávida estou lendo este também…
Concordo plenamente com você, levar as coisas com mais leveza, estou em uma fase que muitas amigas estão gestantes também e outras são mães recentes e percebo justamente esta pressão!!!
Minha barriga despontou desde o primeiro mês e todos me tratam como se eu fosse um ET, percebo também disputas do tipo meu médico faz melhor, receita melhor, enfim tudo relacionado a gravidez é uma pressão desde consulta, enxoval, parto… Por isso decidi não quero formulas prontas, quero esperar meu filho nascer e deixar que o amor que nos une fale mais alto…
Decidi ignorar se o medico de fulana disse que tal suplemento é o melhor do mundo, se o medico de beltrana diz que parto normal é melhor, não quero neuroses, quero viver da forma que for possível, sem me condenar, afinal ser mãe é errar tentando acertar, portanto, farei aquilo que considero melhor desde e caso não seja infelizmente fiz aquilo que me coração mandou!!!
Olá Fernanda! Estou adorando seu blog. Digo que ele está me tranquilizando. Quando descobri estar grávida várias pessoas vieram me falar que eu não dormiria mais, não viajaria, enfim não faria mais nada. Sempre fui muito ativa e fiquei com muito medo, ainda bem que encontrei seu blog e várias outras mães comentando acima que dá para conciliar tudo. Também não gosto de ficar falando de gravidez o tempo todo, tenho outras coisas para fazer e pensar (tb tenho um blog de maquiagem) e ver outras mães falando a mesma coisa me alivia! Beijos