Baby Blues e Depressão Pós-Parto | Como a família e a mulher podem enfrentá-la

No post anterior falamos sobre as transformações físicas, emocionais, hormonais e estruturais que envolvem o pós-parto. Com a consultoria do Grupo Primeiras Histórias, reunimos informações sobre sintomas e possíveis tratamentos para o baby blues e a depressão pós-parto – que atingem, respectivamente, uma média de 80 % e 13 % das mulheres no período. Neste post, contamos novamente com a ajuda do grupo de profissionais, especializado em fornecer suporte à família neste período, para listas algumas atitudes – ou mudanças de atitudes – que podem ser tomadas pela própria mulher, pelo pai do bebê e pelos entes próximos para auxiliar na fase. Eles ressaltam a importância de ultrapassar a primeira e grande barreira: a vergonha de pedir ajuda. Lembre-se: você não está sozinha. Muitas mulheres passam e superam o período, e existem, inclusive, diversos grupos de apoio que ajudam a encontrar estratégias e dar acolhimento. Abaixo, confira as recomendações do Primeiras Histórias.

O que a própria mulher pode começar a fazer por si mesma, para sentir-se melhor?
– É fundamental que a mulher não tente dar conta de tudo sozinha.
– O suporte para coisas do dia a dia, companhia e cuidado são importantes para facilitar o pós parto.
– É importante que a mãe dê espaço e convide o pai para cuidar do bebê. Troca de fraldas, banho, colo são coisas que o pai pode fazer que ajudam na formação do vínculo dele com o bebê, além de dar espaço e tempo para a mãe.
– Nesse momento, é importante que a mulher confie o cuidado, para que ela possa se desligar um pouco. Não vale dar o filho para o pai e ficar supervisionando o tempo inteiro.
– É importante que a mulher tenha um tempo, mesmo que curto, para cuidar de si e fazer algo prazeroso, seja fazer unha, um esporte, uma massagem, um bom banho, uma volta no quarteirão…
– Os grupos de apoio são muito ricos nesse momento, pois a mulher troca experiências e sentimentos com mulheres que estão passando pela mesma fase. Existem diversos grupos para o pós parto como, yoga, amamentação, coral, dança, cinema, ginástica, elaboração do parto e grupos com a temática do pós parto.
– Vale repetir que é super importante pedir ajuda, seja de amigas, familiares ou profissionais.

Qual é o papel do pai do bebê e da família, como eles podem ajudar?
– As pessoas próximas precisam compreender que a mulher está passando por  uma fase que ela precisa de apoio e cuidado. Ela precisa ser amparada e não julgada. Não dá para esperar que ela consiga dar conta de tudo como antes.
– Saber que é natural que a mulher chore, fique sensível, irritada, muito focada no bebê, que não conseguindo explicar o que sente, que a memória fique pior, entre outras coisas, é completamente natural.
– Não pressionar, cuidar, ajudar no dia a dia e dar “colo” ajuda bastante. Deixe ela chorar, sem se apavorar, julgar ou querer estancar o choro.
– A ajuda para  estabelecer os limites das visitas pode ser importante, pois poupa a mulher dos possíveis embates e exposições (caso esteja muito fragilizada).
– Ajudar nas tarefas do dia a dia, como compras, organização da casa, contas, alimentação é importante para que ela possa ter tranquilidade para cuidar do bebê.  Também dar um tempo para que a mãe possa cuidar de si  é valioso.
– É importante que a mulher descanse um pouco, portanto ajuda noturna é bem vinda. Mesmo passando o dia em casa a mulher se cansa, é uma nova tarefa com grande entrega e dedicação e por incrível que parece, com pouco descanso.
– Mesmo que o pai trabalhe ele pode ajudar  e facilitar um pouco a noite, seja com a troca de uma fralda, trazer o bebê para mamar, colocar para arrotar.
– Pelo menos no começo é bom que o pai acompanhe as consultas médicas, pois muitas vezes as mulheres ficam inseguras nos trajetos de carro, em como levar e cuidar do bebê fora de casa. Nas consultas,  ajude a lembrar das perguntas e entender o que está acontecendo.
– Para o avós vale lembrar que a maior função deles é cuidar de seus filhos e dar suporte para que eles mesmos possam cuidar de seus bebês. Aumentar a autoestima, entender que os cuidados mudam com o passar dos anos e poder respeitar a escolhas e estilos de parentalidade dos filhos enrique a relação e ajuda muito os pais que a principio são inseguros. Curtir o neto é muito bom! Mas o cuidado e o saber (ou descoberta dele) está com os pais.
– Outro papel importante da família é poder sinalizar para mãe, com muito cuidado e carinho, que ela não está bem ou não está melhorando,  incentivando-a a procurar ajuda.

Relações profissionais

Grupo Primeiras Histórias

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