Bichinhos de Estimação e Crianças | Dicas para uma convivência saudável

Já foi provado que o convívio com animais durante o desenvolvimento das crianças é capaz de trazer grandes benefícios. Além de encontrar nos bichinhos de estimação verdadeiros amigos e companheiros de brincadeiras, elas também aprendem com eles. O pequeno percebe com o tempo, por exemplo, que o animalzinho não é como as crianças e se comporta de outra forma. Tal consciência amplia sua percepção do mundo e pede que ele aprenda a respeitar o diferente. Aparece também a noção de responsabilidade: os filhos descobrem que os animais têm necessidades como sede, fome e carinho, e passam a cuidar para que elas sejam atendidas. Especialista no assunto interação humano-animal, a psicóloga Ana Paula Machado, do Instituto de Saúde e Psicologia Animal, aponta outro benefício: “Pesquisas revelam que a convivência com animais fortalece o sistema imunológico, diminuindo o risco de alergias e problemas respiratórios”. Mas, é claro que alguns cuidados especiais têm que ser tomados para o convívio saudável, tanto nos casos de famílias com filhos pequenos que cogitam trazer um novo animal ao lar, como no de famílias que já têm o pet e estão esperando um bebê.

Para quem já tem o bichinho, a especialista recomenda: “Cuidado para não deixá-lo de lado. Deve-se manter as tarefas, como os passeios, que são muito importantes, mantê-lo próximo da família, e ir apresentando aos poucos o bebê, para que o animal se acostume com o novo membro. Assim, você evita que o seu animalzinho se sinta abandonado”. Para quem procura um novo bichinho, independente se a escolha for gato, cachorro, porquinho-da-índia, ramster ou peixes, é essencial entender que ele será um dos integrantes da família e não um brinquedo usado para entreter, que pode ser deixado de lado.

Idade recomendada

A idade ideal para dar um animal de estimação para a criança é por volta de 3 a 4 anos, pois neste período os pequenos já possuem habilidades motoras importantes para brincar com eles e entendem algumas regras, como não chutar o animal, não subir nas costas do cão, não puxar rabo e orelhas”, conta Ana Paula. Os pais devem ter consciência de que eles serão os responsáveis por cuidar das necessidades do novo membro durante bastante tempo. Por volta dos sete anos, a criança costuma estar apta para ajudar em alguns cuidados básicos, mas ela não deve ficar encarregada de grandes tarefas. Recomenda-se que os pais assumam as obrigações mais importantes, que envolvem horários – como dar comida, remédio ou levar ao veterinário -, e que filhos passem a liderar pouco a pouco tarefas simples, a exemplo de colocar água e pentear o pelo.

Abaixo, separamos algumas dicas para uma convivência feliz:

– Antes da escolha, observe como o seu filho interage com os animais na casa dos outros, analisando, por exemplo, se ele demonstra um interesse natural para brincar e cuidar do pet e se sabe respeitar o espaço dele.

– Ensine a criança a interagir com o pet apenas quando o animal vier até ela, assim, evita que ela fique atrás dele quando este estiver comendo ou dormindo.

– Quando o bichinho não obedece a criança ou mesmo estraga um brinquedo dela, é normal que ela sinta raiva e até mesmo tente bater no animal. Cabe ao adulto reforçar que o animal não sabe o que está fazendo e ensinar que o bichinho não deve ser tratado com violência, mas com compreensão.

– Estabeleça um cantinho especial só do pet na casa, onde ele saiba que não será importunado se quiser descansar.

– Certifique-se que o animal esta com as vacinas em dia, vermifugado e de que tome banhos regularmente, para evitar doenças. Mantenha, também, os pertences dele sempre limpinhos, como caminha, roupas e potinhos.

– Uma das soluções para evitar sujeiras em casa é acostumar o pet a só fazer xixi e cocô durante passeios. Se isso não for possível, limpe e higienize o mais rápido possível a área.

– Escolha o animal de acordo com o perfil da família. Avalie o espaço disponível, os gastos com banho, vacinas, exames, ração e possíveis remédios. E, também, o tempo que a família terá disponível para brincar e se dedicar-se a ele. Especialistas sugerem a adoção de cães ou gatos jovens, pois eles costumam não ser tão ativos quanto filhotes, e têm temperamento mais conhecido pelos criadores, normalmente.

Relações profissionais

Fonte: Ana Paula Machado
Psicóloga do Instituto de Saúde e Psicologia Animal que trabalha há quatro anos com pesquisas relacionadas à interação humano-animal e comportamento.
www.psicologiaanimal.com.br

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