Conheça a história da dupla à frente da feira Baby Bum

O enredo se repete: duas profissionais enfrentam um grande dilema quando percebem que seus trabalhos são incompatíveis com a rotina dos filhos pequenos e com o desejo de acompanhar o desenvolvimento deles de perto. Já contamos outras histórias do tipo aqui no blog antes e, agora, estamos falando do caso das sócias Daniella Schiller e Graziella Ades Soubhia, idealizadoras da feira Baby Bum, que todos os anos reúne e divulga centenas de marcas do universo infantil.

Posicionadas no mercado como arquiteta e produtora freelancer até então, respectivamente, Daniella e Graziella decidiram, após a chegada da primeira gravidez, que era hora de alterar o curso da sua trajetória profissional. Entenda a seguir, como o desejo amadureceu e se transformou em um negócio de sucesso e inspirador!

Como surgiu a ideia da BabyBum?
Como muitas mães empreendedoras, entramos, a partir do momento em que nos vimos grávidas, neste incrível e antes desconhecido universo infantil. Ficamos maravilhadas! Na época, descobrimos muitas marcas pequenas e artesãos fazendo produtos super interessantes e criativos que não eram encontrados em lojas ou grandes centros de consumo. A partir desta percepção, criamos a Baby Bum, que nasceu com uma vontade de proporcionar às mães o acesso a produtos diferentes, únicos, a uma experiência de consumo nova também.

A ideia foi ter, em um mesmo local, produtos para todas as fases e necessidades da criança. A feira nasceu, portanto, de uma ideia única e inovadora, que, por não ser copia de um modelo já existente, teve muita liberdade no seu caminho de crescimento. O trabalho foi árduo, mas somos muito gratas a todos que nos ajudaram a chegar à Baby Bum que temos hoje.

Desde que a feira começou, o que notaram de mudança no comportamento tanto dos consumidores, fornecedores e principalmente em termos de produtos?
Tudo mudou muito nos últimos anos. O mundo mudou! O mercado infantil cresceu, se fortaleceu, muitas novas marcas surgiram e outras tantas, infelizmente, saíram do mercado. São inúmeros os produtos que não existiam há 10 anos atrás, como, por exemplo, a grande variedade de slings, a toalha-avental, as fraldas para nadar e toda a linha de desfralde, as banheirinhas dobráveis, as bandanas-babador, entre outros. Ao mesmo tempo, algumas coisas parecem que voltam aos tempos de nossas avós, como a fralda e absorventes de pano, mas já com uma tecnologia avançada permitindo que sejam lavados na máquina de lavar.
A preocupação com o meio ambiente deve, sim, ser encampada por todos nós em todos os momentos do dia a dia: da tentativa de minimizar a geração de carbono ao descarte da fralda que é tão poluente. A Baby Bum acompanha estas tendências e ao mesmo tempo tem como foco uma valorização do produto nacional e, principalmente, autoral, especialmente quando ele é feito por mães-empreendedoras, como é o caso de, pelo menos 80% de nossos expositores.

Quais foram os grandes obstáculos que precisaram enfrentar nesta jornada?
A Baby Bum, na nossa forma de ver, é a uma feira pioneira no universo infantil, além de ser a mais descolada e moderna que existe hoje, em São Paulo.

Ser pioneira significa ultrapassar inúmeros obstáculos, quebrar tabus e barreiras, arriscar, ousar.

Como em todo empreendimento, os acertos são comemorados e, os erros, aceitos, mas o que mais norteia nosso trabalho é o amor e o cuidado que temos com nosso evento e o respeito, absoluto, com que tratamos nossos expositores e nosso público, estando sempre abertas para críticas e sugestões.

Qual é o diferencial no mercado da feira? O que a torna única?
A Baby Bum tem um formato completamente criado por nós, a partir das necessidades que fomos identificando com os anos de evento. O resultado é a criteriosa seleção de produtos e serviços, feita por nós e não replicada de outros eventos, e a preocupação com as necessidades do nosso público.

Pensando nisso, um espaço térreo, com corredores largos, onde mães com seus carrinhos podem transitar confortavelmente, o valet coberto para que ninguém pegue chuva, uma boa comida, uma área de atividades onde as crianças brincam e não ficam presas ao consumismo, além de uma área reservada para amamentação e fraldário, apoiando sempre o aleitamento materno, mas sem julgamento com as mães fazem diferente e por isso, temos sempre um micro ondas à disposição.

Como foi assumir o papel de mãe empreendedora? Acham que envolve acertos e erros? Se sim, quais?
Achamos que o empreendedorismo de uma mãe só pode afetar positivamente seus filhos. Erros e acertos na educação dos nossos pequenos são próprios da maternidade e não necessariamente do empreendedorismo. Se somos um guia, um modelo para nossas crianças, por que não mostrar que cada um pode trilhar um caminho profissional que seja pautado no amor, na beleza, na criatividade e sobretudo no respeito?

O que podemos esperar de novidades para a próxima edição da feira, em novembro?
Ahhhh, desculpas mas vocês terão de vir até a feira para saber. Rsrsrsrs .Serão todas muito bem vindas!

Baby Bum São Paulo
babybum.com.br
4 a 7 de novembro de 2015
Das 10 às 20hs
Av. Mofarrej, 1.505 – Vl. Nova Leopoldina

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