Filme | O Começo da Vida

Faz tempo que quero escrever sobre o filme “O Começo da Vida“, fico esperando um momento tranquilo para escrever, mas quando nós mães temos um momento tranquilo? Decidi que de hoje não passa, então vamos começar nosso bate papo! Já assistiram ao filme? Para que não sabe, o filme foi lançado em Maio de 2016 nos cinemas, mas a proposta sempre foi que seja acessível ao maior número de pessoas possível, então logo ficou disponível através da Netflix, iTunes, NetNow e Google Play. Eu queria muito assistir junto com meu marido, então conseguimos assistir juntos em casa pelo Netflix durante uma sonequinha do Nicolas. Chorei os primeiros 10 minutos inteiros, acho que já estava emocionada desde o primeiro segundo, eu simplesmente amo esse assunto sobre a importância dos primeiros anos de vida do bebê. Antes de tudo, meu MUITO OBRIGADA para cada pessoa envolvida na produção deste filme tão importante, obrigada por espalhar a mensagem pelo mundo da importância dos primeiros anos de vida dos bebês, obrigada por um filme tão cheio de informação.

O filme propõe uma reflexão: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida, que definem tanto o presente quanto o futuro da humanidade? Se tem algo que eu nunca havia pensando antes de ter filho e desde que Nicolas nasceu, virou o assunto mais importante do mundo é esse, a importância dos primeiros mil dias de vida do bebê. A importância de cuidar, de dar amor, de abraçar, beijar e estar envolvido de verdade com o que estão fazendo. Assim vão crescer com auto estima, com sentimento de serem amados e vão continuar espalhando amor pelo mundo, fazendo coisas boas. (quando eu conheço uma pessoa má – ou vejo na TV, os bandidos etc – sempre fico pensando se receberam carinho enquanto eram bebês).

Uma das partes que mais concordo e ao mesmo tempo me fazer refletir no filme é sobre a parte da educação. No passado acreditava-se que as crianças aprendiam apenas através das instruções dos mais velhos, sejam pais ou mestres. Mas não, as crianças constroem o seu saber junto à você, às outras crianças, todos ao redor. Elas aprendem e crescem se percebem que você está envolvida, interessada, se divertindo no que ela está fazendo. Por isso eu aprendi desde que Nicolas nasceu que o importante não é dar presente caro, brinquedo incrível. De nada adianta dar um brinquedo caro se você não vai brincar com a criança, se envolver verdadeiramente.

Outra reflexão importante é que bebês são máquinas de aprender. Elas estão ocupadas entendendo como o mundo é previsível. Eu confesso que não entendia o Nicolas no cadeirão, nas horas das refeições, jogando todos os objetos no chão. Ele joga e olha pra ver o que aconteceu, e repente isso o tempo todo. Nossa primeira reação é falar “não”.  Mas agora eu entendi que ele está fazendo experimentos para entender o quanto o mundo é previsível: o barulho que faz ao cair, a minha reação. Então agora, toda vez que ele joga os objetos no chão, eu falo bem alto “BUM” (do barulho da queda), faço caro de espanto e nos divertimos juntos.

Bebês com auto estima elevada estão dispostos a correr riscos para aprender coisas novas, e isso é maravilhoso!

E aquela mãe que comentou sobre a qualidade versus quantidade de tempo com seu filho? Achei a comparação sensacional: fala para seu chefe que você só vai trabalhar 1 horinha, mas 1 hora com muita qualidade! Seu chefe não vai aceitar. Por que seu filho haveria de aceitar? Sabemos que a qualidade de tempo com o bebê é fundamental… Mas a quantidade também! Afinal são nos pequenos gestos que nós, pais, passamos bons exemplo, carinho e amor. Lembre-se que o cérebro do bebê faz de 700 a 1.000 conexões novas por segundo e essas conexões vem de cada abraço e sorriso que você passa para ele.

Meu compromisso diário comigo mesma é participar dos primeiros anos de formação do meu filho com todo o amor e envolvimento, para que ele seja uma pessoa boa e assim, como num jogo de dominó, a gente vai transformando o mundo num lugar só de ações boas. 

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