Introdução Alimentar: a experiência de uma mãe que é nutricionista

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

A fase da introdução alimentar é bastante semelhante da amamentação: não imaginamos o quanto vai ser difícil até começar! A expectativa materna costuma ser bastante alta, tanto em relação à aceitação quanto em relação à quantidade, ou seja, esperamos que o bebê coma de tudo, bastante e de primeira!

Confesso que mesmo com toda base teórica, comigo não foi diferente. Logo que a Letícia (minha filha) fez 6 meses, coloquei-a na cadeirinha, amassei um mamão, coloquei no pratinho e…. Nada. Nem a boca ela abriu! Depois de muito custo, de cheirar, tocar e se lambuzar, colocou o mamão na boca. Odiou. Teve ânsia e eu, uma crise de choro.

Parti para manga! Comeu 2 colheradas… Banana, nada…. Abacate, 2 colheradas… Banana com aveia, 1 colherada… E assim foi por uma semana! De 1 a 3 colheradas. Fruta amassada, fruta cozida (pera, maça), fruta com aveia. Eu estava uma pilha de nervos e ansiedade, ainda mais que tinha pânico que ela engasgasse!

Segunda semana: minha ideia era dar fruta pela manhã e a tarde. Aliás, eu havia feito todo o esquema teórico utópico perfeito:

Semana 1: fruta pela manhã, oferecendo a mesma fruta por 2 dias.

– Furei o esquema. No primeiro dia já dei três diferentes!

Semana 2: fruta pela manhã e mesma fruta a tarde.

– Furei novamente! O nível de ansiedade era tanto que dava (tentava) dar fruta no lanche da manhã, papa salgada (legume, como cenoura, chuchu, abobrinha e tubérculo, como mandioquinha, batata doce, inhame amassados) e fruta à tarde.

Semana 3: fruta manhã, papa salgada, fruta a tarde, papa salgada no jantar.

– Ok, Fiquei nisso! Mas a papa salgada já estava completa, com legume, tubérculo, feijão e carne… Todos amassados. Como ela aceitava melhor o jantar – do que o almoço – não demorei em introduzir a papa do jantar.

Resultado: Letícia mamava de manhã, comia um pouco da fruta de lanche da manhã (e a enorme variedade de frutas que ela aceitava eram banana e abacate). Almoçava a papa com legume, tubérculo, carne ou frango ou gema de ovo e leguminosa (refogados e temperados, mas sem sal).

Às vezes dava escândalo no almoço, por que queria mamar – e não comer – e ok, dava de mamar. A tarde fruta e à noite a papa.

Por incrível que pareça, ela comia melhor a noite, então no começo da introdução alimentar era bem comum ela querer mamar no horário do almoço e, no jantar, como comia bem, eu variava os alimentos.

Depois que na rotininha dela estava bem estabelecida a fruta de manhã, à tarde e o jantar, pegamos mais firme no almoço e, naturalmente, ela foi se adaptando.

Hoje, com 1 ano e 1 mês, ela come muito bem! Literalmente de tudo – no almoço e jantar – desde arroz integral a quinua, gema de ovo, peixe, brócolis e por aí vai. Mas como santo de casa não faz milagre, a variedade de frutas continua pequena. Come apenas banana, abacate, pêssego e uva. Sempre tento dar alguma outra fruta, ou bato no leite, enfim, a ideia é tentar sempre!

No próximo post vou falar das estratégias que usei em casa para variar a alimentação da Lelê!

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