Saindo com o bebê

Quando é a hora certa de sair para passear com o bebê? Essa pergunta definitivamente não tem uma resposta certa! Cada família tem a sua verdade de quando é melhor.

Nicolas tem 3 meses e costumamos passear no térreo do prédio, ao clube e nas visitas ao pediatra. Confesso que fui bem “conversadora” nos passeios neste primeiro trimestre. Fiquei aguardando as vacinas de 2 meses para sair com ele, e agora que ele já tem 3 meses, o tempo está bem frio e chuvoso para passear.

Ontem tivemos nosso primeiro passeio noturno e para um lugar fechado, minha pizzaria favorita (mostrei no instagram @vestidademae). Quase desisti, era uma noite fria e chuvosa, precisava mesmo sair com o bebê? Daí lembrei das mães europeias que saem com seus bebês para passear mesmo na neve e resolvi ir, queria saber como seria a experiência. Dei de mamar e troquei a fralda antes de sair de casa. Chegamos bem cedo, às 19h, para encontrar a pizzaria ainda vazia e pegar uma mesa num cantinho que desse para colocar o carrinho sem atrapalhar a passagem de ninguém. Nicolas não dormiu enquanto estávamos no restaurante, mas não deu trabalho nenhum, ficou quietinho com cara de observador. Conseguimos jantar tranquilamente e fomos embora. Ainda deu tempo dele tomar banho e mamar no mesmo horário da rotina normal, às 21h.

Conversando sobre o episódio com algumas pessoas, recebi alguns comentários de a melhor fase de sair com o bebê é agora em que ele se alimenta somente do leite materno, não preciso me preocupar em levar comidinha saudável, qualquer coisa é só dar o peito. Comentei com meu marido que temos que sair mais vezes, e ele sabiamente respondeu “a gente não tem quê”. Não pode ser um “tem que”, e sim quando quisermos, quando for bom pra gente e para o bebê e pronto, sem pressão.

Recebi também comentários de mães que saem com os bebês para lugares fechados desde 1 mês e outro dia, no supermercado, vi um casal fazendo compras com um bebê que parecia ter menos de 1 mês, bem pequenininho. Não é meu estilo. Pra mim, desnecessário levar um bebê tão recém-nascido em lugares que sejam fechados, cheio de pessoas (risco de contágio, e olha que nem sou paranóica com doenças, mas é um recém-nascido né?!), barulhentos, com ar condicionado forte. Semanas atrás, quando Nicolas já tinha mais de 2 meses, fomos convidados por amigos queridos para o aniversário do filho deles num buffet infantil fechado. Imaginamos que seria algo barulhento e com muitas pessoas/ crianças numa semana em que todo mundo ficou gripado em São Paulo por causa da mudança de tempo. Não fomos.

A verdade é que adoro ficar em casa com meu marido e meu bebê. Talvez porque nosso apartamento ainda é novo, nos mudamos 2 meses antes do Nicolas nascer, estamos curtindo o lar novo. Li num livro que as europeias são incentivadas a sair desde muito cedo com os bebês, mesmo na neve ou chuva, para não ficarem “trancadas” em casa e assim evitar a depressão pós-parto. Bom, eu sou bem ativa, não parei de trabalhar nos blogs nem um dia sequer e tenho saído para fazer compras, ir ao cabeleireiro, fazer ginástica – minha vida continua, então não tenho essa necessidade de ter que sair com o bebê. E olha que não tenho babá, quando preciso sair ele fica em casa com o pai, ou a avó, tia, ou mesmo a moça que me ajuda em casa com os trabalhos domésticos. Acho sim importante sair de casa, só não acho muito legal expor o bebê em algumas situações. Lembre-se que quem tem a necessidade de se divertir são os pais, o bebê não está entendendo nada, ele não tem a necessidade de sair para lugares barulhentos, com ar forte etc. Acho importante saber dosar para que ambos os lados fiquem felizes – tudo na vida é questão de equilíbrio. Prefiro sair para passear em lugares abertos, como no clube, e de dia.

O engraçado é que gostamos tanto de ficar em casa e Nicolas fica tão bem em casa e comportadinho, e queremos receber os amigos em casa. Mas eles acham que vão atrapalhar e quando vem visitar, acham que tem que ser visita rápida – fico frustrada, rs! Talvez seja diferente da maioria, mas eu adoro ficar em casa e receber os amigos em casa. Assim conseguimos nos divertir e o bebê consegue ficar no ambiente dele, com tudo o que ele precisar. (isso depois dos 2 meses – nas primeiras semanas de adaptação eu não queria receber visita de ninguém!).

Enfim, não sou à favor de ficar trancada em casa se privando de tudo nem de sair com o bebê desde muito cedo para qualquer lugar. Não gosto dos extremos. Acho que o segredo é o equilíbrio, saber avaliar quando vai ser bom para os pais e para o bebê também. Tudo ao seu tempo certo. Agora meu próximo passo é planejar nossa primeira viagem. Estou louca para viajar com a família! E vocês, qual a experiência de passeios com os bebês?

Relações profissionais

CONVERSE COM A GENTE