Alimentação no 1ª trimestre de gestação

Por: Ana Flávia Stein Ferreira, minha amiga nutricionista!É com muita honra que aceitei o convite da Fernanda para falar um pouco sobre a área da nutrição materno-infantil. Espero poder contribuir e esclarecer dúvidas referentes à maternidade. Confesso que das áreas da nutrição, essa é a que mais sou apaixonada.

Gravidez confirmada!!! E agora?? Será que estou comendo certinho?  Essa e muitas outras dúvidas rondam a cabeça das mulheres neste período. Isso é extremamente normal!

Na gestação ocorrem inúmeras modificações hormonais e a mulher, além de ficar mais sensível, apresenta algumas mudanças como aversões alimentares, enjôos, vômitos, azias, constipações, muita fome, mas existem gestantes que não apresentam nada. Maravilha! Nesse momento, nossa maior preocupação é com a alimentação, pois sabemos que o bebezinho depende de nós 100%.  Nutricionalmente falando, dividimos a gestação em 3 trimestres, cada qual, com objetivos diferentes. No primeiro trimestre, o objetivo é a formação do bebê, e deverá ser rico em variedades de frutas e verduras, pois as vitaminas e minerais neste período são essenciais. Lembro que o bebê está em fase de formação e depende basicamente de nutrientes e proteínas. No segundo trimestre, o bebê segue em formação e começa a ganhar peso, então devemos manter o consumo do grupo dos minerais e vitaminas (frutas e verduras), proteínas (leite e derivados , carnes em geral, ovos, feijão) e reforçar um pouco mais a quantidade de carboidratos (pão, arroz, massa, polenta, bolos…). No último trimestre, com o bebê totalmente formadinho, necessita-se de mais carboidrato para que ele ganhe peso adequado. Sem dúvida, o médico ou nutricionista poderão elaborar uma dieta personalizada conforme a indicação de ganho de peso adequando e com a quantidade desses alimentos que se deve consumir.

Aproveitando o primeiro período de gestação, é importante reforçar hábitos alimentares sadios como:

  Frutas e verduras. De preferência pelas ingeridas in- natura, sempre bem lavadas. Não se esqueça de higienizar adequadamente as verduras (principalmente os folhosos, colocando de molho em água corrente com 1 colher sopa de água sanitária. Deixe agir 10 minutos e lave bem todas as folhas);
Tome muita água ao longo do dia. Evite a ingestão de refrigerantes, modere os sucos de frutas (muita concentração de açúcar);
 Opte por alimentos de maior qualidade nutricional, mesmo que sejam um pouco mais calóricos;
 Controlar a quantidade e a freqüência alimentar (a cada 2/2 horas);
 Prefira o consumo de alimentos integrais aos refinados e reforce o uso de fibras (farinha linhaça, aveia, cereais matinais);
 Importante o consumo diário de alimentos ricos em cálcio (fonte: leite e derivados, peixes, nozes, vegetais verde escuros…);
 Ácido fólico: importante para evitar más formações (fonte: vegetais verde-escuros; farinha de trigo e milho possuem suplemento de ácido fólico);
 Vitamina B12 auxilia na formação de sangue e previne a anemia (fonte: miúdos, carne vermelha, ovos e peixes);
 Magnésio, selênio e zinco são fundamentais para o crescimento fetal;
 Vitamina A:  uso excessivo desta vitamina é prejudicial, pois em grandes quantidades é teratogênica, provocando má formação na criança;
 Ferro: prevenção à anemia (fontes: carnes vermelhas, miúdos, feijão, lentilha, beterraba, soja).

Vale lembrar que as grávidas devem evitar o uso de adoçantes (sacarina e ciclamato de sódio em especial), carnes mal cozidas, ovos e peixes crus, chás compostos e chimarrão (aqui no Sul!). Evite enlatados e embutidos pela grande quantidade de conservantes e aditivos químicos.

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