Primeiro ano de vida

Dizem que os dias que antecedem o primeiro ano de vida do nosso bebê são de muita emoção. Pelo menos comigo foi assim mesmo. Amanhã, 24/03/2016, Nicolas completa 1 ano de vida, 365 dias de amor. Faz uns 10 dias que não me aguento de tanta emoção (já com vontade de chorar no começo do post!). Fico lembrando de exatamente um ano atrás, eu na reta final da gravidez, naquela ansiedade do trabalho de parto começar a qualquer momento. Lembro do dia do nascimento como se fosse ontem. Me falaram que o primeiro ano passa muito rápido – é verdade, não acredito que meu bebezinho já vai completar um ano!

O primeiro ano do bebê é incrível. É mágico acompanhar as grandes mudanças a cada mês. O primeiro mês é difícil pela adaptação da vida nova, pelos dias e noites sem dormir. Com 2 meses, ele já era todo sorridente e me enchia de alegria. No terceiro mês, a gente adorava brincar de bater palminha e pezinhos, ele dava risada, era demais. Quarto mês, ele apertou minha bochecha pela primeira vez, uma delícia. Com cinco meses, as primeiras viagens. Fomos para praia faltando poucos dias para ele completar 5 meses, e depois de 5 meses completos, fomos para a montanha. Foram momentos tão especiais, nunca vou esquecer. Com 5 meses ele também começou a rolar. Eu lembro que amei os 5 meses, porque ele já interagia mais comigo através de sorrisos e gargalhadas, mas ainda era um bebezinho que ficava no colo o tempo todo. O sexto mês é muito especial, é como se o bebê alcançasse a maioridade… Já pode começar a comer, já pode começar a usar protetor solar, repelente, não precisamos mais esterilizar tudo o tempo todo… Com 6 meses foi quando ele começou a sentar sem apoio. Também foi quando fizemos nossa primeira viagem internacional. Com seis meses comemorei orgulhosa por ter conseguido amamentar exclusivamente no peito. E com seis meses ele começou a ficar mais com cara de sapequinha! A introdução alimentar não foi fácil, somente depois de 3 semanas, com quase 7 meses, ele começou a aceitar melhor a comida. Não é fácil até hoje, Nicolas não gosta muito de comer. Muitas coisas aconteceram com 7 meses, Nicolas foi batizado, eu voltei ao trabalho e ao mesmo tempo ele começou a usar o aparelhinho auditivo devido da pequena perda auditiva que tem desde o nascimento. Foi quando comecei a levá-lo também em atividades como aula de música e aula de experiência sensorial – eu me divertia tanto quanto ou mais do que ele. E desde os 7 meses rasteja pela casa toda. Com 8 meses ele passou a ficar de pé sozinho no berço e já colocava as argolas do brinquedo de empilhar certinhas. A cara de sapequinha fofo em grau máximo nessa fase, subindo de descendo do sofá, rastejando pela casa toda. Foi com 8 meses que ele parou de mamar no peito. Foi da noite para o dia… Uma noite mamou no peito, no dia seguinte não quis mais – insisti por uma semana e nada. Fiquei triste porque eu amava amamentar, mas feliz pela missão cumprida de 6 meses de amamentação exclusiva e leite materno até quase 9 meses. Nove meses foi muito especial por ter sido completo na noite de Natal… E eu amo Natal! A brincadeira favorita era jogar bolinha no chão. Ele deixou de rastejar para engatinhar (a gente achava que iria pular essa fase, porque adorava também andar pela casa segurando na mão das pessoas, principalmente o pai). Com 9 meses saí do outro trabalho que eu tinha para me dedicar exclusivamente aos blogs e ao Nicolas. Com 10 meses, mais uma viagem internacional, comeu areia da praia pela primeira vez (rs!), começou a aula de música, entrou numa fase de dormir super tarde (lá pelas 11 da noite…). Com 11 meses a brincadeira favorita é bagunça nos armários, jogar tudo no chão. Aprendeu a bater palminha e fazer tchau.

Dizem que toda mãe sente culpa – é verdade, sempre me questiono se eu me dedico o suficiente, se deveria fazer isso ou aquilo. Mas a grade verdade é que eu amo minhas escolhas e me sinto feliz por ter feito meu melhor neste primeiro ano. Amei o parto normal, ter amamentado no peito, acompanhar o dia a dia dele em casa, ter uma babá para me ajudar (afinal preciso de tempo para trabalhar, mas não quis colocar no berçário), fazer comidinha saudável e fresca todos os dias em casa (mesmo ele não comendo muito!), ter feito 6 viagens juntos, levá-lo para minha cama todas as manhãs para dormir abraçadinho, dar muito colo. Não estou falando que é certo ou errado, apenas que eu amo minhas escolhas, me sinto feliz com elas – esse é o passo mais importante para levar a maternidade com leveza.

Amamentação, cuidados com o bebê, nutrição infantil, a escolha da pediatra… Tudo isso virou meus assuntos favorito da noite para o dia! Não são assuntos “fáceis”, mas me sinto privilegiada por ter tanta informação por conta dos blogs e poder aplicar tudo o que sei com Nicolas. Virei defensora da amamentação, consultei nutricionistas infantis quando vi que o que a pediatra falava não era suficiente para mim (eu amo minha pediatra e iria lá todas as semanas só para conversar, se pudesse – mas para mim, amamentação e nutrição é assunto para especialistas no tema). Mas o mais importante de tudo é que entendi que nos primeiros 1000 dias do bebê, o fundamental de tudo é o vínculo afetivo. Aqui em casa tem muito vínculo afetivo – tem muito abraço apertado, sorrisos, brincadeiras, contação de história, colo, beijos, carinho.

O primeiro ano de vida é de um desenvolvimento enorme para o bebê – e para os pais também. Aprendo todos os dias a ser mãe, a amar mais hoje do que ontem. Não é fácil, foram muitas dificuldades, noites em claro, a descoberta da perda auditiva, as “trocentas” idas à médicos, a dor da amamentação no primeiro mês… Mas eu nem estava lembrando de tudo isso, tanto que só lembrei agora no fim do texto. A memória realmente apaga a parte ruim. Eu só lembro dos sorrisos, em como é bom fazer tudo junto com o Nicolas. Quando cantarmos parabéns para Nicolas amanhã, será parabéns para mim e meu marido também, pelo primeiro ano inesquecível cheio de boas experiências e descobertas que tivemos.

Para terminar, uma frase se li em algum lugar – a gente sempre diz que quer um mundo melhor para nossos filhos. Mas que tal criar filhos melhores para o mundo? São as pessoas que fazem o mundo. Não é de pessoas bem-sucedidas que o mundo precisa mais, e sim pessoas simplesmente do bem. Eu só quero que Nicolas seja muito feliz e com muita saúde, sempre!

E que venha os próximos anos! Nicolas, eu te amo.

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