Relato de um trabalho de parto
A Mariana Guimarães quis evitar uma intervenção cirúrgica e escolheu parto humanizado. Veja todo o relato de como foi:

Eu comecei a pesquisar sobre gravidez logo depois do meu casamento, no final de 2009. Sem querer, acabei caindo em um site sobre parto humanizado e me apaixonei pelo tema. Vi o quanto eu não sabia o que significava um parto para uma mãe e principalmente para um bebê, e decidi que eu ia lutar com unhas e dentes para não ter que passar por uma cirurgia pra tirar a minha filha da barriga e ainda correr o risco de ter que passar por um processo pós-cirurgico com um bebê pra cuidar.
Passei mais de um ano lendo, pesquisando, me informando, buscando tudo que está por trás da conveniência médica, tudo que está por trás dos 90% de cesáreas no setor privado brasileiro, quando o indicado é que não se ultrapasse os 15% de nascimentos via cirurgia. Consegui descobrir uma equipe legal pra me acompanhar durante a gestação. Eu já sabia tudo o que queria. Só faltava engravidar.
No primeiro mês de tentativas, lá veio um super positivo lindo para alegrar os nossos dias. Ficamos radiantes.
Meu marido não entendia muito porque pagar uma médica particular sendo que tínhamos convênio. Na primeira consulta, ele entendeu a diferença e também que o momento do nascimento era hora de investir e não de economizar. Assim como no casamento, em que queremos os melhores fornecedores que eu pudesse pagar pra nos acompanhar em um dia especial, eu também tinha os mesmos princípios para a gestação. A minha obstetra é show de bola, carinhosa, informadíssima e super preocupada em não fazer intervenções desnecessárias no corpo da mulher. Adorei a postura dela desde o primeiro dia de consulta, sempre jogando a responsabilidade pra mim, dizendo que o parto era meu, o corpo era meu e eu tinha que saber o que ia acontecer comigo.
Durante a gestação frequentamos um grupo de apoio para preparação do parto em Campinas. Estas reuniões foram de extrema importância para que eu continuasse no processo de auto-conhecimento e de entendimento. Foi fácil perceber que o parto é um processo fisiológico do corpo. Assim como o sono, a digestão e a gestação, o parto também faz parte do funcionamento do corpo. O nosso corpo sabe trabalhar. Basta deixarmos que ele fique em paz, sem intervenções desnecessárias pra acelerar o processo.
Escolhemos a nossa doula lá pelo sexto mês de gestação.
Chegamos às 41 semanas… A partir desse dia, passamos a monitorar a gestação mais de perto com ultrassom e cardiotoco a cada 2 dias. Eu estava tranquila. Sentia que estava tudo bem com a gente. Só que no meio do caminho surgiu uma pedra. No dia em que eu completasse 42 semanas, a minha obstetra sairia de férias, já tinha passagem comprada há tempos e tudo mais e eu sabia disso. Quando chegamos a 41 semanas e 4 dias saí de casa disposta a conversar com ela sobre uma indução. Eu não queria correr o risco de chegar as 42 semanas de gestação e acabar caindo nas mãos de um médico que eu não conhecia. Eu sabia que teria 90% de chances de cair em uma cirurgia desnecessária. Conversei com ela, pedi a indução, avaliamos os prós e contras e decidimos que eu me internaria naquela noite.
Durante a tarde, fui passear com o marido no supermercado. Compramos guloseimas para comer durante a noite no hospital. Enquanto andávamos no supermercado, eu sentia minha barriga contrair com força de vez em quando, mas não sentia dor, apenas umas pontadas e uma cólica. Fomos tomar um café e conversar um pouco pra passar o tempo. E a barriga contraía…
Ficamos mais ou menos umas 2 horas no hospital aguardando a internação. E a barriga contraía. E eu estava achando que era normal. Não me toquei que o trabalho de parto poderia estar começando.
Às 19h minha obstetra colocou o primeiro comprimido para preparar o colo do útero. Eu sabia que poderia levar até 24 horas para que a indução desse início ao trabalho de parto e fiquei tranquila.
Por volta de meia noite e meia, o plantonista foi colocar mais um comprimido. Ao me examinar, ele disse que o colo do útero ainda estava bem desfavorável e que eu demoraria bastante pra entrar em trabalho de parto. Eu tinha que esperar 1 hora pra poder levantar e fazer xixi. E a barriga contraía. E eu nem me lembrei de contar de quanto em quanto tempo eu tinha contrações.
Não aguentei… 40 minutos depois eu levantei correndo para fazer xixi. Escovei os dentes. Desliguei a TV. Coloquei a cabeça no travesseiro. E dei um grito: uma contração muito forte. O marido acordou com meu grito. E eu ainda falei pra ele: “nossa, uma contração muito forte, acho que ela assustou e chutou”. E de repente… shhh… uma água morninha escorrendo.
A bolsa rompeu.
Agora era pra valer. Entrei no chuveiro morno, porque imediatamente após o rompimento, as contrações ficaram um pouco mais doloridas. Fiquei debaixo da água morna e o meu marido sentou-se dentro do banheiro para ficar conversando comigo. Depois de mais ou menos uma hora, eu já tava achando tudo bem dolorido. Peguei a bola de pilates e fiquei debaixo do chuveiro com ela. E pedi pro meu marido chamar a doula.
Os minutos se passaram e eu fui ficando cada vez mais fora de mim. Já não sabia mais que horas eram nem quanto tempo se passava entre uma contração e outra. E então a Dorothe, a doula, chegou pra me acompanhar. O marido foi tentar descansar um pouco. Eu passei a madrugada toda embaixo do chuveiro, vocalizando. Achei dentro de mim um grunhido que me ajudava a aliviar a dor.
Mas eu fui ficando cansada. Eu não havia dormido bem na noite anterior por causa da ansiedade. Tinha acordado umas 5 da manhã. O cansaço foi me pegando. Eu perdi o foco no trabalho de parto. Eu comecei a focar na dor. E quando eu percebi que estava doendo e pensava na dor, parece que elas ficavam maiores ainda.
A Dorothe me ajudou a encarar as contrações. Uma por uma. Sem me lembrar da anterior. Sem pensar na próxima que viria. Eu achava que não ia dar conta. Mas eu não conseguia perceber que eu estava dando conta. Dar conta era aquilo: passar por uma contração de cada vez. Mas eu perdi o foco, comecei a ficar nervosa, e quando a obstetra chegou pra me ver, às 7 da manhã, eu pedi pelo amor de Deus uma analgesia.
Ela me examinou, eu ainda tinha somente 4cm de dilatação. E entre uma contração e outra ela conversou comigo. Disse que ainda era um pouco cedo pra tomar a analgesia, que os riscos de rolar uma parada de progressão no trabalho de parto ficariam maiores e me perguntou se eu aguentava esperar mais um pouquinho.
Combinei com ela que ia esperar mais duas horas. Voltei pro chuveiro. Ai ai ai daqui. Ai ai ai dali.
Às 9h30min a obstetra chegou já de touquinha e roupa verde para me levar pro centro cirúrgico. Eu ainda tinha 5cm de dilatação. Por volta das 10h30, tomei a analgesia. As 11h, eu já estava com os 10cm de dilatação. Eu estava tensa e relaxar com a analgesia me fez bem. A dor sumiu, mas eu não perdi os movimentos. Sentia as contrações. Conseguia andar.
E a bebê continuava alta. Dei umas reboladas na bola de pilates, umas dançadinhas, ela foi encaixando e descendo. O efeito da analgesia começou a passar. Comecei a sentir o meu quadril se abrindo pra minha filha passar.
Às 11h40, de cócoras, apoiada no meu marido, a minha filha nasceu. Linda, saudável, com 3 circulares de cordão! Nasceu sorrindo. Não chorou. Veio direto para o meu colo. Ficou comigo e depois de ter o cordão cortado, o pediatra a pegou. Enquanto ele a levou pra pesar e medir, eu me levantei e fui andando pra maca, pra esperar a placenta sair. Logo que deitei, ela voltou pro meu colo, enroladinha num cueiro, toda sujinha de vernix, com um cheirinho delicioso. Ficou brincando no meu peito, mas não quis mamar.
Ali a paixão por ela começou a ficar arrebatadora. E a paixão aumenta a cada dia.
As lições que eu tiro do meu parto:
– Invista. Vale a pena ter uma equipe em quem você confia e que você sabe que não vai te enganar.
– Tenha uma doula. Elas são fundamentais para ajudar a mulher a manter o equilibrio emocional durante o trabalho de parto.
– Cuidado com as falsas indicações de cesárea. Eu tinha uma bebê que tinha tudo pra ir pra uma cesárea desnecessária se eu não tivesse estudado: 41 semanas e 5 dias de gestação, uma bebê grande, 0 de dilatação e colo grosso com 41 semanas e 4 dias e 3 circulares de cordão.
– Nenhuma mulher recebe contrações mais fortes do que pode aguentar. Basta estar preparada 🙂 Busque um grupo, estude, faça sua parte. E se a dor te pegar de jeito, a analgesia é um direito da parturiente!
Envie sua história real e foto para real@vestidademae.com.br
Mariana vc pode me passar o contato da sua médica e da sua doula.. estou começando a me organizar pois pretendo engravidar no fim do ano.
Obrigada,
Cybele
Mariana, parabéns pela coragem tão rara hoje em dia. Digo coragem não só de “encarar” o parto, afinal, nosso corpo foi “programado” por Deus para fazermos isso, é natural!! Mas parabéns principalmente por ser inteligente, por estudar a fundo para não cair na lábia da “conveniência médica”. Óbvio que pra eles, é muito mais fácil, conveniente (hora marcada) e rentável realizar uma cirurgia. Aliado a isto, está a certeza de que as mulheres ficam com medo, confiam neles e acabam se entregando a uma cirurgia desnecessária. É realmente um absurdo o que está acontecendo neste país. Eu assisto muito aqueles programas que mostram partos nos EUA e vejo que, ao contrário daqui, quando uma americana recebe a notícia que esgotaram-se as tentativas de um parto normal e há a necessidade da cirurgia, ela entra em desespero, ou seja, fica claro que lá a cesárea é uma exceção, enquanto no Brasil virou regra, um absurdo!!!
Tenho dois filhos e ambos partos foram muito parecidos com o seu, com a diferença de que não tive uma doula e que os trabalhos duraram menos de 5 horas (sim, fui muito abençoada rs rs). Mariana, TODAS as gestantes e futuras mamães deveriam ler este relato, para saberem de uma vez por todas que podemos sim trazer uma criança ao mundo, que temos sim esta força, basta acreditar, cercar-se de bons profissionais e ter coragem!!! Parabéns, muita saúde pra vc e sua filha e obrigada por compartilhar esta história conosco. Beijão, Erika
Lindo, Mariana! Espero que alguns anos o Brasil consiga mudar este quadro triste e absurdo em que uma intervenção cirúrgica fala mais alto do que a natureza humana. Vou mostrar o seu relato para o meu marido porque nós estamos nos programando para que meu parto seja natural quando Deus nos abençoar com a maternidade! Muitas felicidades e que sua familia seja muito abençoada!
Olá,
Também sou de Campinas e quando engravidar quero muito que seja parto normal, mas infelizmente não conheço nenhum obstetra que não tenha altos índices de cesárea. Essa realidade é ainda pior quando se fala de convênios médicos ou particulares, pois o SUS é obrigado a ter uma taxa de partos normais.
Você poderia passar o contato de sua obstetra e doula?
Parabéns pela grande coragem e franqueza!
Queridas, sou a autora do relato… Nao sei se posso divulgar os contatos aqui então por favor, fiquem a vontade pra me escreverem que passo o que vcs quiserem: Mariana.whitehead@gmail.com
Beijo
Oi Meninas. Acabei de enviar um comentário mas não sei se não foi ou se depende de aprovação, pois enviei pelo celular.
Sou a autora do post e gostaria de deixar o meu email a disposição para quem quiser indicações e contatos da região de Campinas:
mariana.whitehead@gmail.com
Como não sei se posso deixar aqui os contatos da doula e da obstetra, me coloco a disposição de vcs! 🙂
Beijo
lindo! Você superou todas as adversidades e pariu sua filha como uma leoa. quero fazer igual!
Priscila, Campinas tem só duas opções de obstetras que realmente apóiam o parto normal de verdade, com índices de cesáreas dentro do que recomenda a OMS. Tem um outro nome surgindo, mas ainda sei muito pouco sobre ele e li apenas um relato, mas o cara parece estar trilhando um caminho bacana.
O problema da meta do SUS eh que muitas vezes, quando o medico já esgotou a taxa de cesáreas dele, ele acaba por forçar um parto normal… E infelizmente, as vezes uma mulher que realmente precisa de uma cesarea pode ser prejudicada… E Ai vemos essas histórias ridículas nos jornais por aí, que trazem aquele pensamento chucro de que “parto normal é perigoso”… E infelizmente, mulheres que poderiam parir tranqüilamente, perdem seus partos por falta de paciência da equipe e por conveniência médica….
Acredite se quiser, há casos de cesarea eletiva pelo sus… Os plantonistas combinam com suas pacientes, que vão no horário marcado e ganham em seus prontuários uma falsa indicação de cesarea…
O cenário é feio… Muito feio…
Podendo, invista, economize, negocie… As equipes humanizadas costumam ser extremamente flexíveis, se vc realmente mostrar que QUER o seu parto 🙂
Coloquei meu email acima, me escreve que te passo os nomes 🙂
Oi Mariana!!! Fiquei muito feliz de ler seu relato aqui!!
Especialmente por saber que muitas mulheres vão poder ter contato com um relato de empoderamento e conhecimento que pode livrá-las de tantas intervenções desnecessárias em um momento tão especial das nossas vida.Parir meu filho sem os medos que constantemente conduzem tantas mulheres para a cirurgia foi tão poderoso que hoje eu sinto vontade de dizer a todas as mulheres: busquem informação, descubram, confiem em si e na natureza!!! Sou grata por ter sido sua colega de barriga e de grupo de gestantes. E muito feliz por ter tido a mesma médica (que tb indico muuuuito!!!) e mesma doula. Fundamentais!!
Ah! mais uma coisinha! Este trecho que destaco é muito lindo: “Nenhuma mulher recebe contrações mais fortes do que pode aguentar. Basta estar preparada”. Como foi bom poder aprender isso, que vc colocou lindamente em palavras, durante meu TP!!!
Desde que engravidei, tinha claro que queria o parto normal. Deixei isso claro para meu obstetra desde o inicio. Minha gravidez foi absolutamente normal, sem nenhuma ocorrencia. A Mariana tem toda razão em dizer que médico algum espera até 41 semanas. Quando bateu 40 semanas, meu médico queria “tirar” minha bebê. Chegamos até marcar a cesária, pois eles começam a aterrorizar dizendo que é arriscado.
Graças a Deus minha bebê quis nascer. Foi tão rápido que a própria plantonista fez meu parto e deu tudo certo! Tive minha filha exatamente como sonhava em ter, de parto normal, na hora que ELA quisesse nascer.
Concordo com tudo que a Mariana disse: se este é seu desejo, esteja convicta DESDE O INICIO que está nas mãos de um médico que apóia sua vontade.
RECOMENDO O PARTO NORMAL A TODAS. Nascemos pra isso, e gostei muito da frase “Nenhuma mulher recebe contrações mais fortes do que pode aguentar”. Um abraço!
Mariana,
Eu sou médica e sei muito bem da importância do parto normal para a mãe e para o filho, e o quanto um ato cirúrgico desnecessário afeta a recuperação da mãe. Mas como sou recém-formada em outra cidade do estado, eu não conheço nenhum obstetra aqui em Campinas. Na cidade em que estudei havia poucos também, mas muito conceituados.
Quanto à questão do SUS, infelizmente é o que acontece mesmo, alguns agendam a cesárea ou quando não tem mais cota de cesárea, fazem o parto normal. É uma realidade muito triste. Inclusive tenho um colega médico (que não atua aqui) que desistiu de ter consultório pois não compensa financeiramente desmarcar uma agenda de consultas para acompanhar uma gestante em trabalho de parto até o nascimento por via vaginal. É uma triste realidade de desvalorização do trabalho médico que acabou levando a isso.
Mas me prolonguei demais. Acabo de enviar o email.
Obrigada mais uma vez! E parabéns!
Mariana, seu relato é lindo, já li várias vezes. Eu particularmente me identifico com ele, porque estou me preparando para o meu parto e as vezes penso se vou dar conta. E me sinto encorajada quando você diz que chegou uma hora que perdeu o foco, que recorreu à analgesia e chegou lá, porque vejo que as mulheres que conseguem são “normais” e têm medo também, acham que não vão dar conta mas no final conseguem sim! Ter te encontrado na internet foi fundamental pra mim, assim como o grupo que você me apresentou… Agora estou com 35 semanas, e espero em breve escrever meu relato também! Que Deus continue abençoando sua família linda. Beijos
Mariana!
Que máximo lei o seu relato aqui!
Comecei a ler super empolgada por se tratar de um RELATO DE PARTO NATURAL HUMANIZADO!
Não sei se vc sabe, mas o primeiro relato de parto humanizado aqui do “VESTIDA DE MÃE” foi o meu!
🙂
Foi postado logo no comecinho do blog…
🙂
Enfim, depois de ler o seu relato e perceber que você era uma pessoa super empoderada e esclarecida, fui ler os comentários…ví que vc deixou o seu email de contato para as mães que quiserem conversar com vc…e aí, descobri que vc é a MARIANA WHITEHEAD!
E então, tudo fez sentido!
🙂
Pois é…eu tb sou uma mãe da “lista materna”!
🙂
Amei seu relato e estou super feliz por vê-lo aqui!
Sempre digo prá Fer (FLORET) que acho ótimo que ela oportunize para as mães que frequentam o blog, esclarecimentos acerca do parto humanizado (humanizado de verdade e não apenas com musiquinha e luzes coloridas nas salas de parto…rs…), proporcionando que novas mães se interessem e comecem suas PESQUISAS, para poder ESCOLHER o tipo de parto que querem vivenciar e não apenas “seguir o caminho da maioria” apenas por indicação dos médicos (já que 90% dos médicos ou vai agendar a cesárea de cara ou vai contar aquela história do “se tudo der certo na hora, eu faço” (e na hora vai arrumar as desculpas aterrorizantes para as mães para justificar o encaminhamento para uma cesárea))…
No meu relato eu ressaltei muito que sim, existem ALGUNS CASOS REAIS de encaminhamento para cesárea…elas salvam vidas, claro!
Mas infelizmente, aqui no BRASIL criou-se uma “máfia das cesáreas” e fica muito difícil fugir de uma…os argumentos que os médicos usam parecem ser emergências reais” e verdadeiros casos de necessidade de realizações de cesáreas, mas através de pesquisas profundas, muitas mães podem descobrir quais são os argumentos falsos e os verdadeiros casos de encaminhamento para cesáreas…
Quantos e quantos casos vemos de mães, super esperançosas com seus “partos normais”, acreditando que na hora vai dar tudo certo e na hora H, acabam reféns do “sistema” e vão prá cirurgia…
🙁
Quanto mais mães pesquisarem sobre o tema, pesquisarem o que é REALMENTE UM PARTO HUMANIZADO e optarem pelo direito de protagonizar o seu parto e escolher o seu caminho com consciência, melhor!
🙂
E mesmo as mães que, por ventura, depois de lerem tudo a respeito sobre cada tipo de parto e esclarecerem todas as dúvidas acerca de cada procedimento (cesárea, normal hospitalar, normal humanizado ou natural humanizado) escolerem uma cesárea, com certeza vão ter outro tipo de consciência adquirida depois de suas pesquisas…
O importante é se informar a fundo, pesquisar, ouvir e ler relatos de outras mães e conversar com profissionais especializados em CADA TIPO DE PARTO para ter certeza de obter as informações corretas sobre cada um deles…
E já fica um alerta: para quem pretende obter informações acerca de cada tipo de parto DE VERDADE, NÃO VALE perguntar apenas para o seu próprio ginecologista (principalmente se estas mães estiverem interessadas em partos normais ou naturais humanizados…aí só vão ter informações REAIS com o pessoal da área! Mas é fácil achar seus contatos pela internet…)!!!
tem que pesquisar de verdade (como eu disse, encontrar profissionais renomados em cada tipo de parto)!
Mas enfim, parabéns pelo relato e pela filhota! Adorei ler o seu relato aqui e acredito que vá inspirar muitas mães!
E Fer, parabéns pelo post!!! Você sabe que eu AMEI, né? rs…
Beijos!
Lindo DEMAIS! Falou tudo: a importância de estudar… Não dá pra ficar só pensando no quartinho, na roupinha, no nome… saúde e bem estar é coisa séria, e deveria ser prioridade das futuras mamães! Parabéns!! =)
Nossa…!!! Sua história é linda demais!! Eu (tento) imagino a emoção!
Eu ainda não tenho filhos, mas a cada parto que assisto na Tv, filmes, nessas histórias que leio ou escuto, fico super emocionada, choro mesmo!!! Não tem momento mais lindo que ser mãe. E se DEUS quiser em breve me tornarei mãe também!!
Um beijo a todas que compartilham as suas experiências de vida e suas vitórias!
Mari que relato mais emocionante, apesar de ter ouvido vc contar, ler aqui parece que empodera mais ainda a gente! logo é o meu parto e foram vcs dois que mudaram nossa história da gravidez, seremos eternamente gratos por isso!
E espero que meu parto seja tão lindo e tocante qto o seu!
Parabéns, pela força, pelas palavras e por todo carinho sempre! beijoss Mari!
Fernanda Floret eu ja conhecia seu blog de casamento, parabens por esse aqui tbm os dois são ótimos!
OI Meninas!
Muitas me procuraram, vou deixar indicado aqui o Grupo Samaúma http://www.gruposamauma.com.br . Eles tem grupo em Campinas, Indaiatuba e Goiânia! Vale a pena conhecer!
Só queria deixar um recadinho para as gestantes que querem um parto normal e estão com médico de convênio… algumas observações para vcs fazerem:
– perguntem ao médico qual a taxa de partos normais dele. O ideal é que não ultrapasse os 20% (a OMS recomenda 15%) e médico que entende a importância do parto normal, tem esses dados na ponta da língua
– fique atenta nas consultas: obstetra que nunca desmarca consulta e está sempre no horário pode ser sinal de alerta: partos não tem hora pra acontecer e isso pode implicar sim em consulta desmacarcada ou atrasada.
– converse com outras mulheres na sala de espera. Pergunte se fizeram cesárea ou parto normal. Se foi cesárea, pergunte o motivo. Médico que entende a importância do parto normal e compactua com isso, dificilmente aceita fazer cesárea eletiva pois entende que cesárea não deve ser escolha e sim necessidade. Outras indicações como: passar do tempo, bebe alto, colo grosso, falta de dilatação, pressão alta, diabetes gestacional, bebê grande, circular de cordão etc tb não são motivos, de forma alguma, para cesárea eletiva. Sinal vermelho para essas indicações!!!!
– Peça ao médico o contato de outras gestantes que tiveram parto normal com ele. Diga que quer se preparar, trocar experiências e nada como conversar com mulheres que já passaram por isso.
– E por último, mas não menos importante, pergunte ao médico sobre as intervenções… Aqui tem um teste bem bacana para vocês começarem a perceber qual é a intenção do médico de vcs:
http://www.amigasdoparto.com.br/teste.html
– E se um médico te disser que é cedo demais pra pensar no parto, saia correndo! Nunca é cedo demais pra entender o que vai acontecer com o seu corpo no dia mais importante da sua vida!!!
Linda história… Eu tenho só 16 anos mas já sonho com meu casamento e gravidez. E quero um parto humanizado .
Linda história! Fernanda, quando virá o seu bebê? rs
Espero que logo. Também queremos acompanhar a sua história!
Oi Mari, parabéns por essa conquista linda e pelo relato! Estou seguindo o mesmo caminho….tb sou da lista materna!! Estou formando nossa equipe…a doula já está garantida!!
Beijos admirados!
Vivi
Escolhi o dia certo para dar uma passadinha aqui! Posts maravilhosos. A Mariana deu uma aula, em!? Pus os sites nos favoritos, ainda mais porque moro em Goiânia. Quando chegar a hora, vou entrar em contato. Tenho dois afilhados que nasceram de cesárea (únicos partos que acompanhei de perto) e achava absolutamente normal, agora pesquisando me parece mesmo um atentado contra o bem estar de mãe e bebe.. Parabéns pela coragem e muita saúde para sua filhota!
Nossa acompanhando a história da Mariana, lembrei do momento do meu parto, realmente são dores fortes, mais que são esquecidas no momento em que você vê o rostinho do seu bebê, daí pra frente você só pensa em cuidar e amar muito seu pequenininho . Melhor sentimento do mundo!!
Optem pelo parto natural e amamentem seus baby’s. Parabéns Mariana pela história e pelos informativos.
Gostaria de entrar em contato com uma medica obstetra de parto humanizado aqui em campinas,poderia me indicar, obrigada
Mara.
Mara Rosa, desculpe, vi hoje o seu comentário. Deixei meu email disponíveis nos comentários ali em cima para quem quisesse me escrever. Em Campinas temos só 2 médicas legais, com taxas de cesáreas dentro do que a OMS recomenda:
http://www.marianasimoes.com.br
http://www.priscilahuguet.com.br
Bjs!
MUITO LINDOO MARI *–*
O PARTO NORMAL DEVERIA SER O SONHO DE TODA MÃE, MAIS INFELIZMENTE ONDE MORO TENHO AMIGAS E COLEGAS E PREFEREM O PARTO CESÁREA RESPEITO AS ESCOLHAS MAIS NÃO ACHO QUE SEJA O CORRETO.
PARABÉNS PELA ESCOLHA E PELO SEU PARTO!
SÓ QUEM É MÃE SABE O VALOR DE UMA VIDA ,O DOM DE PODER GERAR UMA CRIANÇA E O AMOR INCONDICIONAL QUE SENTIMOS NA HORA MAIS ESPECIAL E IMPORTANTE DE NOSSAS VIDAS!
BEIJOS 🙂