Vegetarianismo sem mistério: Os micronutrientes importantes | Cálcio

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Há algum tempo, fiz um post para o blog chamado “Nem só de Leite vive o Cálcio”, onde eu explorava as fontes alternativas ao leite e derivados para o cálcio. Esse post seguirá a linha e é particularmente direcionado aos veganos, uma vez que os lactovegetarianos têm todas as opções a seguir, além dos laticínios.

Muitos debates envolvem a questão do cálcio e leite. Sim, de fato o leite tem a maior concentração de cálcio em relação aos demais alimentos, contudo, esse cálcio não é tão bem absorvido como o cálcio vegetal, que possui proporções adequadas entre o magnésio e fósforo. Essa é a razão pela qual temos uma RDA de cálcio tão alta. Ela leva em consideração essa biodisponibilidade “baixa”.

Para um bom estoque de cálcio, de nada adianta beber litros e litros de leite mantendo uma alimentação rica em açúcares, carboidratos refinados e alimentos inflamatórios. Quanto mais inflamados e quanto mais ácida é a dieta, mais cálcio é excretado. Os estudos mostram que, de fato, vegetarianos têm menor densidade óssea. Contudo isso NÃO está relacionado a incidência de osteoporose no grupo.

Bem, dito isso, as fontes ricas em cálcio para os veganos vêm principalmente de vegetais folhosos verde escuros, brócolis, couve, quiabo, frutas secas como figo, damasco, uva passa, castanhas ou nuts (amêndoas, castanha de caju, macadâmia, nozes etc) e sementes (girassol, gergelim – atenção tahine!!). As leguminosas, como a soja, tofu, lentilha, ervilha, grão de bico e feijões também carregam cálcio em sua composição.

Além disso, hoje encontramos na indústria, diversos tipos de leites vegetais, como o conhecido leite de soja e os outros leites, que têm ganhado espaço nas prateleiras: leite de arroz, leite de amêndoas, castanhas, macadâmias, quinua, aveia. Muitas marcas já têm enriquecido esses leites com cálcio e vitamina D, facilitando a vida dos veganos. Vale a pena conferir.

A gastronomia artesanal também têm feito a sua parte e inovado no uso das castanhas através da fabricação de blends e manteigas de nuts. São uma delícia, riquíssimas em proteínas e gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas. Alguns dos exemplos são as pastas integrais de amendoim, pasta de castanha, pasta integral de avelã, pasta de pistache e assim por diante. São uma ótima alternativa para o vegano variar o recheio do pão!

No próximo post, receitinhas espertas com fontes de cálcio vegetal.

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Vegetarianismo sem mistério: Os micronutrientes importantes – Vitamina B12

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado, dei quatro receitas espertas para absorção de ferro. Só um adendo que acho bem importante: as pesquisas mostram que a porcentagem de indivíduos anêmicos entre onívoros e vegetarianos é igual, portanto, não é correto relacionar a dieta vegetariana com maior incidência de anemias, ok?

Bem, hoje vamos falar sobre a vitamina B12, também chamada de cobalamina. Essa, para os veganos, não tem jeito. A cobalamina é encontrada apenas em fontes animais de alimentos. Existe uma pequena produção da vitamina pela nossa microbiota – quando saudável, mas não chega a suprir a nossa necessidade.

Para os vegetarianos estritos ou veganos a suplementação é necessária, e para determinar dosagem e tempo, é necessário ser acompanhado por médico ou nutricionista e através de exames de sangue.

Sabemos de uma teoria de que temos estoques de vitamina B12 por 6 meses, contudo isso não é regra, e é bastante individual.

Alguns exemplos para elucidar os fatores que interferem nos nossos estoques são medicamentos para controlar a glicemia. Alguns deles depletam a nossa vitamina B12. Além disso, o uso contínuo de antiácidos impedem a absorção da cobalamina pelo organismo. Ou seja, nesse caso, mesmo os ovolactovegetarianos que consomem fontes alimentares ricas em B12 devem ficar atentos quando estiverem fazendo uso dessas classes de remédios.

Contudo, nesse grupo é mais fácil garantir as necessidades básicas da vitamina, uma vez que aceitam leite, derivados e ovos na dieta. Ainda assim, é importante realizar o monitoramento para adequação alimentar diária.

Infelizmente, aqui no Brasil, não temos uma gama de produtos fortificados com a cobalamina, mas, quando a B12 está em níveis adequados no organismo do vegetariano, podemos fazer o uso da chamada Nutritional Yeast ou Levedura Nutricional, na porção de 1 colher de sopa/dia em leites vegetais ou receitas diversas afim de garantir os seus estoques.

Além disso, mesmo sabendo que a produção da vitamina pelas bactérias do microbioma é baixa, é importante manter um intestino saudável, favorecendo a absorção de nutrientes e mantendo o equilíbrio da microbiota, essencial para qualquer função do organismo. Nesse caso, a própria alimentação vegetariana, quando bem balanceada, trabalha a favor desse equilíbrio, pois contêm muitos vegetais, grãos e fibras, nutrientes importantes para o crescimento bacteriano favorável ao organismo.

Também podemos fazer o uso de probióticos, dando uma boa impulsionada no equilíbrio intestinal!

Para fechar: ovolactovegetarianos adquirem a sua B12 de ovos, leites e derivados (queijos, iogurtes, coalhada etc). Veganos, em níveis adequados, podem usar como prevenção a Levedura Nutricional. Em ambos os casos, a monitoração contínua é necessária.

No próximo post, chega o Cálcio!

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Vegetarianismo sem mistério: receitas ricas em ferro

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado, falamos sobre a importância do ferro e dos alimentos fontes na alimentação vegetariana. Antes de passarmos para os próximos micronutrientes, vou deixar uma refeição rica em ferro com 4 receitas!

Salada de beterraba com gergelim + Quibe de abóbora com quinoa + lentilha com cebola caramelizada + espinafre refogado.

Salada de beterraba com gergelim

– 2 beterrabas em cubos cozidas no vapor

– 2 colheres de sopa de gergelim

– 3 colheres de sopa de azeite

– 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico

– pitada de sal

MODO DE PREPARO

Misture todos os ingredientes e sirva.

 

Quibe de abóbora com quinoa

– ½ abóbora catotian

– 3 colheres de sopa de azeite

– 2 dentes de alho espremidos

– pitada de sal e pimenta

– 1 xícara de chá de quinoa

– 1 maço de hortelã

– 1 tomate em cubos

– 1 cebola em cubos

– 2 colheres de sopa de cebolinha picada

– pitada de pimenta síria

– pitada de sal

– Sumo de 1 limão

MODO DE PREPARO

Leve a abóbora para o forno envolta no papel manteiga pincelada com azeite, alho e sal. Enquanto assa, cozinhe a quinoa em 2 xícaras de chá de água.

Quando a abóbora estiver cozida, raspe a polpa e misture na quinoa cozida. Adicione os demais ingredientes e leve para assar.

 

Lentilha com cebola caramelizada

– 2 xícaras de chá de lentilha crua deixadas de molho na água por 12 horas

– 3 colheres de sopa de azeite

-1 cebola ralada

– 1 xícara de chá de cebolinha picada

– 1 colher de chá de alho picado

– pitada de sal e cominho

– 1 cebola em rodelas

– 1 colher de sopa de açúcar mascavo

– 1 colher de sopa de manteiga

MODO DE PREPARO

Despreze a água de remolho da lentilha.

Aqueça o azeite, junte a cebola, cebolinha e alho. Quando murchar desligue o fogo.

Em uma panela, junte a lentilha, cubra com água filtrada (2 dedos acima) e junte o refogado. Cozinhe em fogo médio. Coloque a pitada de cominho.

Paralelamente faça a cebola. Derreta a manteiga, adicione as rodelas de cebola e, quando estiverem transparentes, adicione o açúcar.

Quando a lentilha estiver quase seca e mole, desligue e adicione a cebola.

 

Espinafre refogado

– 1 maço de espinafre higienizado

– 3 colheres de sopa de azeite

– 2 dentes de alho espremidos

– Sumo de 1 limão

– pitada de sal.

MODO DE PREPARO:

Doure o alho no azeite. Junte o espinafre, o sal e deixe cozinhar. Quando estiver quase pronto, junte o sumo de limão.

Bom apetite!

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Vegetarianismo sem mistério | Os micronutrientes importantes

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado, começamos a falar sobre vegetarianismo. Hoje vamos começar a conversar sobre os principais micronutrientes. Nesse post falaremos sobre o ferro: ele é a estrela quando o assunto é anemia e crescimento!

No vegetarianismo, as fontes de ferro estão disponíveis principalmente em folhas verdes escuras (couve, espinafre, escarola, rúcula, agrião etc) e leguminosas (feijões, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, tremoço, fava). Contudo, esse ferro “vegetal” não é tão bem absorvido quanto o ferro presente em carnes, então usamos de algumas estratégias para aumentar a sua biodisponibilidade:

– Ter como sobremesa, frutas cítricas e ricas em vitamina C! Sim, a vitamina C ajuda e muito na absorção do ferro! Laranja, mexerica, acerola, kiwi, manga, morango são ótimas opções. Um limão espremido na sopa de feijão, além de ser uma delícia, ajuda na absorção do ferro.

– Atenção ovolacto e lacto-vegetarianos! Não faça uso de lácteos com frequência nas refeições principais! Deixe os molhos com leite, queijos e creme de leite para momentos esporádicos! O cálcio, no nosso organismo, entra em uma batalha com o ferro e, nessa luta quem sai ganhando é o cálcio! Por isso, deixe as fontes lácteas (leite, queijo, iogurte, creme de leite) para o café da manhã e lanches.

– As leguminosas são uma das principais fontes de ferro de dietas vegetarianas, contudo trazem consigo um componente que atua como principal inibidor do ferro, o ácido fítico! Para amenizar uma estratégia e a germinação do grão – muito útil e eficaz para expor as vitaminas e minerais e melhora a digestibilidade, e o remolho (deixar os grãos de molho em água de um dia para o outro, desprezando a água do remolho no momento da cocção).

Para germinar, o processo é o seguinte:

Coloque os grãos escolhidos (feijão, ervilha, lentilha etc) em um vidro e cubra com água. Deixe de molho por uma noite, depois cubra esse vidro com um tecido chamado filó e prenda com elástico. Despeje a água e lave bem os grãos. Decline o vidro (cerca de 45 graus) e deixe m um local sombreado e fresco. Enxague 2x ao dia – pela manhã e pela noite, até germinar, cerca de 2 a 6 dias.

– O ovo possui uma boa quantidade de ferro, contudo de baixa biodisponibilidade. Para melhorar, vale a regra de associar uma fonte de vitamina C ou tomate, por exemplo, que contém tanto a vitamina C quanto carotenoides.

No próximo post, o assunto é a Vitamina B12 e o Cálcio!

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Vegetarianismo sem mistério!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Nos próximos posts, vou falar sobre o vegetarianismo!

Primeiro, é importante esclarecer uma diferença entre os tipos de vegetarianos:

Ovolactovegetarianos: aceitam ovos, leite e derivados, ou seja, ovos de galinha, codorna, ovas de peixe, leite, queijos, creme de leite, iogurte, manteiga etc.

Ovovegeraianos: aceitam ovos. Todos os demais alimentos de origem animal são vetados.

Lactovegetarianos: aceitam leite e derivados. Aqui os ovos não entram, mas entram os lácteos!

Veganos ou vegetarianos estritos: não aceitam nenhum alimento ou componente de origem animal, nem mel ou manteiga.

Mas isso é importante diferenciar? Sim, muito! Principalmente quando pensamos na ingestão de vitamina B12, por exemplo.

Genericamente, os vegetarianos precisam atentar-se no equilíbrio da ingestão de proteínas (feijões, lentilha, ervilha, grão de bico, castanhas, quinua, amaranto, ovos) e não sobrecarregar a alimentação com carboidratos (pães, batata, mandioca, massas, torradas).

Além disso, é importante prestar atenção na proporção entre as gorduras ômega 6 (encontradas em fontes de óleos vegetais) e ômega 3 (encontrada principalmente em peixes e castanhas). É comum que a ingestão de ômega 6, gordura com perfil mais inflamatório, seja maior do que o recomendado em relação ao ômega 3, principalmente em veganos! Dai vem a importância de um cardápio equilibrado.

Antes de entrarmos em detalhes, acho válido falar forma prática sobre os grupos alimentares e, posteriormente, conversaremos sobre as vitaminas e minerais, fechando com receitinhas, ok?

 

Vamos lá!

Fontes de carboidratos: não mudam do usual.

São os grãos, massas, farinhas, tubérculos. Traduzindo: arroz, cevada, centeio, aveia, painço, macarrão, pães, torradas, bolachas, cereais, batata, mandioca, inhame, cará, milho.

Fontes de proteínas: aqui temos mais detalhes.

Para os veganos: grão como feijão (carioca, preto, branco, jalo, azuki, rajado, vermelho, rosinha etc), lentilha, ervilha, grão de bico, tremoço, soja, quinua, amaranto, aveia, chia, oleaginosas (castanhas, nozes, macadâmias, avelãs, amendoim, amêndoa), broto de feijão, cogumelos.

Para os ovovegetarianos, todos os anteriores + ovos.

Para os lactovegetarianos, todos os descritos no vegano + leite, iogurte, coalhada, queijo, queijos cremosos.

Para os ovolactovegetarianos, todos os anteriores!

Fontes de gordura: oleaginosas, abacate, óleo de coco, óleo de linhaça, óleo de avelã, óleo de amêndoa, óleo de macadâmia, pasta de amendoim, óleos vegetais (milho, canola, girassol, soja, arroz) e azeite. A manteiga entra nos lacto e ovolactovegetarianos.

Um dia vegano:

Café da manhã: pão integral + pasta de amendoim + leite de amêndoa com cacau e banana.

Lanche da manhã: morango com aveia e agave.

Almoço: Salada de folhas + espinafre refogado + arroz integral + Lentilha + quibe de abóbora.

Lanche da tarde: mix de oleaginosas e frutas secas.

Jantar: sopa de grão de bico com gengibre + tabule de quinua.

Ceia: Leite de castanha com especiarias.

 

No próximo post, falarei sobre os micronutrientes mais importantes!

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Facilitando o dia a dia na cozinha | Receitas

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado, conversamos sobre a praticidade do processador e da panela de pressão. Nesse post vou te passar 3 receitas par usar o processador e a panela de pressão, não só isso, mas são receitas práticas!

Sopa de abóbora com batata doce

– 2 colheres de sopa de azeite

– 2 colheres de sopa de pasta de cebola (cebola + cebolinha + salsinha passadas no processador e guardadas na geladeira para sempre ter tempero!)

– 1 colher de chá cheia de alho picado

– 300g de abóbora japonesa picada

-200g de batata doce picada e descascada

– folha de louro

– pitada de noz moscada.

– lascas de gengibre.

MODO DE PREPARO: Na panela de pressão, refogue a pasta de cebola com alho e azeite. Adicione os demais ingredientes cobrindo com água. Depois de 30 minutos cozinhando – após ter pego pressão – leve ao processador, sem a folha de louro e bata.

Hambúrguer de frango com cenoura

– 500g de peito de frango comprados para estrogonofe

– 3 colheres de sopa de azeite

– 3 colheres de sopa de pasta de cebola (cebola + cebolinha + salsinha passadas no processador e guardadas na geladeira para sempre ter tempero!)

– 2 colheres de chá de alho picado

– 3 cenouras descascadas e grosseiramente cortadas ou compradas já picadas

– 1 ovo

– 2 xícaras de chá de farelo de aveia

– sal e pimenta a gosto

– pitada de curry

MODO DE PREPARO

Refogue a cebola, o alho e o azeite na panela de pressão. Junte o peito de frango e a cenoura. Cubra com água, feche e deixe cozinhar por 30 minutos (após ter pego pressão). Quando pronto, guarde parte da água do cozimento. Leve os ingredientes ao processador e bata. Se necessário, adicione um pouco da água que guardou para não ficar seco. Faça hambúrgueres e leve para assar ou grelhar.

Muffin integral de banana

– 3 bananas nanicas

– 2 ovos

– ½ xícara de açúcar

– 2 xícaras de farinha de trigo integral

– 1 xícara de farelo de aveia

– ½ xícara de óleo vegetal

– 1 colher de chá de canela

MODO DE PREPARO

Leve tudo no processador, bata e distribua em formas de muffin. Asse por 45 minutos.

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Facilitando o dia a dia na cozinha | 2 utensílios para ajudar na cozinha

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Um os grandes obstáculos para comermos bem está no processo de preparo dos alimentos. O tempo de preparo, o processo de cortar, descascar, cozinhar acaba não só desmotivando muita gente como, por vezes, é incompatível ao tempo disponível que temos no dia a dia.

Não me entendam mal, eu amo cozinhar e dedico uma parte do meu dia a dia para isso. Mas cada mãe tem uma realidade e disponibilidade, mas a praticidade cabe a todas!

Vamos começar pela compra! Invista em alimentos já descascados e picados, isso facilita e muito no andar da carruagem! Nada de temperos prontos – industrializados – mas vale a pena a mistura de cebola picada com cebolinha e o pote de alho sem sal, picado.

Na cozinha, quem são os seus aliados!

Um utensílio que costuma agilizar muito o preparo, é o processador. Com ele conseguimos fazer um tempero base para a maior parte dos alimentos:

– Pré-preparo: cebola + cebolinha + salsa = processe e guarde na geladeira. Use com o alho picado para refogar legumes, carnes, arroz, feijão.

– Preparo: receitas como bolos, hambúrgueres, purês e sopas vão muito bem com o processador! Jogamos tudo dentro e ligamos.

Outro utensílio que traz muita praticidade é a panela de pressão!

Além de ser supereconômica – os alimentos são cozidos mais rapidamente, mantendo os nutrientes muitas vezes perdidos durante o processo de cocção – ao cozinhar os alimentos sob pressão, precisamos de uma menor quantidade de gordura e de tempo! Ou seja: conseguimos mais maciez com menor adição de óleos!

– Feijões, lentilha, ervilha, grão de bico = coloque na panela de pressão, com 4 dedos de água acima dos grãos e com o refogado de cebola que fez no processador. Feche e vá ser feliz. Depois que pegar pressão, estará pronto em aproximadamente 45 minutos.

– Carnes como lagarto: tempere, doure e leve na panela de pressão com pimentões já picados que comprou no hortifrúti. Junte um pouco de água e deixe cozinhar.

– Arroz, se você não tem a panela de arroz, faça como o feijão, mas com menos água. 1 xícara de arroz, 1 xícara de água e temperos (cebola, cebolinha, alho, louro e azeite). Feche e cozinhe por incríveis 5 minutos! Pode até incrementar com cenoura picada, brócolis etc.

No próximo post, receitas para usar o processador e a panela de pressão!

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Como fazer dois docinhos usando os mesmos 5 ingredientes!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Nesse post preferi dar duas receitas deliciosas com cacau e ricas em fibras! Ótimas para matar o desejo de doces, bolos e chocolates das grávidas e melhores ainda para levar a criançada para cozida!

As duas levam ingredientes muito semelhantes, facilitando na compra e variando na cozinha! Vamos lá!

BOLO DE CHOCOLATE E CAFÉ
– 4 ovos caipiras
– ½ xícara de chá de manteiga derretida ou óleo de coco
– 1 xícara de chá de café passado forte
– ½ xícara de chá de cacau em pó
– 1 xícara de chá de açúcar mascavo, demerara ou de coco
– ½ xicara de chá de aveia em flocos
– ½ xícara de chá de farinha de trigo integral
– 1 xícara de chá de farinha de trigo branca
– 1 colher de sopa de fermento em pó
– pitada de noz moscada

MODO DE PREPARO: misture tudo no liquidificador, distribua em uma forma untada e asse em fogo baixo.

COOKIES INTEGRAIS DE CACAU
– 2 xícaras de chá de aveia em flocos
– 3 colheres de sopa de cacau em pó
– 3 colheres de sopa de manteiga derretida ou óleo de coco
– ¼ xícara de chá de açúcar mascavo ou de coco ou demerara
– ¼ xícara de chá de café passado forte
– 3 colheres de sopa de semente de linhaça ou uva passa escura

MODO DE PREPARO: misture tudo, coloque colheradas na forma e leve para assar por 15 minutos em fogo baixo. Depois, vire os cookies e asse por mais 10-15 minutos.

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Introdução Alimentar | Alergias

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

As alergias alimentares são quaisquer reações adversas aos alimentos ou aditivos alimentares. Podem apresentar sintomas respiratórios, cutâneos – como dermatites e manchas – cólicas ou alteração nas fezes. O mais comum entre as crianças são as dermatites atópicas, as famosas “bolinhas na pele”.

Entre as alergias alimentares mais comuns, temos a alergia a proteína do leite de vaca, ovo, trigo e soja, as quais costumam desaparecer após o segundo ano de vida. Já as alergias as castanhas, amendoim, nozes e frutos do mar costumam acompanhar a criança durante toda a vida.

Aqui, vale salientar que a intolerância a lactose é diferente da chamada alergia a proteína do leite de vaca. A primeira não se trata de uma alergia, mas da ausência parcial ou total de uma enzima – lactase – que digere o açúcar do leite; nesse caso, produtos sem lactose, resolvem o problema, não sendo necessária a exclusão do grupo alimentar.

Já a alergia a proteína do leite de vaca diz respeito à proteína presente no leite, sendo assim, mesmo produtos “Lactose zero” geram alergia. O ideal nesse caso é a exclusão total do grupo de lácteos da dieta.

Uma vez diagnosticada a alergia alimentar, a conduta nutricional é a dieta de exclusão, a qual é realizada com um número limitado de alimentos e seguindo por até 6 semanas de restrição alimentar. Quando a alergia é descoberta ainda em fase de aleitamento, o ideal é que sejam excluídos os alimentos causadores de alergia da dieta materna, para que a amamentação possa prosseguir.

Já na fase de introdução alimentar, os alimentos oferecidos ao bebê devem ser selecionados e a família informada e consciente. Adicionalmente, algumas alternativas podem ser feitas para melhora da parede intestinal, como administração de probióticos, por exemplo.

Na descoberta de algum indício de alergia, vale a visita ao gastropediatra e a nutricionista, que irá orientar a melhor alternativa dietética para cada caso.

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