A importância do ômega 3 na dieta e como ter boas fontes dessa gordura!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Já é consenso que a nossa alimentação contempla uma boa proporção de gordura do tipo ômega 6 (óleos vegetais como milho, soja, girassol) mas que não supre as necessidades recomendadas de ômega 3!

Em tese, deveríamos ter uma proporção adequada entre ômega 6 e ômega 3, mas a realidade é outra! Nosso hábito alimentar não engloba uma quantidade satisfatória de peixes e sementes, em contrapartida, ingerimos muito mais fontes de óleos vegetais.

Além disso, esse tipo de gordura, além de ser extremamente benéfica ao ser humano, deve ser consumido na dieta, uma vez que o organismo não é capaz de produzi-la.

Alguns estudos já demonstram que o uso de ômega 3 na gestação favorece o desenvolvimento do sistema nervoso central do bebe, reduz o risco de parto prematuro e aumenta o peso ao nascer. Seus benefícios não param por ai, eles se estendem na prevenção da pré-eclâmpsia, função visual do bebe e prevenção de depressão pós-parto.

Suas funções são aplicadas para a memória, desempenho cognitivo e concentração. No âmbito cardiovascular, atua reduzindo o triglicérides, impede formação de placa de gordura na artéria e regula a pressão arterial.

As principais fontes são os peixes de água fria, como sardinha, atum e salmão, contudo, junto com o salmão vem toda a polêmica de ser um peixe de cativeiro e de ser alimentado com uma ração sem quantidades satisfatórias de ômega 3.

Além deles, temos as algas marinhas, as sementes oleaginosas (castanhas, nozes), a linhaça – triturada e consumida em até 3 dias, e a semente de chia.

Como fontes importantes e como introduzi-los na dieta, vamos abordar a sardinha, o atum, a chia e as sementes oleaginosas!

Um exemplo de cardápio rico em ômega 3, para nutrir a mamãe e o bebê – tanto na barriga quanto o que mama no peito:

Café da manhã: iogurte + mamão picado + chia + pão com queijo branco

Lanche da manhã: maçã + mix de castanha (nozes, castanha de caju, amêndoa)

Almoço: salada de alface e rúcula + arroz integral + feijão + brócolis + filé de atum com alecrim + abacaxi

Lanche da tarde: vitamina de leite + banana + cacau + aveia

Jantar: Salada de agrião com tomate + quinua + omelete feito com ovo caipira

Ceia: Abacate

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Quinua, um grão poderoso!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Um grão de origem boliviana, a quinua ganhou espaço nos supermercados, restaurantes e vem invadindo as mais diferentes receitas por ai! Não é à toa, uma coringa na culinária, a quinua combina com diversas receitas!

Melhor ainda, esse grão apresenta 23% de sua composição em proteína de alto valor biológico, ou seja, sua composição – no quesito de aminoácidos essenciais – se assemelha a mistura de arroz e feijão, e já foi inclusive classificada como melhor proteína vegetal, graças ao seu alto conteúdo de lisina e metionina, aminoácidos essenciais para o corpo humano!

Rica em triptofano, a quinua contribui na produção de serotonina – neurotransmissor do bom humor. É rica em fibras, prevenindo a constipação e contém bons conteúdos de vitamina do complexo B. Rica também em ferro e cálcio, atua prevenindo a anemia e cuida da saúde dos ossos! Além disso, contém carboidratos de baixo índice glicêmico, ou seja, quando é digerida, libera açúcar aos poucos, evitando picos de glicemia e nos mantendo saciadas por mais tempo, tudo de bom né!

A gestante pode e deve colocar esse grão na dieta, e mais, bebês que começaram a introdução alimentar também podem – e devem consumir a quinua! Seu alto conteúdo proteico auxilia no crescimento e desenvolvimento dos tecidos.

No caso das papinhas, a quinua entra no lugar tanto do feijão, lentilha, ervilha, grão de bico quanto do arroz, batata, mandioca por exemplo:

– Papinha de batata doce + quinua + brócolis + frango

– Papinha de quinua + grão de bico + peixe + espinafre

– Papinha de arroz + quinua + carne + cenoura

– Papinha de quinua + feijão + gema de ovo + beterraba

O preparo básico da quinua é bastante simples, basta colocar uma parte de quinua para 2 partes de água, por exemplo: 1 xícara de quinua em grãos para 2 xícaras de água. Coloque para cozinhar até secar a água! Depois, se for comer a quinua sem estar inserida em uma preparação, refogue com azeite, cebola, cebolinha e alho!

Para colocar esse grão no seu dia a dia, o próximo post vou te dar receitas saborosas com a quinua!

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Bolo de Laranja Integral

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado falamos da importância de comer alimentos integrais e de não exagerar nas fontes ricas em açúcar! Sabemos que na gravidez muitas mamães exageram nos alimentos doces e acabam tendo problemas no controle da glicemia!

Para dar uma mãozinha, aqui vai uma receita doce e saborosa, mas não vale exagerar na porção!

BOLO DE LARANJA INTEGRAL
– 2 xícaras farinha de trigo integral
– 1 ½ de açúcar mascavo

– 3 ovos médios (caipiras)
– ½ xícara de óleo de coco ou canola
– 1 copo médio de suco de laranja
– 1 colher de chá rasa de raspinhas de laranja
– ½ xícara de linhaça dourada em grãos
– 2 colheres de sopa fermento em pó

Modo de Fazer:

Bata no liquidificador os ovos, o açúcar e o óleo até ficar homogêneo.

Acrescente o suco da laranja e depois a farinha de trigo e bata por mais uns minutos.

Despeje esta massa em uma bacia, acrescente a linhaça, as raspinhas e por último o fermento peneirado.

Unte uma forma média redonda, acrescente a massa e leve para assar por uns 35 min. Ou até que ao espetar um palitinho saia sequinho.
DICA: Se desejar faça uma calda com mascavo e suco de laranja e coloque raspinhas por cima do bolo.

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Porque controlar o açúcar na gestação!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Durante a gestação acontecem muitas mudanças metabólicas, uma delas é com o metabolismo da glicose – o açúcar! Graças ao hormônio HPL, a mulher fica mais resistente à ação da insulina (hormônio responsável pela captação de glicose no sangue) durante a gestação.

Isso acontece de propósito! A glicose é o principal alimento e fonte energética do feto! Já para a gestante, a gordura passa a ser a sua principal fonte energética. O bebê depende totalmente da glicose materna, mas calma lá, isso não quer dizer que quando engravidamos devemos comer mais açúcar!

Não digo “muito pelo contrário”, mas esse açúcar deve ser controlado. O ideal durante a gestação é o consumo de carboidratos integrais e de baixo índice glicêmico (alimentos que liberam açúcar aos poucos no organismo), e baixo consumo de açúcar.

A partir da 12ª semana gestacional, o bebê começa a produzir a sua própria insulina, a fim de metabolizar a glicose fornecida pela mãe. Da mesma maneira, por depender da ingestão de alimentos fontes de açúcar da mãe, a glicemia fetal é bem próxima à glicemia materna e é aqui que devemos nos atentar!

Toda vez que exageramos no açúcar, temos um pico de glicemia e estimulamos muito a insulina (precisamos de mais hormônio para metabolizar tanto açúcar). Em grávidas, esse pico de glicose que acontece na mãe – que já é levemente resistente à insulina – também acontece no bebe, estimulando mais e mais a sua insulina.

Quando essa situação é recorrente, o constante estímulo à insulina do bebê gera um aumento no depósito de gordura podendo levar ao chamado “bebe muito grande”. Além disso, quando o feto é exposto a altas taxas de glicose, mantém sua produção de insulina alta e, quando nasce – e começa a amamentação – pode sofrer uma hipoglicemia, já que a oferta de açúcar com o aleitamento materno, não é a mesma que antes.

Além disso, há um maior risco no desenvolvimento de diabetes gestacional na mãe, principalmente após a 20º, 24ª semana gestacional, podendo levar a diversas complicações, como hipertensão, por exemplo.

Contudo, justamente pela necessidade de disponibilizar esse açúcar para o feto, a gestante costuma a ter uma hipoglicemia em jejum, sendo muito importante que essa mamãe coma a cada 3 horas!

Para não errar a mão, prefira sempre carboidratos integrais, como arroz integral, quinua, amaranto, canteio, feijões, aveia e frutas acompanhadas com farelos e cereais ricos em fibras, como aveia, granola, cereal matinal rico em fibras. Controle a síndrome de formiga e não caia de boca nos doces! Moderação sempre!

No próximo post vou te dar uma receita rica em fibras e docinha, para matar a sua vontade de doces!

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Cozinha saudável com a criançada

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Muitas mamães se preocupam com a qualidade da dieta do pequeno! Além disso, fazer o pimpolho comer alimentos saudáveis dá um tanto de trabalho!

Uma estratégia para atrair a criança na descoberta de novos sabores é colocar a família na cozinha e todos cozinharem juntos! Levar a criança à feira, ao supermercado, envolvê-la em todo processo – da compra ao preparo – é uma boa estratégia para que ela se interesse mais no que vai comer!

Hoje trago 2 receitas de muffins super saudáveis, ótimos para fazer com o filho e colocar na lancheira!

Muffin de Chocolate

(rende 8 porções)

– 4 ovos (gemas e claras separadas)

– 2 colheres de sopa de açúcar mascavo

– 2 colheres de sopa de farinha de trigo integral

– 2 colheres de sopa de farelo de trigo

– 2 colheres de sopa de cacau em pó

– 1 colher de sopa de fermento em pó

– Pitada de noz moscada

 

MODO DE PREPARO

Bata as claras até formar picos firmes. Adicione as gemas uma a uma. Adicione o açúcar sem parar de bater.

Em uma tigela separada, misture as farinhas com o cacau e com o fermento. Adicione aos poucos mexendo bem devagar à massa de ovos e açúcar.

Coloque em 8 forminhas de muffin e leve para assar.

 

Muffin de Especiarias

(rende 8 porções)

– 4 ovos (gemas e claras separadas)

– 2 colheres de sopa de açúcar mascavo

– 2 colheres de sopa de farinha de trigo integral

– 2 colheres de sopa de farelo de trigo

– 1 colher de café de canela em pó

– 1 colher de café de noz moscada

– 1 colher de café de cravo em pó

– 1 colher de sopa de fermento em pó

MODO DE FAZER

Bata as claras até formar picos firmes. Adicione as gemas uma a uma. Adicione o açúcar sem parar de bater.

Em uma tigela separada, misture as farinhas com as especiarias e com o fermento. Adicione aos poucos mexendo bem devagar à massa de ovos e açúcar.

Coloque em 8 forminhas de muffin e leve para assar

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Dicas para fazer uma sopa rápida e saborosa!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado falamos sobre câimbras e deficiência de magnésio, um mineral essencial para o relaxamento muscular! Só para recapitular, a sua deficiência vem acompanhada de dores musculares, espasmos, tensionamento, tremores e câimbras!

Uma das principais fontes desse mineral são as leguminosas! Os feijões, lentilha, ervilha e grão de bico estão repletos de nutrientes e, dentre eles, o magnésio!

Como o inverno está chegando, uma boa dica para consumir mais desses alimentos são as sopas! Para facilitar a sua vida, fiz um bate pronto para que você faça as mais diversas sopas e de uma maneira rápida e prática!

  • Escolha a sopa que você quer! Feijão, grão de bico, lentilha, ervilha. Deixe o grão de molho na água de um dia para o outro. No dia seguinte jogue essa água fora e cozinhe com uma nova água. Esse processo elimina os formadores de gases, garantindo uma melhor digestibilidade dos grãos.
  • Coloque os grãos que escolheu (ou feijão ou lentilha ou ervilha ou grão de bico) em uma panela de pressão e coloque água, 4 dedos acima!
  • Faça um refogado coringa! Azeite + cebola ralada + cebolinha picada + alho. Refogue bem e jogue na panela de pressão com os grãos. Coloque também uma folha de louro.
  • Acerte o sal, tampe a panela e cozinhe! Aproximadamente 40 minutos depois que pegar pressão.
  • Depois de pronto, bata no liquidificador! Com o caldo! Se ficar muito grosso, acrescente mais água. Nesse momento, coloque um tempero extra! Sugiro as seguintes combinações:

– Feijão carioca com macarrão integral;

– Feijão preto com limão;

– Grão de bico com gengibre;

– Ervilha com curry;

– Lentilha com cominho.

Para as gravidinhas, é importante adicionar uma porção de carne, peixe, frango ou ovo. Pode ser na sopa ou separado, mas é essencial garantir essa dose extra de proteína!

Outra dica é fazer as sopas e ir congelando, assim, quando o pimpolho nascer, você garante o jantar, afinal, praticidade é a palavra de ordem, principalmente no primeiro mês do bebê em casa!

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Câimbras na gestação: só banana não resolve!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

A gravidez é cheia de maravilhas e de sintomas diferentes! A parte mais chata é que se não bastassem os enjoos, desejos malucos e cansaço, no final da gravidez acontecem as câimbras!

Ao contrário do que sempre se ouve, não basta comer banana para melhorar! E nem é problema apenas do potássio, como muito se ouve! Na realidade, a deficiência de potássio não é tão comum assim.

As câimbras são, em geral, um desequilíbrio entre os minerais cálcio e magnésio e isso acontece pois o bebê precisa de uma quantidade relativamente alta desses minerais para se desenvolver, retirando dos estoques maternos.

Ambos minerais trabalham em conjunto para a contração e relaxamento da musculatura! O cálcio funciona contraindo os músculos e o magnésio entra para fazer o relaxamento!

Na deficiência de cálcio, entram em ação hormônios fazendo a retirada de cálcio do osso para suprir as necessidades orgânicas. Aqui a preocupação é outra! Garantir uma ingestão adequada de cálcio para manter as necessidades na gestação e a saúde dos ossos maternos.

Quando há uma deficiência de magnésio, a gestante tende a ter mais inchaços, dores musculares, espasmos e, adivinhem, mais câimbras!!! Além disso, o magnésio atua permitindo a entrada de potássio no meio celular, ou seja, para o potássio desempenhar a sua função adequadamente, ele precisa do magnésio.

Para garantir uma ingestão adequada desse mineral é muito importante que na dieta tenha sempre folhas verdes escuras (couve, escarola, rúcula, agrião, espinafre), cereais integrais (arroz integral, trigo integral, quinua, centeio, aveia), leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, fava, grão de bico) e oleaginosas (castanha de caju, castanha do para, nozes, amêndoas, macadâmias, avelãs).

Para uma refeição pronta para combater as câimbras, fiz algumas sugestões para você!

  • Sopa de feijão com macarrão integral
  • Salada de rúcula com feijão branco e atum
  • Banana amassada com farofa de castanha do pará + mel
  • Suco verde (couve + hortelã + abacaxi)
  • Arroz integral + lentilha + quibe de carne com nozes

No próximo post, dicas para preparar sopas práticas e ricas em magnésio!

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Cálcio e Ferro, cada um no seu quadrado!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado, falei sobre anemia na gestação! Para completar o assunto, vamos esclarecer sobre os minerais cálcio e ferro!

Uma dúvida que recebo muito é sobre a famosa “mistura de cálcio com ferro”! As mamães constantemente falam: “o que não pode misturar com o que mesmo?”… Sim, são as fontes de cálcio com as fontes de ferro, principalmente na gestação!

Resumidamente, fontes de cálcio – leite e derivados, não devem fazer parte da mesma refeição que contém fontes de ferro – carnes e feijões! Os leites e derivados costumam aparecer no café da manhã e lanches intermediários e os feijões e carnes aparecem nas refeições principais!

Essa regra é muito importante principalmente para garantir o aporte de ferro na gestação, que já vimos, tende a cair. Essa regra também deve ser seguida na introdução alimentar do bebe após os 6 meses! Nessa fase, a criança tem uma redução na sua reserva de ferro!

É claro, aquele queijo ralado no macarrão não precisa ser excluído da dieta, mas para as grávidas que estão com anemia, é importante que isso fique para momentos esporádicos! Da mesma maneira, saladas com queijos, sobremesas que vão leite e derivados como bolos, pudins e cremes, devem ser evitados! No lugar dessas sobremesas, priorizar as frutas cítricas e ricas em vitamina C, como acerola, caju, laranja, limão, abacaxi, manga, kiwi.

Agora, como fazer com aquele desejo da grávida de comer um estrogonofe? Ou uma sopa creme? A dica é: use leite vegetal! Não precisa ser regra, mas pode ser mais uma opção no seu dia a dia!

O leite de coco e o leite de inhame, por exemplo, são ótimos para a cozinha! O leite de coco entra para fazer um delicioso frango ao curry (no lugar do creme de leite) e o leite de inhame, que é mais “grosso”, fica ótimo para um estrogonofe, molho branco ou uma sopa creme!

A receita do leite de inhame é bem simples!

– 1 unidade de inhame descascado

– 1 copo de água

Bata tudo no liquidificador e coe no voal ou em um pano limpo.

A polpa você pode engrossar sopas ou fazer um patê, temperando com azeite, sal, alho e misturando com atum, frango desfiado, cenoura ralada, beterraba e abobrinha!

Outros leites vegetais: arroz, amêndoa, castanha, gergelim, linhaça, quinua.

No próximo post, dicas de como enriquecer as receitas do seu dia a dia!

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Prevenindo a anemia na gestação

Muitas futuras mamães são resistentes ao uso de suplementos vitamínicos durante a gestação, mas é importante prestarmos atenção em alguns parâmetros bioquímicos durante o período, como o hemograma, ferro e ferritina!

A partir da 28ª semana gestacional, as grávidas apresentam a chamada “anemia fisiológica”, ou seja, seu sangue sofre uma maior hemodiluição e seu hemograma vem alterado! Mas isso, até certo valor, é normal.

Passar de uma anemia fisiológica para uma anemia durante a gravidez é bem comum e fácil já que as necessidades de oxigênio para o metabolismo celular vão aumentando, duplicando a necessidade de ferro. Além disso, há uma necessidade maior de ferro para a reserva hepática fetal e para reposição após perda sanguínea no parto, por isso devemos ficar atentas e devemos manter uma alimentação adequada!

A deficiência de ferro na gestação pode trazer muitos problemas, dentre eles o parto prematuro, alterações no sistema imune e prejuízo no desenvolvimento e crescimento fetal. O ferro é extremamente necessário para o desenvolvimento do cérebro e das células sanguíneas do feto.

Por isso, siga algumas dicas no seu dia a dia!

– Invista no suco verde pela manhã! Folhas verdes escuras contêm cálcio e ferro, além de fibras, magnésio e muitos outros componentes importantes! O suco roxo – com a beterraba – misturado com laranja, também fornece bastante ferro e de quebra ajuda a combater o inchaço.

– Nas refeições principais, nada de leite e derivados! Invista nas carnes, ovos e feijões – lentilha, ervilha, grão de bico, feijão.

– Na sobremesa, aposte em frutas cítricas e ricas em vitamina C, como acerola, laranja, mexerica, caju, manga, kiwi, morangos, abacaxi. Essas frutas fazem o ferro presente nas leguminosas ser melhor absorvido pelo organismo!

– Evite a ingestão de antiácidos na azia. Nosso conteúdo de ácido gástrico é necessário para absorção de ferro e vitamina B12, também importante para prevenir anemia!

Segue um exemplo de alimentação pronta para prevenir a anemia!

Café da manhã: suco verde (couve + hortelã + manga) + pão com queijo branco e tomate em cubos.

Lanche da manhã: mix de castanhas com frutas secas.

Almoço: salada com folha verde escura (rúcula + alface roxa + cebola + cenoura) + arroz integral + feijão + bife acebolado + espinafre refogado + abacaxi.

Lanche: iogurte + morango + aveia + mel.

Jantar: salada (agrião + alface + beterraba + grão de bico) + purê de mandioquinha + frango ao molho de laranja + escarola refogada + kiwi.

Ceia: vitamina de leite + mamão.

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