Socorro, meu filho não come! Parte 2

No post passado, falamos um pouco sobre o começo da introdução alimentar e alguns conceitos básicos. Hoje falaremos sobre problemas pontuais e dicas para resolvê-los na hora da refeição!

*Meu bebê não quer comer, só quer o leite!
Tente dar os alimentos em pedaços de um tamanho que ele consiga pegar com as mãos, como palitos de cenoura, batata, pepino, floretes de brócolis e couve flor. Deixe ele olhar, tocar, cheirar e brincar com o alimento. Corte em formatos diferentes (de tamanhos adequados para que ele não engasgue) e faça formas lúdicas no prato, como um rosto sorrindo, por exemplo!

*Meu bebê só quer saber de papinha industrializada!
Reproduza a papinha na sua casa! Por exemplo, se ele gosta da papinha de frango com cenoura e batata, faça essa papinha na sua casa!

*Ainda assim, meu filho só quer a papinha industrializada!
Ok, calma! Reproduza a papinha do mesmo jeito e vá misturando na industrializada e, aos poucos, aumente a caseira e diminua a industrial!

*Meu filho só quer comer papa doce!
Comece pelos alimentos mais adocicados, como mandioquinha, cenoura, batata doce e abóbora! Se mesmo assim não conseguir, misture com algumas frutas.

Ainda que o ideal seja um alimento por vez – para vermos alguma possível alergia – se a introdução alimentar está muito difícil, vale a mistura, como mandioquinha e maçã, manga com cenoura, abóbora com pera e por ai vai! Mas essa diluição deve ir diminuindo aos poucos, ou seja, menos fruta e mais legume!

*Meu filho não quer saber de vegetais!
Misture os vegetais em legumes mais adocicados e em frutas. Primeiro deixe bem disfarçado e, gradativamente, mude para apenas misturado e depois junto, mas separado no prato.

*Meu filho só gosta de um tipo de comida e recusa o resto!
Aproveite sua preferência e sirva com os demais alimentos, pode ser misturada ou junto, no mesmo prato. Lembre-se de que o bebe precisa de muitas tentativas para comer um novo alimento!

*Meu bebê não quer saber de água!
Aqui temos 2 alternativas: misture sucos na água, bem pouco, mais para saborizar o líquido, ou diluía o leite. Vá diminuindo essa diluição aos poucos.

*O problema aqui em casa é birra!
Nesse caso, ignore! Se o estímulo – birra – não tiver retorno seu, irá cessar depois de algumas tentativas! A criança não morre de fome, em algum momento ela vai comer.

Respire fundo e siga em frente! A introdução alimentar é um exercício de paciência e de diversão!

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Socorro, meu filho não come!

Uma das principais preocupações das mães na fase da introdução alimentar é o filho não comer… E olha, isso é bastante comum! Para ajuda-las com esse desafio, vamos falar um pouco sobre aspectos gerais da alimentação e os problemas mais comuns!

Em primeiro lugar é importante lembrar algumas coisas:

– O aleitamento materno deve ser incentivado ao máximo. Deve ser exclusivo até os 6 meses de vida e, posteriormente, pode e deve continuar junto com a introdução alimentar.

– A “papinha” não deve ser nem liquidificada e nem passada na peneira, apenas amassada!

– “Papa doce” tem o nome “doce” por ser composta por frutas, mas não deve ser adicionado açúcar.

– “Papa salgada” tem esse nome por ser composta de vegetais, cereais, grãos e carnes, mas não deve ser adicionado sal à preparação. No lugar do sal, entram as ervas frescas (salsinha, coentro, tomilho, sálvia etc), um pouquinho de cebola e, se quiser um pouquinho de alho.

Em relação ao bebê, precisamos lembrar que todos têm um mecanismo chamado “neofobia”, ou “medo do novo”. Instintivamente eles tendem a recusar, em um primeiro momento, o desconhecido. É quase um mecanismo de defesa!

As crianças devem ser expostas INÚMERAS vezes ao alimento! Após 10 a 15 tentativas, elas se habituam. Vale ressaltar que o alimento deve ser apesentado de diversas maneiras: em pedaços, em purê, com formatos diferentes e com diversas combinações.

Além disso, mães que amamentam devem investir na variedade da sua alimentação! Bebês amamentados exclusivamente tendem a aceitar melhor a alimentação, isso acontece porque conforme a mãe varia a dieta, o sabor do leite muda, ajudando na aceitação de alimentos diferentes.

Outra dica para facilitar o processo é dar boas vindas à sujeira! Deixe o seu filho tocar o alimento, espremer, brincar, colocar na boca, olhar, sentir o cheiro. Incentive essa curiosidade nele!

Vale lembrar que o nosso exemplo é essencial! Nada como ver a mãe comer alimentos saudáveis e com prazer para entender que esses alimentos são de fato saborosos e valem a pena entrar no dia a dia! Mostrar entusiasmo na hora de oferecer o alimento e incentivar positivamente também faz a diferença!

No próximo post, vamos falar dos problemas pontuais e possíveis soluções!

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Nada de papinhas, conheça o novo método BLW – passo a passo

No post passado conversamos sobre o que é o BLW. Hoje vamos falar sobre tudo o que se deve e o que não se deve fazer no método!

– Ofereça ao bebê a oportunidade de participar de toda e qualquer refeição da família. Você pode começar assim que a criança mostrar interesse enquanto observa os membros da família comendo. Vale lembrar que isso apenas é possível após os 6 meses!

– Atente-se a postura do seu filho. Ele deve estar na posição vertical. No início ele pode ficar no seu colo, de frente para a mesa. Quando começar a mostrar habilidade em escolher e pegar os alimentos, deixe-o na cadeira alta (com supervisão).

– Ofereça a ele os mesmos alimentos que você está consumindo, em um tamanho que ele consiga pegar, do tamanho de um punho.

– Ofereça uma variedade de alimentos.

– Não apresse o bebê. Permita que ele usufrua desse momento em seu tempo. Evite ajuda-lo a colocar os alimentos em sua boca.

– Não espere que o seu filho coma qualquer alimento já na primeira vez! Deixe que ele descubra a comida e vá se adaptando ao seu sabor.

– Volte a oferecer alimentos que ele não mostrou interesse ou não quis. Bebês tendem a mudar de ideia a alimentos que haviam recusado.

– Não deixe o bebê sozinho com a comida.

– Não ofereça alimentos que apresentam perigo, como nozes, castanhas.

– Não ofereça fast-foods, refeições prontas e com adição de sal e açúcar.

– Ofereça água no copo especial, mas não se surpreenda se o bebê não mostrar interesse! Bebês que mamam no peito tendem a obter sua ingesta hídrica na amamentação.

– Prepare-se para uma bagunça! Uma dica é colocar um pano ou plástico embaixo do cadeirão.

– Permita a amamentação em livre demanda por quanto tempo o bebê quiser.

– Se há histórico de intolerância ou alergia alimentar na família, converse com o pediatra ou nutricionista sobre a introdução alimentar.

– Aproveite e curta ver o seu bebê aprender sobre a comida, a desenvolver habilidades com suas mãos e boca!

Fonte: http://www.rapleyweaning.com/assets/blw_guidelines.pdf

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Nada de papinhas, conheça o novo método BLW!

Chamado de “Baby Led Weaning” (desmame liderado pelo bebê) e criado pela Gill Rapley, autora do livro “Baby-led Weaning: helping your baby to love good food”, esse método de introdução de alimentos é bem diferente do que vemos por ai e oferece liberdade e variedade para o bebê que começou a comer.

Os bebês devem ser amamentados com leite materno exclusivamente até os 6 meses de idade, depois disso, o método já pode começar. Segundo a autora, bebês que foram amamentados exclusivamente estão preparados para o método – que que o aleitamento quem comanda a ingestão é o bebê – e, além disso, o fato do leite materno mudar de sabor conforme a variedade da dieta da mãe, ajuda na aceitação de uma maior quantidade de alimentos pela criança.

Basicamente, nesse método são colocados alimentos diretamente na bandeja, do tamanho em que o bebê consiga pegar e a criança que toma a iniciativa e interesse em tocar, cheirar e comer os alimentos. Segundo a autora, essa liberdade que é dada fornece a oportunidade de descobrir tudo o que os alimentos têm a oferecer, como a sua cor, sua textura, o seu cheiro e o seu sabor.

A transição das mamadas para a alimentação sólida também se torna mais tranquila e lúdica, uma vez que o momento da alimentação torna-se mais interessante e aguça a curiosidade das crianças, sendo esse o principal fator para o consumo (o fato do bebê estar curioso com o alimento e não faminto).

Muitas pessoas se preocupam se a criança irá engasgar. Bem, Rapley diz que, ao contrário da alimentação com colher, o BLW oferece menor risco para a criança, uma vez que é ela quem está no comando de sua alimentação. A autora ressalta que os bebês não são capazes de pegar itens muito pequenos, portanto não engasgariam.

Além disso, para a autora, o desenvolvimento da criança ocorre de maneira orquestrada, ou seja, bebês que ainda tem dificuldade em agarrar e levar um alimento para a boca, não estariam prontos para comer. Bem, apesar disso, a atenção e cuidado dos pais no momento da refeição do bebê é bastante importante!

Sobre a ingestão calórica, alguns especialistas salientam que esse método pode deixar que a criança não consuma a quantidade ideal de calorias na refeição e orientam a fazer um “mix” dos métodos, ou seja: oferecer a papinha (sem estar liquidificada ou peneirada) e deixar que o bebê entre em contato com os alimentos na sua forma íntegra. Já a criadora do método defende que as crianças adeptas ao BLW acabam consumindo até uma maior quantidade de alimentos justamente pela forma lúdica e curiosidade.

Meu conselho é: cada criança é uma! Se seu bebê se adaptou bem ao método e está se alimento bem, ótimo! Se não, faça a forma mista. De qualquer maneira, com papinha ou sem papinha, deixar o seu filho tocar, sentir o cheiro, a textura, se lambuzar com o alimento é sim muito bom e deve ser incentivado sempre!

No próximo post, vamos falar do passo a passo para o BLW.

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Dicas sobre a amamentação – parte 4

Hoje, para encerrar os posts sobre as dicas na amamentação, vamos falar sobre o leite materno e a livre demanda!

As antigas orientações sobre a amamentação eram de mamar a cada três horas e 20 minutos em cada seio. Hoje sabemos que essas orientações estão ultrapassadas. Limitar o tempo do bebê em cada seio evita que o bebê esvazie as mamas e isso pode comprometer o ganho de peso.

O nosso leite começa bem aguado e claro e termina mais amarelado e grosso, isso acontece porque no início da mamada, o leite que sai tende a hidratar mais o bebê, é um leite rico em água. Já no final, o leite é mais rico em gordura, tendo a função de engordar o filhote!

Muitos bebês não ganhavam peso justamente por não chegarem a mamar esse leite mais gorduroso, chamado de “leite posterior” e acabavam sendo suplementados desnecessariamente. Era aí que o mito do leite fraco vinha com toda força! Portanto atente-se a ingestão desse leite, ou seja, prefira dar uma mama por mamada e perceba se a mama está vazia no final da mamada!

A amamentação deve acontecer em livre demanda e, inicialmente é comum que o bebê mame mais vezes e em menor quantidade. Isso acontece porque o seu estômago é muito pequeno, aceitando cerca de 50ml na primeira semana de vida, mas ao passar dos dias, já com 1 mês, é capaz de aceitar cerca de 100ml. Além disso, mesmo em livre demanda, o bebê vai se ajustando e acaba criando uma certa regularidade e um leve padrão nas mamadas.

Uma dica importantíssima para uma boa qualidade de mamada e uma boa produção de leite: durma e descanse! Isso vai acontecer quando o seu bebe deixar! Ainda sim, não tem problema! Sincronize seu descanso com o dele. Uma mãe descansada amamenta melhor e produz mais leite.

Aliás, mães que por qualquer razão começam a ter uma baixa produção de leite, não precisam correr para o leite em pó. A estimulação com bombinhas, o uso da técnica de relactação e a correta orientação de um profissional especializado pode normalizar a produção.

Agora se as dificuldades persistirem ou aumentarem existem muitos profissionais atualmente que trabalham com aconselhamento em aleitamento, enfermeiras, doulas e fonoaudiólogas. Não hesite em procurar ajuda desde o início! Entenda o seu limite e a sua disponibilidade, se respeite e saiba que a amamentação é acima de tudo um aprendizado repleto de persistência!

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Dicas sobre a amamentação – parte 3

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Quando a mamãe chega do hospital, novos desafios surgem pela frente! Vale a pena conversar com as amigas que já são mães e ir atrás de informação, assim você irá perceber que algumas situações são familiares a muitas mulheres.

Pode ser mais comum do que você imagina, mas no primeiro mês os seios podem ficar machucados e doer! Isso acontece com muitas mães. O melhor a fazer é passar o próprio leite e tomar sol, pelo menos duas vezes ao dia. Sim, o sol é um santo cicatrizante!

Essas feridas acontecem principalmente pela “pega” errada do bebê, ou seja, seu filhote ainda não está abocanhando o seio adequadamente e cabe a você ajuda-lo nisso! Procure por fotos de pega correta do bebê, e, sempre que o pimpolho abocanhar errado comece tudo de novo, retire-o da mama introduzindo o dedo no canto da boca dele e faça-o abocanhar novamente. Lembre-se: ele deve fazer a boca de peixinho!

Outra dica importante para a pega correta é iniciar a amamentação com o mamilo mole, por isso procure fazer a massagem antes de cada mamada, isso facilita e muito a pega correta do bebê, evitando que machuque o seio! O bebê quer um mamilo agradável de ser abocanhado, nós também, quando vamos comer, gostamos de um pão fresquinho (o amanhecido, duro não nos agrada!).

Além disso, quando o mamilo está mais rígido, o bebê tende a fazer movimentos mais curtos e constantes com o objetivo de “amaciar” o seio, e isso, para quem está com os mamilos rachados, é bastante desagradável.

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Outra dica importante é se atentar aos sinais precoces de fome do seu filho, assim, se coloca-lo para mamar cedo, ele vai com menos voracidade e as chances de machucar o peito são bem menores! Os sinais começam com o bebê se mexendo, abrindo a boca e virando a cabeça. Evoluem para levar as mãos à boca e se esticar…. Terminam com o choro! Evite chegar no choro e, caso aconteça, tente acalma-lo, colocando-o principalmente em contato com a pele.

Varie as posições das mamadas, isso faz com que o bebê retire leite de diferentes quadrantes das mamas, evita uma sobrecarga no seu corpo (sim, amamentar sempre do mesmo jeito acaba incomodando) e faz você descobrir como seu bebê gosta mais de mamar!

No início, eles dormem, dormem muito e dormem no peito! Retire as roupinhas do bebê, faça carinho na bochecha, mexa nos pés e nas mãozinhas, converse muito com ele e tenha persistência!

A amamentação é uma prática linda, mas requer muita paciência e persistência! No próximo post, falaremos sobre o leite e a livre demanda, fechando essa saga de dicas!

Dicas sobre a amamentação – parte 2

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Hoje vamos continuar as dicas sobre a amamentação! Essa é a segunda parte.

Logo após o parto, o ideal é que o bebê tenha a oportunidade de mamar na primeira hora de vida. Isso ajuda, como já havia comentado no post anterior, na liberação de diversos hormônios, contração uterina e descida do leite. Para quem teve parto normal, colocar o bebê no seio logo após o nascimento ainda favorece a saída da placenta!

No hospital, fazer o alojamento conjunto, é bastante importante para a prática de livre demanda e essencial para evitar a administração de leites artificiais para o bebê no berçário. Isso é outra questão que pode ser levada ao pediatra, solicitando que deixe em prontuário a proibição do uso de fórmulas no bebê.

O colostro, um líquido viscoso e amarelo presente nesses primeiros dias, é rico em proteínas e anticorpos. Atua como a primeira (e mais importante) “vacina” do bebê, além de proteger o seu tubo digestivo e, por ter um efeito laxativo, auxilia na eliminação do mecônio. Vale salientar que o estômago do bebê é pequeno e que o colostro dá conta de nutrir o recém-nascido nesses primeiros dias.

Além disso, uma perda de até 10% do peso do nascimento é esperada na pesagem da saída do hospital! No primeiro mês, é importante que o bebê recupere a perda de peso que teve nos seus primeiros dias, mas nada de terrorismos e neuras com o ganho de peso!

Já a apojadura – ou a descida do leite – que em geral acontece depois de poucos dias, pode ser dolorida. Você deve ficar atenta à formação de nódulos, principalmente se ficarem vermelhos, quentes e doloridos – nesse caso, ligue imediatamente para o médico.

Faça massagens, de dentro para fora, em movimentos circulares e sempre que possível ordenhe o excesso do leite, dissolvendo esses nódulos. Dê umas sacudidas nas mamas! Sim, isso ajuda muito! Use sutiãs que deixam os seus seios bem erguidos, evitando a formação de nódulos.

Alguns profissionais ainda orientam a compressa fria nos locais aonde formaram os nódulos, para limitar um pouco a produção de leite nesse local. Esses sintomas tendem a sumir após alguns dias da descida do leite, mas se continuar ou apresentar febre procure ajuda especializada!

No próximo post, vamos falar das questões mais comuns que aparecem quando a mamãe já está em casa!

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Dicas sobre a amamentação – Parte 1

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Um dos primeiros posts que escrevi no blog era sobre amamentar corretamente. Hoje, após ser mãe, resolvi escrever novamente sobre isso, mas de maneira diferente! Quis colocar aqui quatro posts de dicas que nunca me atentei de verdade, mas que fizeram a diferença!

Em primeiro lugar – e no meu ponto de vista – acredito que não damos a real importância para a amamentação durante a gestação. Poucas pessoas dizem, de fato, como é e o que fazer.

Para começo de conversa, quando o bebê começa a mamar duas coisas devem acontecer: ele tem que aprender e você também! Essa história de deixar acontecer que fluir, funciona para algumas pessoas, para outras, as técnicas de posicionamento fazem a diferença! No hospital mesmo já peça ajuda! As enfermeiras têm muito para te ensinar!

Antes de tudo, já na gestação, é muito importante que você se prepare para amamentar. Mas como assim? Bem, explico! Com a ajuda rica em dicas da minha querida amiga Bia Câmara, moderadora do grupo GVA (grupo de amamentação no Facebook), fiz um passo a passo para que você não seja pega de surpresa!

1ª parte: preparando-se na gravidez

– Leia e se informe! Use grupos de apoio, tanto virtuais como presenciais e artigos embasados. Temas importantes para você já procurar: pega correta (técnicas de como fazer o bebê abocanhar o seio adequadamente), livre demanda (o bebê mama o quanto e quando quiser) e a descida do leite.

– Nada de passar buchas ou esfoliar os seios para “prepara-los”! Isso na verdade machuca e pode dificultar o processo.

– Evite passar sabonete, hidratantes e pomadas na aréola! Tanto na gestação quanto durante a amamentação. Isso evita a perda da oleosidade natural dos seios.

Cabe aqui uma observação: nas consultas de pré-natal, vale perguntar ao seu obstetra sua posição sobre a amamentação na primeira hora de vida. Você não só pode pedir como está no seu direito!

Amamentar na primeira hora de vida do bebê, mesmo sendo um parto cesárea, é bastante importante para liberação de diversos hormônios, favorece a contração uterina e ajuda bastante na descida do leite. Além disso, o bebê nasce com esse reflexo de sucção bastante evidente, então essa é a hora de botar o pimpolho no peito!

No próximo post, vou falar das primeiras coisas que acontecem na amamentação após o parto!

<a href=”http://ngvignoli.wix.com/nataliagvignoli/” target=”_blank”><img class=”alignnone wp-image-3217 size-full” src=”https://www.vestidademae.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Colunista_Natalia.jpg” alt=”Colunista_Natalia” width=”560″ height=”150″ /></a>

Dicas para abastecer a geladeira para o pós-parto 2

Hoje a ajuda vai ser para as mães que não possuem funcionária em casa e não contam muito com a ajuda da mãe e/ou sogra! Para elas, fazer o almoço passa a ser a meta da semana, como brinquei no post anterior e honestamente, nem é a minha pretensão que você consiga cozinhar!

Quando chegar em casa, o que vai mesmo te ajudar são as comidinhas congeladas – tanto as que você fez antes de ter o bebê e já congelou em porções individuais, como as que são vendidas em lojas especializadas.

Existem nutricionistas e chefes de cozinha que cobram uma taxa e fazem a comida para uma semana, dividem em porções e congelam, também é uma ótima opção!

Para as grávidas que optaram por colocar a mão na massa e cozinharem sua própria fábrica de congelados, aqui vão algumas dicas!

– Faça um panelão de arroz integral, quinua, cevada e cereais de preferência e divida em porções que você geralmente come. Coloque as porções em saquinhos plásticos específicos para congelador e cada vez que for comer, basta pegar um saquinho.

– Feijão, lentilha, ervilha, grão de fico também podem ser congelados, mas sabe o que eu faço? Em uma panela de arroz, coloco 2 xícaras de arroz cru + 2 xícaras de feijão ou outro grão + refogado de cebola, alho, cebolinha e azeite + louro, fecho a panela e cozinho. Quando pronto, já faço minhas porções de arroz com feijão nos saquinhos e vão direto para o congelador!

– Para congelar carnes, as que ficam boas são: carne moída, hambúrgueres de carne, frango e peixe, almôndegas, frango assado (faça sempre com bastante caldo, como suco de laranja, vinho branco, assim, quando aquecer, ele se mantém úmido) e nuggets.

Os hambúrgueres e almôndegas eu geralmente faço com a mesma base: cebola + alho refogados, passados no processador com a carne escolhida, salsinha, pimenta, ovo e temperos. Faço as bolinhas ou hambúrgueres, asso, envolvo cada um com papel manteiga e congelo!

– Cozinho também um panelão de macarrão e coloco as porções metade com molho vermelho e metade sem nada no congelador! O macarrão sem molho uso com atum e sardinha em lata, seleta de legumes, alho e óleo e molho branco.

– Sopas são fantásticas para congelar! Faça uns 4 tipos e congele, por exemplo: canja, sopa de carne com legumes, sopa de ervilha com curry e lentilha com cominho. Já congele em potes de sorvete! Servem 4 porções!

As sopas de feijão, lentilha, ervilha faço sempre iguais: refogado de cebola, alho e cebolinha, 1 folha de louro, cozinho bem os grão e depois bato no liquidificador para então adicionar os temperos!

– Legumes e verduras eu não acho que ficam gostosos congelados. Nesse caso, compre semanalmente no hortifrúti as versões já cortadas, saladas prontas e já lavadas, facilita muito!

– Ah, outra dica! No açougue, já peça a carne cortada em bife, cubos e limpa, se possível, embalada individualmente!

Ufa! Agora basta colocar o micro-ondas para funcionar!!

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