Como lidar com tantas informações e críticas sobre alimentação?
Por: Natália Vignoli
Tenho visto nos profissionais do meio da saúde dois extremos no que tange à alimentação: de um lado, pessoas que abraçam a “alimentação saudável” repleta de restrições e proibições, com alimentos lights, pós que substituem alimentos e multivitamínicos, do outro lado, o grupo de presta atenção apenas na parte comportamental, levanta a bandeira de comer guloseimas sempre que se quer e, de quebra, crucifica quem gosta de um suco verde…
Como lidar com isso, ainda mais grávida ou mãe de crianças pequenas que adoram um ursinho de goma?
Bem, penso que devemos sim atender à nossa vontade! Chocolate é uma delícia mesmo! Morango com Leite Moça e uma pizza também fazem qualquer um salivar! Mas quantas vezes esse desejo aparece? É frequente? E ele é atendido em todas as vezes? Será que há algum sentimento por trás de tanta vontade? Devemos tem bom senso, ou seja, ora atendermos à nossa vontade, ora optamos pela nutrição do corpo.
Agora, minha linha de nutricionista funcional não se aguenta quieta, daí que vem: existem alimentos funcionais sim! Uma mudança na dieta pode ser uma mão na roda para quem quer deixar de tomar remédio para isso e para aquilo…
Um suco verde bem feito e com orientação adequada é ótimo! Percebo que a nutrição funcional é bastante criticada e reduzida a “sem glúten , sem lactose e com dieta detox”… E na verdade não é nada disso!
No meu trabalho gosto de unir meu lado apaixonado pelo comportamento com meu lado admirador da nutrição funcional e, nessa receita chamada “o jeito Natália de acreditar na nutrição”, vem as seguintes regras:
- Sempre que possível: verduras, legumes, frutas e carnes orgânicas – muito além de nutrientes e ditas “frescuras de nutricionista funcional”, os orgânicos vêm sem trabalho infantil, sem trabalho escravo, sem hormônios e com animais sendo tratados de maneira minimamente respeitável… vale a pena fazer a nossa parte né!
- Espaço do dia para gostosuras da vida – um docinho ou gostosura de sua preferência + risadas com colegas e esfriar a cabeça na hora do café.
- Trocar os lights, conservantes, edulcorantes, adoçantes, aromatizantes por um alimento fresco, gostoso – tipo um açaí com banana! Uma vitamina mista ou um bolo caseiro integral e orgânico!
- Frios, até o queridíssimo peito de peru, e todos os defumados, não são tão bons quanto um iogurte, algumas castanhas, aveia, um pão caseiro com manteiga de azeite! Os alimentos embutidos, por passarem pelo processo de defumação, além de terem muito sal, possuem nitrosaminas na sua composição… essa substância não é nada boa para o nosso organismo!
Resumindo: vamos voltar às nossas origens! A alimentação de antigamente era sim ótima! Isso não quer dizer excluir alimentos industrializados, mas devemos ter critério para consumi-los e não fazer deles o principal da nossa rotina.
Ter nosso tempo para parar, comer, conversar, respirar é importante e deve sim ser resgatado! Não existe dieta milagrosa, alimento milagroso ou festa do caqui! Existe bom senso, conhecer e escutar o seu corpo! Confie em você e resgate seus sentidos!

Amei a matéria! Adoro o jeito direto e descolado da Natália de dizer as coisas que precisamos saber! Parabéns!
É isso aí!
Concordo plenamente, Natália!
Quanto mais voltarmos “às origens”, melhor!
Comer comida, de verdade, saudável…compartilhar a experiência de comer com a família…simplicidade e riqueza ao mesmo tempo!
🙂
Sempre gostei muito de fritura, mas agora que estou gravida prefiro verduras, legumes e alimentos integrais. Pois noto que fico mais disposta ao longo do dia e a melhora com o meu intestino.
Dra Natalia, faz por favor, um post sobre quais lanches saudaveis para colocar na lancheira das crianças.