Entendendo a Intolerância a Lactose

Por: Natália Vignoli

Nesse mês, vou dedicar meus posts a chamada “Intolerância a Lactose”! Erroneamente chamada de “alergia a lactose”, esse problema, assim como a doença celíaca, é mais comum do que imaginamos, cerca de 4 milhões de pessoas apresentam esse quadro!

Após o desmame e nos primeiros anos de vida, nossa produção da enzima lactase (responsável pela digestão de lactose, açúcar presente no leite e derivados), vai diminuindo e, em algumas pessoas, cessa por completo. Dessa maneira, quem produz uma quantidade insuficiente da enzima ou não a produz mais, perde a capacidade de digerir leite e alimentos derivados.

A Intolerância varia bastante entre as pessoas, algumas não apresentam sintomas ou desconfortos com certa quantidade de alimentos que contêm lactose e outras, mais sensíveis, não toleram nem “traços de lactose”.

Os principais sintomas são diarréias ou constipação, distensão abdominal, gases, náuseas e sintomas de má digestão, principalmente após consumir alimentos lácteos. Bebês que já nascem intolerantes a lactose, o ideal não é a substituição pelo leite de soja – prática relativamente comum – mas a introdução de fórmulas isentas de lactose ou até hidrolisadas, as quais já apresentam a lactose “digerida”.

Atualmente, existem diversos substitutos ao leite e, convenhamos, quanto a cálcio, fique tranquila! Você deve ter um acompanhamento nutricional e médico, mas a natureza é sábia, ela não iria fazer do leite, a nossa única fonte de cálcio! Esse mineral é encontrado em folhas verde escuras, sementes oleaginosas como amêndoas, semente de melão, melancia, abóbora, girassol e gergelim triturados.

Além dos alimentos lácteos (leite e derivados como queijos, creme de leite e iogurtes), alguns cuidados extras, o intolerante a lactose deve estar atento, principalmente os mais sensíveis: alguns medicamentos e suplementos contêm lactose em suas cápsulas, portanto, peça ajuda ao farmacêutico!

Além disso, alguns alimentos contêm leite, mesmo que “mascarado”, como é o caso de molhos cremosos, sopas cremosas e instantâneas, algumas bolachas e biscoitos recheados, alguns pães e bolos, chocolate ao leite e achocolatado, alguns suplementos para ganho de massa, docinhos de festas tipo brigadeiro, chantilly, maionese industrializada, panquecas, alguns purês e suflês, salgados de lanchonete e margarinas. Vale olhar o rótulo, é obrigatória a informação “Contém lactose” ou “Não contém lactose”.

O tratamento para os intolerantes vai desde uma dieta isente de lactose a doses suportáveis de alimentos lácteos. Hoje existe disponível no mercado, a enzima lactase, assim, quem não resistir a pizza no fim e semana, pode combinar com o seu médico e/ou nutricionista para uma investigação da melhor dose da enzima em cada situação, sem a necessidade de privar-se!

Nos próximos posts, vou dar um exemplo de cardápio e trocas para o dia a dia, além de receitas salgadas e doces sem leite e derivados!

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