Introdução Alimentar | Gases e Cólicas

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Quando o bebe começa a introdução alimentar, é comum mudar o hábito intestinal, como conversamos nos posts anteriores! Junto com essa mudança, podem vir às cólicas, muito em razão das fezes estarem mais secas e também por uma adaptação aos novos alimentos.

Uma dica bacana é lembrar-se dos alimentos que você consumia durante a amamentação e que davam gases e cólicas ao bebe, provavelmente esses serão os alimentos que o seu filho terá maior sensibilidade na introdução de sólidos.

Alguns alimentos são tiro e queda na formação de gases e, consequentemente, em cólicas:

Leguminosas como feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e fava. Desses, o feijão azuki é o que menos tem esse efeito, mas vale a regra para todos: remolho! Deixe os grãos de molho em água por 12 horas e vá trocando essa água. No momento do cozimento, despreze a água do remolho.

– Brássicas ou Crucíferas: entre o grupo, salientamos o brócolis, couve, couve-flor, repolho, rabanete. Tendem a aumentar a formação de gases na maioria das pessoas, mesmo assim, é importante que façam parte do dia a dia da criança. Uma estratégia é no momento de compor o prato, ou seja, evite misturar muitos alimentos que formem gases na mesma refeição, como salada de repolho + grão de bico + ovo + batata doce + brócolis! Essa combinação é bombástica e a probabilidade de cólica é grande!

– Tubérculos: batata doce, mandioquinha.

A cólica também pode ser um sinal de alergia ou hipersensibilidade a um determinado alimento, por tanto se atente aos sintomas que acompanha as cólicas, como sangue nas fezes, irritabilidade, dermatites.

Na dúvida se um alimento é desencadeador de cólica ou não, faça um registro alimentar diário de tudo o que seu filho comer, assim conseguirá associar as vezes em que seu filho tiver cólica com determinado alimento.

Para ajudar, seguem 5 combinações que levam alimentos formadores de gases importantes na dieta com alimentos “mais neutros”:

– Batata doce + quinua com berinjela + espinafre + peito de frango.

– Polenta + carne moída + tomate em cubos + escarola + feijão.

– Arroz integral + feijão preto + couve + carne seca desfiada + cenoura.

– Macarrão integral + brócolis + peixe desfiado + acelga + ervilha.

– Mandioquinha + coxa de frango sem pele + lentilha + abobrinha + escarola.

Lembre-se: alimentos integrais e ricos em fibras podem contribuir inicialmente para formação de gases, mas são essenciais para o desenvolvimento de uma microbiota (bactérias que moram no intestino) equilibrada! Da mesma maneira, açúcar branco fermenta, e muito! Além de favorecer um intestino nada saudável!

Por isso, invista na alimentação saudável e o menos processada possível!

No próximo post, falaremos brevemente sobre as alergias!

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Introdução Alimentar | A expectativa materna

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Nessa série de posts sobre introdução alimentar (IA), citei alguns tópicos para abordarmos: hábito intestinal (prisão de ventre e consistência das fezes), hidratação, cólicas e alergias alimentares. Desses, já conversamos sobre os dois primeiros, contudo achei extremamente importante, no meio da nossa conversa, falar sobre a expectativa materna!

Além da formação em nutrição funcional, tenho a formação comportamental e, acima disso tudo: sou mãe!

Eu, honestamente, acho que no mundo do puerpério e no primeiro septênio da vida da criança e da mulher como mãe, pouco se olha para a cobrança materna e suas expectativas em serem perfeitas! Não seria diferente com a alimentação!

Queria acalmar as mamães e dizer: pode ser que o seu filho, alguns dias, simplesmente não queira comer! Vai pedir o leite… E tudo bem! Vão ter fases que ele vai rejeitar os vegetais, aqueles que ele comia sempre… Vai passar!

No decorrer dessa IA padrão ouro que você se esforçou tanto para fazer, cheia de integrais, zero açúcar, rica em fibras, o seu filho, em algum momento, vai aparecer com a boca lambuzada de chocolate, resultado do bolo de aniversário do amiguinho da escola ou da “desobediência” da avó… E que delícia! Faz parte! Isso não vai desandar a alimentação dele.

Lembre-se de que, muitas das vezes, a criança passa por fases e a maior parte das alterações na rotina, saúde ou fisiológicas, repercutem no ato de comer, por exemplo: quando os dentes estão nascendo é muito comum a criança querer leite! Quando começa a escolinha também! Quando está doente e quando sente falta da mãe.

Isso porque comida não é só nutrientes, vitaminas e minerais, mas é também sentimento, carinho, afeto! Por isso, quando o pequeno estiver mais difícil na hora da refeição, liberte-se da culpa! Você não fez nada de errado!

Lembre-se de que a comida está diretamente relacionada a sentimentos e comportamentos, você não pode e nem deve ser perfeita!

Quando não quiser comer, ofereça o alimento de maneira que seu filho consiga pegar e comer sozinho, se não quiser vegetais, procure por receitas que incorpore os legumes, mas sem estar mascarado. Se a boca estiver lambuzada de chocolate, aproveite para rir e tirar uma foto, aliás, aproveite e se lambuze também! Passou da hora da maternidade ter menos cobrança e mais prazer!

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Introdução Alimentar | Hidratação

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

No post passado começamos a falar sobre as questões secundárias à introdução alimentar, melhor dizendo, tudo o que rodeia essa fase de novas descobertas, mas que, por vezes, ficam em segundo plano. Conversamos sobre a importância de um hábito intestinal saudável e como reconhecer isso olhando para o coco do seu filho! Hoje falaremos sobre a hidratação!

Quando começamos a introduzir alimentos na dieta do bebê, a partir dos 6 meses de vida, é comum e esperado que a frequência de mamadas diminua acompanhada da redução na ingesta de líquido (já que parte das mamadas são substituídas pela alimentação sólida).

Além disso, os alimentos carregam consigo diferentes quantidades de eletrólitos, como sódio e potássio, isso faz com que a demanda de água aumente. Segundo as recomendações da DRI (Dietary Referance Intake), a partir dos 6 meses é esperado um consumo de 800ml/dia de líquido, incluindo leite materno, alimentos e fórmula (quando for o caso).

Muitas das recomendações já foram atualizadas, mas alguns profissionais ainda orientam o consumo de suco de frutas para os bebês. Segundo o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, o consumo de suco de frutas não deve ultrapassar 100ml/dia.

Particularmente recomendo a ingestão da fruta in natura, a qual preserva tanto as fibras quanto a sua consistência original sendo uma opção mais interessante quando comparada ao suco.

É importante oferecer água potável diversas vezes ao dia, evitando seu consumo em demasia próximo das refeições, assim seu bebê não fica “estufado de água”, correndo o risco de não se alimentar bem.

Uma opção bastante interessante para ajudar na aceitação de líquidos é a água de coco. 1 copo/dia da bebida pode ser oferecida ao bebê e, quando a aceitação da água potável estiver difícil, a água de coco pode ser diluída nos copinhos de água.

Para saber se o seu bebê está bem hidratado não tem erro: a fralda deve estar pesada! O xixi claro e a pele hidratada!

Caso esteja muito difícil fazer o filho tomar água, lembre-se de que é possível diluir um pouco de água de coco ou leite materno (ou fórmula, se for o caso), mas evite cair na tentação do suco! As frutas mais aguadas também ajudam nessa nova fase.

O mais importante é ter paciência! Lembre-se que o seu filho nunca fez isso! Não é natural ou instintivo, mas um hábito que vai ser incorporado!

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Questões que acompanham a introdução alimentar

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

A introdução alimentar (IA) é um momento de muita descoberta, aventura e, por vezes, ansiedade entre as mamães! Já conversamos aqui sobre a maneira correta da IA e algumas técnicas para auxilia-la a fazer o pimpolho comer!

O que muitas vezes acontece e acabamos não associando, são questões secundárias a IA, tais como: alergias, prisão de ventre ou alteração na consistência das fezes, cólicas e a hidratação (aqui entra a quantidade de água e ingestão de leite).

Hoje vamos falar sobre a consistência das fezes e a prisão de ventre! Parece estranho ou até constrangedor, mas é importante falarmos do cocô… E sem tabus!

Quando passamos para a alimentação sólida, a mudança no hábito intestinal é esperada. Em geral as fezes começam a ficar mais sólidas, às vezes com pedaços de alimentos e com menor frequência de evacuação.

Um cocô saudável é úmido, comprido e com cheiro leve. Fezes muito pastosas ou no formato de bolinhas, não são “saudáveis”. Já fezes pouco consistentes e sem forma definida sugerem uma parede intestinal com sua integridade comprometida, o que, em longo prazo, compromete a absorção de vitaminas!

Fezes muito escuras, secas e em bolinhas podem indicar alguma alergia leve ou pouca hidratação! Outro ponto importante é que não se deve sentir dor ou fazer muita força ao evacuar! Agora, se perceber sangue nas fezes, é importante falar com o pediatra. Esse é um dos sinais mais clássicos de alergia à proteína do leite de vaca.

Vale ressaltar que, quando o seu filho desfraldar, o ato de defecar não deve ser expresso como “vergonha”, mas sim algo natural!

A IA aconteceu com sucesso, mas vira e mexe seu filho tem prisão de ventre ou fezes muito secas, o que fazer?

– Atente-se a quantidade de fibras da dieta! Folhas, legumes e cereais integrais como arroz, macarrão integral, aveia, quinua, feijões devem estar presentes.

– Como está a ingestão de água? Bebe bastante?

– Como está a ingestão de frutas? Come com casca, bagaço?

Se a resposta foi sim para tudo, algumas estratégias podem ser utilizadas!

  • Ofereça 150ml de água de coco/dia.
  • Ofereça abacate ou mamão ou manga como opção de fruta!
  • Faça a famosa “água de ameixa”, deixando uma ameixa de molho na água filtrada e oferecendo essa água ao bebe.
  • Ou faça um doce com a ameixa seca deixada de molho + 1 fatia pequena de mamão + ¼ de banana.

No próximo post, conversaremos sobre a hidratação!

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Introdução Alimentar: a experiência de uma mãe que é nutricionista

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

A fase da introdução alimentar é bastante semelhante da amamentação: não imaginamos o quanto vai ser difícil até começar! A expectativa materna costuma ser bastante alta, tanto em relação à aceitação quanto em relação à quantidade, ou seja, esperamos que o bebê coma de tudo, bastante e de primeira!

Confesso que mesmo com toda base teórica, comigo não foi diferente. Logo que a Letícia (minha filha) fez 6 meses, coloquei-a na cadeirinha, amassei um mamão, coloquei no pratinho e…. Nada. Nem a boca ela abriu! Depois de muito custo, de cheirar, tocar e se lambuzar, colocou o mamão na boca. Odiou. Teve ânsia e eu, uma crise de choro.

Parti para manga! Comeu 2 colheradas… Banana, nada…. Abacate, 2 colheradas… Banana com aveia, 1 colherada… E assim foi por uma semana! De 1 a 3 colheradas. Fruta amassada, fruta cozida (pera, maça), fruta com aveia. Eu estava uma pilha de nervos e ansiedade, ainda mais que tinha pânico que ela engasgasse!

Segunda semana: minha ideia era dar fruta pela manhã e a tarde. Aliás, eu havia feito todo o esquema teórico utópico perfeito:

Semana 1: fruta pela manhã, oferecendo a mesma fruta por 2 dias.

– Furei o esquema. No primeiro dia já dei três diferentes!

Semana 2: fruta pela manhã e mesma fruta a tarde.

– Furei novamente! O nível de ansiedade era tanto que dava (tentava) dar fruta no lanche da manhã, papa salgada (legume, como cenoura, chuchu, abobrinha e tubérculo, como mandioquinha, batata doce, inhame amassados) e fruta à tarde.

Semana 3: fruta manhã, papa salgada, fruta a tarde, papa salgada no jantar.

– Ok, Fiquei nisso! Mas a papa salgada já estava completa, com legume, tubérculo, feijão e carne… Todos amassados. Como ela aceitava melhor o jantar – do que o almoço – não demorei em introduzir a papa do jantar.

Resultado: Letícia mamava de manhã, comia um pouco da fruta de lanche da manhã (e a enorme variedade de frutas que ela aceitava eram banana e abacate). Almoçava a papa com legume, tubérculo, carne ou frango ou gema de ovo e leguminosa (refogados e temperados, mas sem sal).

Às vezes dava escândalo no almoço, por que queria mamar – e não comer – e ok, dava de mamar. A tarde fruta e à noite a papa.

Por incrível que pareça, ela comia melhor a noite, então no começo da introdução alimentar era bem comum ela querer mamar no horário do almoço e, no jantar, como comia bem, eu variava os alimentos.

Depois que na rotininha dela estava bem estabelecida a fruta de manhã, à tarde e o jantar, pegamos mais firme no almoço e, naturalmente, ela foi se adaptando.

Hoje, com 1 ano e 1 mês, ela come muito bem! Literalmente de tudo – no almoço e jantar – desde arroz integral a quinua, gema de ovo, peixe, brócolis e por aí vai. Mas como santo de casa não faz milagre, a variedade de frutas continua pequena. Come apenas banana, abacate, pêssego e uva. Sempre tento dar alguma outra fruta, ou bato no leite, enfim, a ideia é tentar sempre!

No próximo post vou falar das estratégias que usei em casa para variar a alimentação da Lelê!

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Sementes Oleaginosas | uma fonte importante de gordura!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Fonte de gordura monoinsaturada, as castanhas (castanha do pará, castanha de caju, amêndoa, macadâmia, nozes, avelãs) são extremamente benéficas para o organismo. Ajudam a controlar os níveis de açúcar do sangue, atuam elevando o HDL (“bom colesterol”) e são antioxidantes poderosos! Atuam como um potente protetor cardiovascular.

Possuem também gordura poli-insaturada, ou o tema desses posts, ômega 3! São fontes vegetais desse óleo! Além disso, possuem um bom perfil proteico, fazendo delas uma ótima alternativa para lanchinhos intermediários, principalmente se consumidas na forma de mix (misturadas), na porção de 1 xícara de café!

Para variar na sua maneira de consumo, trago duas receitinhas bem legais!

RECEITA: Creme de Damasco e Avelã

– 1 xícara de chá de damasco seco deixado de molho

– 1 xícara de chá de avelãs deixadas de molho

– 1 colher de chá de mel

MODO DE PREPARO: jogue fora a água que deixou as avelãs. Processe todos os ingredientes com parte da água do damasco.

 

RECEITA: farinha para empanar carnes, frangos e peixes

– 1 xícara de chá de castanha de caju

– ½ xicara de chá de amendoim

– 2 colheres de sopa de quinua em flocos

– 1 colher de chá de gengibre

MODO DE PREPARO: processe todos os ingredientes e use a farinha para empanar carnes!

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CHIA! Uma alternativa vegetal para adquirir ômega-3!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

Continuando a nossa conversa sobre ômega 3 e alimentos fontes, hoje é o dia da Chia! Essa semente tem mais ômega 3 do que um filé de salmão! Mas seus benefícios não param por ai!

Cultivada pelo povo asteca, a chia é considerada desde sua época, um grão rico e poderoso! Importante fonte de energia, fibras e proteína, promove saciedade – forma um gel em contato com o meio líquido, regulariza o intestino e disponibiliza açúcar gradativamente para o corpo.

Os seus benefícios vão muito além! Essa sementinha possui vitaminas A, complexo B, vitamina C, fósforo, zinco, potássio e magnésio. Essa última dupla atua na prevenção de câimbras e espasmos!

Além delas, encontramos mais ferro nas sementes do que no espinafre, ajudando a prevenir anemia, possui uma quantidade importante de cálcio, mantendo a saúde óssea, apresenta 16g de proteína a cada 100g da semente, auxiliando na constituição muscular e é um anti-inflamatório natural, atuando no combate aos radicais livres!

A necessidade diária da semente gira em torno de 1 colher de sopa rasa/dia e para extrair mais de seus benefícios, deixe as sementes de molho em um pouco de água. Use as sementes e o gel em sucos, iogurtes e vitaminas!

 

FALSO PÃO DE QUEIJO COM CHIA

– 200 gramas de polvilho doce

– 300 gramas de polvilho azedo

– 1/2 quilo de mandioquinha já cozida e amassada

– 2 colheres (chá) de sal

– 150ml de azeite

– 150ml água (adicionada aos poucos)

– 5 colheres de sopa de chia

Modo de preparo:

Numa vasilha, misture os polvilhos e o sal. Acrescer o azeite e misture até ficar uma farofa homogênea. Adicione a mandioquinha amassada e misture novamente, agora agregando o polvilho à mandioquinha enquanto coloca a água aos poucos, amassando com as mãos, até ficar uma massa homogênea. Adicione as colheres de chia. Misture.

Molde as unidades no tamanho desejado. Pré-aqueça o forno por 10 minutos a uma temperatura de 180ºC. Unte a assadeira com um pouco de óleo, distribua as unidades com um distanciamento de três dedos entre elas. Após levá-los ao forno, aguarde por cerca de 20 minutos ou até que os pãezinhos dourem.

 

PÃO DE BANANA 

(8 porções)

– 3 bananas maduras
– 1 e 1/2 xícara de farinha
– 1 colher (sopa) de fermento em pó químico
– 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
– Gel de chia (Basta deixar uma colher de sopa de semente de chia de molho por uma hora em 3 colheres de água)
– 2 colheres (sopa) de óleo
– ½ xícara de água
– Noz-moscada ralada na hora
– Opcional: se quiser doce, açúcar mascavo, se quiser salgado, sal marinho

Modo de Fazer:
Primeiramente, prepare o gel de chia deixando uma colher das sementes de molho em três colheres de água por uma hora. Pré-aqueça o forno e descasque as bananas. Bata a água, o óleo e a chia no liqüidificador até ficar homogêneo. Em uma tigela, coloque a farinha sem glúten, o fermento, o bicarbonato e a noz-moscada. Vá adicionando a mistura da banana e mexa até que tudo esteja bem misturado. Despeje em uma assadeira de pão levemente untada e asse por 40-45 minutos.

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Atum: mais um peixe fonte de ômega 3!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

O atum é mais uma opção para incluir no cardápio! Assim como a sardinha, é um peixe gorduroso, de água salgada, profunda e fria, motivo pelo qual é rico em ômega 3, cálcio, fósforo e vitamina A.

É recomendada uma média de 180 gramas de peixe por semana para garantir os seus benefícios! Além disso, as opções frescas são sempre melhores! Para não errar na hora de comparar, preste atenção em alguns detalhes:

– superfície brilhante e com a carne firme, ou seja, ao encostar o dedo no peixe, a pele não fica marcada. Em relação ao atum, principalmente os que já são vendidos em posta, a carne é firme e lustra. Além disso, o odor não deve ser forte.

Para introduzir o atum no dia a dia e deixa-lo divertido também para a criançada, segue uma receita de hambúrguer de atum!

HAMBÚRGUER DE ATUM COM AVEIA

Ingredientes:

– 200 gramas de atum desfiado

– 1 cebola roxa pequena ralada

– 1 ovo

– 1 colher de sopa de cebolinha picada

– ½ xícara de chá de aveia

– 2 colheres de sopa de azeite

– suco de 1 limão

Modo de Preparo:

Grelhe a cebola com a cebolinha e 1 colher de azeite. Quando esfriar, misture todos os ingredientes e asse em forno médio.

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Sardinha, um peixe rico em nutrientes e barato para o bolso!

Natália Vignoli é nutricionista, mamãe da Letícia e colaboradora do blog com suas dicas de nutrição para grávidas, mamães, bebês e crianças.

A sardinha é um peixe muito barato, motivo pelo qual sofre muito preconceito! Mas está na hora de mudar esse pensamento! Esse peixinho é rico em muitos nutrientes e deve ganhar espaço na dieta!

Ela é hoje um alimento de escolha quando pensamos em fontes de ômega 3! Rico nesse tipo de gordura, a sardinha deve ser incorporada na dieta sem pensar duas vezes.

Como comentei no último post, precisamos ingerir alimentos ricos em ômega 3, já que não produzimos naturalmente. Outra vantagem: por ser um peixe pequeno, o risco de conter contaminação é menor, ponto para a sardinha! É rica em cálcio e vitamina D, atuando na saúde dos ossos.

Para ajudar a incorporar a sardinha no dia a dia, segue uma receita deliciosa para comer com um belo prato de salada!

CUSCUZ DE ATUM OU SARDINHA

(4 porções)

– 1 cebola picada

– ½ pimentão picado

– ½ copo de ervilha

– 2 latas pequenas de sardinha ou 4 filés (filés limpos)

– 2 tomates picados

– 2 colheres de sopa de azeitonas

– ½ xícara de molho de tomate

– ¾ xícara de água

– 2 xícaras de farinha de milho

– ½ xícara de salsinha

Modo de fazer

Refogue a cebola, os pimentões e misture com os demais ingredientes exceto a farinha. Acrescente a água e deixe refogar em fogo baixo por 2 minutos. Umedeça a farinha de milho e misture com os demais ingredientes devagar. Depois que engrossar, coloque na panela de cuscuz ou em uma forma e cozinhe em fogo baixo por 15 minutos.

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