Dicas para abastecer a geladeira para o pós-parto

Durante a gravidez, assim como na preparação para o casamento, as mulheres são acometidas por um turbilhão de emoções e obrigações! Enxoval, quarto, pré-natal, escolha do nome, chá de bebe, lembrancinhas… Nossa, é uma infinidade de itens que a lista para a chegada do herdeiro parece não terminar!

Quando finalmente respiramos aliviadas vendo que o quarto está todo – ou quase todo – montado, os presentes e fraldas do chá devidamente guardados e o nome escolhido, já está na hora do nascimento!

Para mulheres que possuem ajuda da mãe, sogra e/ou funcionária, o pós-parto é menos trabalhoso, mas para as mães que contam com elas e mais ninguém, preparar um simples almoço passa a ser a meta da semana! Pensando nisso, quis dar algumas dicas que achei muito útil no meu pós-parto!

Hoje vou ajudar quem tem uma funcionária!

Já monte uma espécie de cardápio, alternando 2 ou 4 semanas, guiando-se sempre pela proteína, por exemplo: segundas e quartas são os dias de carne vermelha, terças e domingos são os dias de peixe, quinta-feira é o dia da massa e sextas e sábados os dias de frango!

Varie apenas a receita! Já deixe a compra mensal pronta para o açougue e uma semanal para o hortifrúti e abasteça o congelador. Acho bem mais fácil e prático!

Exemplo de lista de hortifrúti para a semana:

– 2 tipos de verduras de folha verde escura

– 5 tipos de legumes

– 5 tipos de frutas

– Temperos: alho, cebola, salsinha

– Queijo tipo mozzarella de búfala

– Iogurtes e castanhas

Exemplo de lista de açougue para o mês

– Carne moída patinho (para 2 dias)

– Carne em cubos tipo alcatra (para 2 dias)

– 4 peças de carne tipo lagarto (forno e carne de panela)

– 2 peças de frango cortado

– 2 porções de frango desfiado

– 2 bandejas de pescada branca

– 2 porções de filé de salmão

Exemplo de cardápio rotativo semanal:

Segunda feira: 1) carne moída com chuchu e/ou cenoura + arroz branco + feijão + escarola 2) carne em cubos com champignon + arroz + acelga

Terça feira: 1) peixe no forno com suco de laranja + purê de mandioca + brócolis 2) peixe grelhado + batata assada com alecrim + cenoura

Quarta feira: 1) carne de panela + arroz integral + ervilha + acelga 2) carne assada + arroz integral + lentilha + abobrinha

Quinta feira: 1) espaguete com atum e azeitona 2) parafuso com tomate picado, manjericão e mozzarella de búfala

Sexta feira: 1) frango grelhado + quinua + espinafre 2) hambúrguer de frango + batata doce em cubos + escarola

Sábado: 1) frango assado + batata assada com tomate 2) frango desfiado com requeijão + arroz branco + repolho

Domingo: 1) salmão grelhado + purê de batata doce + abobrinha 2) moqueca de pescada branca.

No próximo post, dicas para as mães sem ajuda!

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Receitas com alimentos que engordam o leite 2

No último post, dei três receitinhas para engodar o leite e prometi mais algumas! Hoje vamos continuar incentivando o abacate, nos refrescar com o açaí e beliscar com as castanhas!

Musse de abacate com cacau

*1 abacate maduro

*2 colheres de sopa de cacau em pó

*2 colheres de sopa de açúcar mascavo ou mel

*opcional: 5 colheres de sopa de coco ralado deixado no leite de coco para hidratar

Modo de preparo: bata todos os ingredientes no processador. Leve para geladeira e sirva gelado.

 

Smoothie de açaí com banana

*3 bolas de polpa açaí (tipo bola de sorvete)

*1 banana bem madura congelada

*1 xícara de morango congelados

*1 copo de leite semidesnatado ou leite vegetal ou água

Bata tudo no liquidificador

 

Smoothie roxo

*2 bolas de açaí

*1 xícara de amora congelada

*1 xícara de blueberry congelada

*1 colher de sobremesa de mel

*água ou água de coco

Bata tudo no liquidificador

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e beba!

Dica: pique a banana e os morangos e leve para o congelador 2 horas antes, assim a bebida fica com uma consistência bem mais densa! Faça isso com frutas como manga, melancia, melão e similares, ficam ótimos batidos com leite, água e suco!

 

Lanchinhos e demais opções com castanhas

*Mix de castanhas: amêndoas + castanha do pará + nozes + damasco seco picado + uva passa

*Salada de rúcula com abobrinha ralada, queijo feta e nozes salpicadas

*iogurte com damasco picado e amêndoas

*Farinha para milanesa: castanha de caju + amendoim + nozes bem trituradas. Empane peixes e frango!

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Receitas com alimentos que engordam o leite

No post passado, falamos sobre alimentos que conseguem mudar o perfil nutricional do leite materno, deixando-o mais gordo! Além disso, dei algumas dicas de como inseri-los na sua rotina.

Hoje vou te dar receitas muito simples com três deles: azeite, abacate e quinua!

Manteiga de azeite

Mais fácil e prática não dá! Vamos lá!

– Potinhos de vidro

– 1 dente de alho

– Ervas a gosto (alecrim, manjericão, orégano, tomilho)

– 1 vidro de azeite com pelo menos, 0,5% de acidez

Modo de preparo: coloque no vidro de azeite o alho e as ervas. Deixe pegar gosto por 1 semana (ou mais). Distribua o azeite em potes pequenos de vidro e leve para o congelador. Pronto! Você terá uma manteiga de azeite, ótima para passar em pães!

 

Guacamole

– 1 abacate

– 1 tomate em cubos

– 1 punhado de salsinha ou coentro

– suco de 1 limão

– sal e pimenta a gosto

– Azeite

Modo de fazer: salpique um pouco de sal no tomate e deixe no escorredor para tirar um pouco da água. Enquanto isso, no processador, junte todos os ingredientes e processe. Adicione o tomate em cubos e misture. Coma com pão sírio, tapioca, pão integral!

 

Tabule de quinua

– 1 xícara de quinua cozida (1 xícara de quinua em grãos para 3 xícaras de água, cozinhe até secar a água).

– ½ cebola em cubos

– 1 pepino em cubos

– 1 tomate em cubos

– 1 punhado de salsinha

– 1 punhado de hortelã

– Suco de 1 limão

– Azeite

– Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo: misture todos os ingredientes! Coma com carnes, peixe, frango, como salada ou como acompanhamento!

No próximo post, receitinhas de abacate com cacau, smoothie com açaí e sugestões com oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas).

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Como engordar o seu leite

Amamentar exclusivamente e em livre demanda até os 6 meses é a melhor maneira de nutrir o seu filho, isso já estamos carecas de saber. Já sabemos também que o “final do leite” – chamado leite posterioré mais rico em gorduras, portanto, “engorda” mais o bebê, isso quer dizer que ele deve mamar até esvaziar a mama, chegando naquele leite mais amarelo e denso.

Sabemos também que tudo o que ingerimos é usado para compor o nosso leite, e podemos gerar mudanças sutis em seu sabor e odor dependendo do que comemos!

Agora o que pouco se sabe é que o excesso de doces e açúcares não “engorda” leite e nem aumenta sua produção (a não ser, talvez, pela liberação de serotonina na mãe – neurotransmissor do bom humor – que pode relaxar a mulher e contribuir para o aumento de leite – mas por estar relaxada).

Se você quer e/ou precisa oferecer um leite mais gordinho para o seu filhote, uma das estratégias que você tem é investir em uma alimentação rica em gorduras mono e poli-insaturadas! Essas sim mudam a densidade calórica e melhoram a qualidade do leite materno!

Alimentos como as oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes, macadâmias, amendoim etc), açaí, chocolate amargo, abacate, azeite, peixes como atum, bacalhau, salmão, sardinha e atum, semente de chia e quinua são ótimas opções.

Incluir esses alimentos no seu dia a dia favorece um leite nutricionalmente mais rico e atua não só no ganho de peso do bebê, mas otimizando a sua formação cerebral e celular.

Aqui vão algumas sugestões de como introduzir esses alimentos na sua rotina:

– Abacate: vitamina de abacate (a minha dica é bater o abacate no leite de vaca ou vegetal, mas para adoçar, adicione uma banana bem madura) ou guacamole no pão, ou abacate com cacau e mel.

– Oleaginosas: castanhas e nozes como lanche da manhã/tarde/ceia, salpicadas no iogurte ou na salada.

– Açaí: na forma de suco ou na tigela com frutas.

– Chocolate amargo: esse a mulherada gosta mesmo é sozinho!

– Peixes (citados acima): no almoço e/ou jantar, cozidos, grelhados, assados. Você pode até fazer um salmão com crosta de castanha do pará (processe a castanha, misture gema de ovo e aveia, passe no salmão temperado com alho, sal, pimenta e limão e asse no papel manteiga).

– Azeite: em saladas e para cozinhar. Ou no pão, como uma manteiguinha.

– Semente de chia: em iogurtes e sucos.

– Quinua: em saladas, no lugar do arroz, na forma de leite de quinua.

Nos próximos posts, receitas rápidas e práticas com o azeite, o abacate e a quinua!

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A escolha do parto | Porque escolhi o parto natural

Nossa nutricionista colunista do blog, Natalia Vignoli, teve sua filha Letícia recentemente, parabéns!! No texto abaixo ela compartilha conosco sua escolha do parto.

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Nutricionista de formação, durante as aulas eu fui informada da importância de um parto normal, do aleitamento na primeira hora de vida e do alojamento conjunto. Também havia sido indicada para uma ginecologista “diferente”, que fazia “partos na água” e tinha outra visão em relação ao nascimento.

Passou um tempo e conheci pelo Vestida de Mãe, Bia Câmara, que me apresentou ao mundo do parto humanizado. Engravidei, perdi, lutei, engravidei novamente e desde então, nada mais fazia sentido para mim, a não ser parir a minha filha.

Pumba, a largada foi dada e sozinha, ou melhor, apenas eu e a minha filha – eu era rebelde demais para a família e extremista para o marido – demos início a busca por informação e a busca da minha equipe humanizada: médica, obstetriz, doula e pediatra.

Sabia que queria trazê-la ao mundo assim, mesmo com tantas críticas, terrorismo e olhares de estranheza. Escutava que “eu não era índia”, então porque não poderia escolher o conforto de uma cirurgia marcada, sem dor, ou a economia de um plantonista de hospital? Porque tanto extremismo? Vou te dizer por quê:

– Em primeiro lugar fui me informar e descobri que nem tudo o que dizem, são hoje motivos para uma cirurgia. Por vezes são motivos de conveniência, a final, quem quer ficar sabe lá quantas horas esperando você dilatar? (e gritando de dor). E olha, 4 horas não dilata quase ninguém mesmo!

– Descobri que cordão umbilical não mata o bebê enforcado, o cordão não é uma forca fisiológica!

– Descobri que a gestação vai, tranquilamente até 42 semanas! E não 40.

– Descobri que placenta não fica velha. E que bebê pode nascer sem a bolsa estourar. A bolsa também pode estourar sem você entrar em trabalho de parto! Para isso existem alguns cuidados que a equipe humanizada tem e faz – e esses cuidados não são ir para a cesárea ok?

– Descobri que peso não atrapalha parto normal. Nem diabetes gestacional, nem problemas na tireoide, nem unha encravada!

– Descobri que a mulher não fica “toda rasgada” quando se prepara para o parto e nem precisa de um “corte pequeno para ajudar o bebê a nascer”.

– Durante o trabalho de parto, não é nada recomendável ficar presa em uma cama, imóvel, mas deve sim ficar livre e em movimento, de cócoras, ou em qualquer posição que desejar, e sem intervenções mal indicadas como episiotomia, fórceps e manobras mirabolantes para fazer o bebe nascer.

– Descobri que além de tudo o que não era necessário em mim, existiam procedimentos que minha filha não iria ser submetida e que para tal, eu precisava de um pediatra contratado. O sistema é duro de vencer!

* Combinei com o meu pediatra o aleitamento na primeira hora de vida.

* Negamos colírio (crede) – não tinha indicação para tal, e a vitamina K injetável, que foi substituída por gotinhas!

* Não fizemos a aspiração de vias aéreas, a passagem pelo canal de parto dá conta de expelir as secreções do bebê.

* Adiamos o corte do cordão umbilical, você sabia que 50% do aporte de ferro que o bebê necessita é transferido até o cordão parar de pulsar?

* Negamos o banho, assim minha filha teve a oportunidade de ficar 24hrs com o vérnix na pele, que é reabsorvido e hidrata, além de auxiliar na regulação da temperatura corporal.

* Negamos que ela ficasse uma eternidade no berçário e negamos qualquer tipo de alimentação artificial, porque sim, eles dão.

* Negamos as vacinas e escolhemos o melhor momento para dar, não na sua primeira hora de vida, após sair o conforto do útero e da segurança do corpo materno.

A Letícia nasceu na banheira, após um dia de bolsa rota, 6 horas de trabalho de parto (o meu foi rápido mesmo!), com dor (sim, dói muito) e eu gritei, gritei mesmo e foi ótimo ter tido a liberdade de gritar.

Ela veio diretamente para os meus braços e do pai. Veio para o meu peito e ficou quase 4 horas no meu colo, toda cheia de vérnix, sem choro, abrindo os olhos aos poucos, sabendo quem eu era, absolutamente confortável e segura.

Sou índia por ter escolhido tudo isso? Ok, traga-me um cocar lindo, laranja (minha cor favorita), que visto com o maior prazer! E, aliás, eu admiro as índias, elas têm um instinto que nós, mulheres modernas, lutamos para retomar! #ficaadica

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Transtornos Alimentares: como manter uma alimentação equilibrada em um mundo desequilibrado?! Parte 3

Por: Natalia Vignoli

Para fechar o assunto, fiquei devendo as estratégias para um dia a dia sem neuras e com saúde! Não são regras, e como eu disse, os transtornos alimentares são bastante complexos, mas se nos atentarmos a alguns desses itens, já estamos ajudando e muito as nossas crianças!

– Em primeiro lugar: avalie a sua relação com a comida! Se fizer cara feia para o brócolis, seu filho também fará! Se fizer cara feia para o brigadeiro, idem! E nenhum dos dois é legal! Mostre o mesmo prazer de comer uma bela salada, um prato de arroz e feijão e um brigadeiro!

Não fale sobre peso, dietas e emagrecimento com os seus filhos. Aproveite a companhia deles para saber mais da escola, amigos e atividades que estão conhecendo!

Valorize sempre que o seu filho experimentar um novo alimento, mesmo que não goste, mostre a importância de ter experimentado algo novo! (lembre-se que só depois de ser exposto 10 vezes ao alimento, que fará parte do hábito da criança).

– Os estudos já comprovaram: crianças cujas famílias realizam pelo menos 1 refeição juntos, tem menor incidência de uso de drogas, transtornos alimentares e tendem a ter melhor desempenho escolar! Por tanto ponha a mesa e chame todos para jantar! (ou tomar café da manhã ou almoçar…. se conseguir todas, melhor ainda!)

– Durante as refeições o melhor são os assuntos agradáveis e boas risadas.

Nada de brigar ou “obrigar” o seu filho a comer. Invista nas estratégias como pratos decorados, receitas diferentes com o mesmo alimento e aumente o contato do seu filho com os ingredientes.

Leve o seu filho às fazendas, hortas, feiras. Apresente os alimentos, deixe que ele toque, sinta o cheiro e, por que não, cozinhar? Escolham uma receita, façam todo o processo juntos (desde a compra dos alimentos)!

– Vou além! Faça uma horta em casa, pode ser de temperos! Plantar, colher e cozinhar com o que foi produzido, cuidando e criado na sua casa tende a encantar a criança.

Dê outros agrados e recompensas além de comida! Ouso dizer, agrados e recompensas com palavras de carinho e valorização. A comida é também afeto, mas quando toda recompensa é comida, perdemos o tom saudável do alimento.

Imponha limites. Toda criança precisa – e gosta – de limites. Tem hora de brincar, hora de comer e hora de dormir e de estudar.

Valorize as diferenças entre as pessoas. Ninguém é igual a ninguém e a beleza tem espaço em todas as raças, cores, formas e jeitos!

O mais importante: aproveite e curta o desenvolvimento do seu filho, de risadas e tire mais fotos com todos de boca suja de chocolate!

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Transtornos Alimentares: como manter uma alimentação equilibrada em um mundo desequilibrado?! Parte 2

Por: Natalia Vignoli

No post passado ficamos com a reflexão de como é o comportamento das nossas crianças e o nosso frente à alimentação!

Quando pensamos em alimentação saudável só levamos em consideração “calorias”, nutrientes, fibras, vitaminas e minerais. E o ato social da alimentação? Lembra-se do bebe que é amamentado para, além de nutrir, formar o vínculo, liberar hormônios e sentir-se seguro? Pois bem, comer alimenta o corpo e a alma (e convenhamos, alface não alimenta a alma de ninguém!).

Cada vez recebemos crianças mais novas em nossos consultórios mais preocupadas com calorias e barriga “negativa” do que com brincadeiras, amigas e diversão de criança. Eu acho inadmissível saber contar calorias ou ir à academia, andar na esteira, em plena infância, enquanto deveria ser estimulada e estar em atividades lúdicas, como jogos de bola, esportes e todas as opções que, além de mexer o corpo, trabalham com a socialização.

Devemos ter muito cuidado na maneira pela qual inserimos o conceito de alimentação saudável. Da mesma maneira, o nosso comportamento também deve ser cuidado. Presenciar a mãe em regimes constantes, reclamando do seu corpo e comentando sobre o corpo de outras mulheres (de maneira crítica), recusando constantemente alimentos “perigosos” ou comendo-os em demasia e culpando-se depois, não vai criar uma imagem muito confortante da alimentação e do corpo.

As famílias que valorizam a imagem e mantêm um culto desenfreado ao corpo podem passar a mensagem de que a valorização acontece apenas pelo exterior, pela imagem e não pelo o que se é, pelas qualidades, aptidões e amor à vida.

Como então saber qual o limiar entre o saudável e o exagero?

Uma maneira de isso ficar mais claro é pensar o seguinte: é saudável tomar refrigerante todos os dias? É saudável comer fruta e salada em festas infantis? É saudável comer salgadinho no lugar de arroz, feijão, legumes e carne? E é saudável levar marmita para festas?

Pois bem, o saudável tem tudo a ver com o contexto! Não dá para tomar refrigerante todos os dias, tão pouco comer salgadinho no lugar de comida! Da mesma maneira, festa de criança tem comida de festa de criança, e é saudável comer e aproveitar as delícias da festa!

Fim de semana, na casa da avó, tem bolo, pudim e todas as delícias que as avós têm o super poder de fazer! E isso tem que fazer parte da vida da criança! Assim como servir o brócolis de diversas maneiras e diversas vezes (sem brigas) para que a criança experimente o alimento e saiba da sua importância, também tem que existir!

Como então podemos agir de maneira equilibrada no dia a dia? Quais atitudes, simples, podemos adotar para criar nossos filhos sem medo de comer e comendo de tudo? No próximo post!

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Transtornos Alimentares: como manter uma alimentação equilibrada em um mundo desequilibrado?! Parte 1

Por: Natalia Vignoli

Já conversamos um pouco sobre isso no blog, talvez eu não tenha dado “nome aos bois”, mas acho importante, de tempos em tempos, falar mais sobre o tema: Transtornos Alimentares. Esse assunto é bastante complexo e, mesmo separado o post, temos muito pano para a manga!

Chamamos de transtornos alimentares a anorexia nervosa, a bulimia nervosa, o transtorno do comer compulsivo e ainda temos algumas variações entre eles!

Como saber se o seu filho está correndo perigo? Bem, existem diversos sinais para ficarmos alertas, mas em geral a preocupação em demasia com alimentação e calorias, interesse exagerado em receitassaudáveis”, coleção de revistas de dieta e visitas contínuas a sites de regime, medo extremo de engordar, baixa autoestima, o ato de pesar-se sempre, cortar alimentos que considera “perigosos” como pães, massas, doces, gorduras e açúcares são sinais de alerta.

Para meninas que já tiveram a menarca e, de repente, param de menstruar (geralmente associado a uma perda importante de peso), é outro sinal de alerta, da mesma maneira, visitas frequentes ao banheiro logo após as refeições e alimentos escondidos no armário, embaixo da cama e em gavetas, são sinais a serem considerados.

É importante saber que os transtornos alimentares podem existir sem uma perda ou um ganho importante de peso. Além desses parâmetros, é importante atentar-se ao comportamento da criança frente à alimentação!

Para começar, devemos nos lembrar de que a alimentação é, antes de qualquer coisa, um ato social, iniciado logo no início da vida (amamentação na primeira hora de vida) e que tem a função de, além de nutrir, formar o vínculo mãe-bebe, sendo um dos principais mecanismos pelo qual o bebe conhece o mundo!

Hoje vivemos um “bum dicotômico”! Por um lado somos bombardeados por mensagens de dietas, sucos verdes (sim, eu adoro um suco verde, mas quando bem contextualizado!), barriga negativa, miss fitness e por ai vai. Do outro lado, um bum gastronômico, com programas de culinária, alimentos novos, receitas apetitosas e porções enormes. O resultado? É que qualquer um ficaria perdido com tanta (des)informação!

Nos preocupamos com a saúde dos nossos filhos, tentamos a todo custo que a alimentação seja nutricionalmente balanceada e adequada, temos pavor do processo de introdução alimentar e o coitado do brigadeiro, que na nossa época era motivo de sorriso, colher de pau e panela raspada (além da língua queimada), é hoje um aspirante à vilão da “Marvel”…

No próximo post vamos explorar mais o tema! Por enquanto vamos parar para pensar e ficar com a parte de “atentar-se ao comportamento da criança frente à alimentação!” e mais, como é o nosso comportamento frente à alimentação?

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Ovo para um bebê inteligente!

Por: Natalia Vignoli

Muito já se estudou sobre o ômega-3 e o desenvolvimento cognitivo do bebê, mas o que pouco se fala é sobre as propriedades de um nutriente presente em grande quantidade no ovo: a colina

Da família das vitaminas do complexo B, a colina é sintetizada pelo organismo, mas em quantidades insuficientes para alcançar as necessidades diárias. Sua importância é enorme, abrangendo desde atividades neurológicas como coordenação motora e movimento, funções cerebrais como a memória e a intelectualidade, faz parte da parede celular de todas as células do organismo e atua no metabolismo de gorduras.

Alguns estudos mostraram que a suplementação de colina na fase pré natal atuou na otimização da memória e na performance cognitiva. Adicionalmente, mostrou atuar reduzindo os níveis de cortisol no feto, muito eficaz nas mamães mais ansiosas!

Evidentemente que as dosagens recomendadas em estudos são bastante altas, mas isso não quer dizer que não podemos enriquecer a nossa alimentação com alimentos fontes!

Para as minhas gravidinhas recomendo! Um ovo caipira ao dia, e de preferência cozido por 8 minutinhos! Essa é a melhor maneira de preservar os nutrientes da gema! É claro que podemos incluir uma omelete de dois ovos ou um ovinho mexido no pão integral, assim variamos mais e não enjoamos!

Além do ovo, o gérmen de trigo é também uma fonte interessante de colina e pode ser adicionado em sucos ou no leite. Existem outras fontes alimentares de colina, dentre elas a soja, mas, exceto o tofu, não recomendo a ingestão regular desse grão durante a gestação, principalmente pela presença de fitoestrógenos.

Para facilitar a vida, seguem 3 receitinhas práticas com ovo!
– 2 ovos cozidos por 8 minutos + salada de alface e rúcula + atum desfiado + tomate em rodelas + batata em pedaços + molho de mostarda.
– Omelete feita com 2 ovos batidos + açafrão da terra, salsinha, ervilha e azeite + 2 fatias de pão integral + saladinha de agrião com pepino.
– 1 ovo mexido com tomate e orégano + tapioca + suco de mamão com cenoura e gérmen de trigo.

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