Prebióticos e Probióticos: um ótimo benefício para mamãe e bebê
Há algum tempo pesquisas relacionadas à saúde da flora intestinal têm tomado espaço no meio científico. Hoje falaremos de probióticos, aqueles microorganismos que habitam nosso intestino e que trazem muitos benefícios á saúde!
Sabemos que uma microflora saudável contribui na prevenção de doenças alérgicas desde a infância, melhora a imunidade, auxilia na absorção de alguns nutrientes e é capaz de produzir algumas substâncias, como a vitamina K e ácidos graxos de cadeia curta.
Para as mamães e bebês contamos ainda com mais benefícios! Povoar o intestino com bactérias “benéficas” previne partos prematuros, diabetes gestacional, reduz a formação de gases, ajuda em casos de constipação e dá uma força na manutenção de peso pós parto.
É importante frisar que a flora do recém nascido é constituída aos poucos e depende de diversos fatores, tais como o tipo de parto:
Tipo de parto: o parto normal é um ótimo primeiro contato do recém nascido com bactérias do canal vaginal da mãe, portanto mamãe invista na sua alimentação também!
Aleitamento materno exclusivo: o colostro, leite materno que surge logo nos primeiros dias após o nascimento, é rico em bactérias que irão beneficiar a flora do bebê. O leite humano também contém oligossacarídeos, importante para alimentar as boas bactérias do lactente! Os estudos mostram que bebês amamentados pelo seio tem uma composição diferente da flora intestinal do que os alimentados por fórmulas artificiais.
Higiene ambiental: criar anticorpos faz parte, mas o bom senso e o instinto materno nessas horas são elementos chaves! Genética e a não introdução precoce de alimentos, pelo menos até os 4 meses – em casos específicos – sabendo que o consenso é a partir dos 6 meses – ajudam e muito a popular o intestino com boas bactérias!
Vamos com calma antes de comprar os leites fermentados por ai! Primeiramente é importante conversar com o médico e/ou nutricionista. Esses profissionais podem indicar um tipo específico de bactéria que seja ideal para cada caso. Até lá, uma boa alternativa é investir em alimentos que favorecem o desenvolvimento de um intestino saudável, os chamados prebióticos. Mas esse é assunto do próximo post!

Oi Natália parabéns pela forma clara e simples com que você escreve, gostaria de ter tido informações sobre estes assuntos quando eu estava grávida… Bem vou guardar, pois quem sabe a cegonha não me visita de novo né ??? Bjos …
Olá queridas leitoras,
percebi que um parágrafo do post deu alguma confusão, vou explicar melhor!
Sou 100% a favor de aleitamento exclusivo até os 6 meses, mas existem casos em que a introdução começa aos 4 meses. Talvez tenha colocado no post de uma maneira que dê a entender que nos 4 meses os alimentos devem ser introduzidos, mas não é isso – e nem regra! Sempre que possível, devemos incentivar e esgotar todas as possibilidades para que ocorra o aleitamento exclusivo!
Qualquer dúvida, peço que leiam o documento do ministério da saúde, disponível no site: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_criancas_menores_2anos.pdf
“A OMS recomenda que os alimentos complementares sejam
oferecidos a partir dos seis meses de idade. Entretanto, a tendência atual, endossada pelo Ministério da Saúde, é a de recomendar a introdução de alimentos complementares aos seis meses de vida da criança (Brasil, 1997a)…, Consenso existe, entretanto, de que a introdução de alimentos
complementares não deve ser recomendada antes dos quatro meses de idade, uma vez que os malefício da introdução ultrapassam, em muito, qualquer benefício em potencial….”
Espero agora ter sido mais clara! Vamos sim amamentar ao máximo, mas esgotadas todas as possibilidades, não devemos entrar com sólidos antes dos 4 meses!
Beijos a todas!